Arranca amanhã, dia 3 de julho, na pequena aldeia de Ancas, mais uma edição do Folk 2026.
No ano em que atinge a maioridade, o FolK Ancas, que se prolonga até ao próximo dia 12, promete uma edição marcada pela qualidade e diversidade.
Este projeto multidisciplinar, para além da aposta também em grupos de música e dança do concelho de Anadia e da região, conta trazer a palco, no âmbito da programação Culturas do Mundo, numa parceria com o Cancioneiro de Cantanhede, grupos do Quirguistão, Timor Leste e Indonésia (na foto).
Assim, na edição deste ano, a programação volta a concentrar a atividade na Quinta Convivial do Club de Ancas, diversificando os espetáculos na sede do concelho em parceria com o Município de Anadia, bem como através de parcerias com Juntas de Freguesia e associações locais. O objetivo é levar o Folk Ancas às diversas comunidades do concelho.
O vasto programa integra ainda 11 sessões de cinema ao ar livre – 23 filmes, dos quais dois musicados (em 4 sessões) e 4 produzidos pelo CineClub Bairrada no âmbito do HERANÇA Docs Bairrada que vão ser apresentados em itinerância (Anadia, Ancas, Curia, Vale da Mó e Amieiro -Moita, Pereiro – Avelãs de Cima, Paredes do Bairro e Amoreira da Gândara).
No âmbito do projeto Ar da Aldeia – Arte de Rua, estão previstas duas residências artísticas com o artista chileno, Juan Pablo, que executará dois murais. Um espetáculo coletivo, com base na Oficina “Voz da Comunidade.2” que se vai realizar na Casa do Povo de Avelãs de Caminho é outras das propostas a reter.
Destaque ainda para o Passeio pela zona vinhateira com os Burros, no dia 5, em Ancas; mas também para a performance “Febre de Burro”, neste mesmo dia, mas na Quinta Convivial.
Uma performance de pequeno formato onde Rui Paixão, usando elementos recolhidos no período em que esteve em residência artística nas aldeias do Planalto Mirandês, serve-se do próprio corpo para resgatar sons e imagens do que é a vida na aldeia, o seu silêncio, o som da terra e dos animais, das pessoas, da chuva e dos trovões é outra proposta. A não perder, a Oficina “Brinquedos Sonoros da Tradição Minhota”, no dia 11 de julho.
O projeto Zuca-Truca foi criado por Rafael Freitas e Mariana Campos para preservar a raiz sonora do Alto Minho. Eles realizam Oficinas de instrumentos musicais singelos onde ensinam a criar instrumentos tradicionais utilizando materiais retirados diretamente da natureza.
Já a 31 de julho, destacamos a performance “É para ter medo?”, de Inês Minor, no Largo da Igreja. Um espetáculo que revive as memórias das crianças que já fomos, daquelas que agora têm 27 anos, ou 61 anos, ou 84 anos. Num dispositivo multidisciplinar que cruza o teatro, vídeo e performance, a obra propõe uma reflexão sobre a fragilidade da memória e a importância de escutar as histórias que persistem nos corpos, nas fotografias e nos lugares. As entradas em todos os espetáculos são gratuitas.
