A derrocada parcial de um muro de sustentação no Pereiro, freguesia de Avelãs de Cima, levou à colocação provisória de grandes pedras na Rua D. Manuel Trindade. A solução arrasta-se há largos meses, e transformou-se num problema diário para os moradores locais. A Câmara Municipal garante a resolução do problema antes do próximo inverno.
A estrutura original, no cruzamento entre a Rua da Perdigôa e a antiga Estrada Nacional 334 — via que, após a sua desclassificação, passou a integrar a rede municipal —, foi construída há vários anos pela Junta de Freguesia de Avelãs de Cima, no âmbito de um projeto de alargamento da via, tendo como função primordial amparar as terras e o muro de uma propriedade privada situada num plano superior. Ao ceder, foi sustentada por pesados blocos de pedra, o que levou ao corte da visibilidade e ao estreitamento da via. Se antes o cruzamento entre dois veículos já era feito com dificuldade, com esta solução provisória da câmara municipal torna-se impossível, tendo de passar um veículo de cada vez.
Para os habitantes, especialmente os residentes na Rua da Perdigôa, esta solução provisória gera alguma preocupação, especialmente devido à aproximação de duas datas críticas: a festa da aldeia, no início de setembro, que trará um pico de trânsito àquele cruzamento, e o regresso das chuvas de inverno, que poderão agravar o risco de derrocada e deteriorar as condições de segurança.
Confrontado com a situação, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Sampaio, reconheceu a gravidade e a origem do problema, atribuindo a queda da estrutura às condições meteorológicas adversas sentidas no início do ano. O autarca explicou que o colapso deveria ter sido provocado pelo inverno rigoroso, alertando que esta situação poderia pôr em causa o muro interior, pertencente a um proprietário privado.
Relativamente aos prazos para a resolução definitiva desta empreitada, que dura há largos meses, o município traçou uma meta clara, assegurando que o problema não se arrastará para a próxima época de chuvas. O edil garantiu que a obra terá de ser feita, com toda a certeza, antes do próximo inverno, apontando a estimativa de execução para o período entre agosto e setembro deste ano. O processo encontra-se, neste momento, na fase de recolha de orçamentos para a adjudicação da empreitada.
A intervenção prevê-se complexa devido ao risco estrutural que representa. Segundo o autarca, tratar-se-á de um trabalho delicado, uma vez que será necessário demolir o muro de forma gradual e avançar com a reconstrução aos poucos, de modo a evitar qualquer perigo de derrocada. Até à conclusão dos trabalhos, a circulação no local continuará a exigir precaução redobrada.
