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Anadia // Sociedade  

ERCA 2026: Mais de uma centena de escuteiros deixam a sua marca na comunidade

O Clã organizador quis aproximar os caminheiros da identidade de Anadia. O programa incluiu workshops de confeção de Amores da Curia, Morgados do Bussaco, produção de pão, Leitão à Bairrada, espumante e até de carpintaria e rugby.

Anadia recebeu no último fim de semana o Encontro Regional de Caminheiros de Aveiro (ERCA), um evento organizado por caminheiros e para caminheiros, que ficou este ano a cargo do Clã 7 – Fausto Sampaio, do Agrupamento de escuteiros 221 de Anadia.

Sob o imaginário “Raízes do passado, sementes para o futuro”, o encontro juntou ao longo de três dias mais de 130 jovens focados na descoberta da cultura bairradina e no serviço à comunidade.

Através da história da “Videira Velha”, a organização transmitiu que, tal como a videira precisa de raízes fortes, o Caminheirismo precisa dos valores das gerações anteriores para continuar a dar os seus frutos.

O Clã 7 quis, nesta edição do ERCA, aproximar os caminheiros da identidade desta região do distrito. O programa incluiu workshops de confeção de Amores da Curia, Morgados do Bussaco, produção de pão, Leitão à Bairrada, espumante e até de carpintaria e rugby.

Os participantes deslocaram-se de bicicleta até à Curia e também pintaram azulejos com a artista plástica Dina Lopes.

Um dos elementos simbólicos desta edição foi precisamente a construção de um mural coletivo de azulejos onde cada equipa teve a oportunidade de criar o seu próprio azulejo, reunindo diferentes ideias, técnicas e expressões criativas num trabalho comum que irá ficar exposto na sede do Agrupamento de Escuteiros de Anadia.

Matilde Pereira, uma jovem caminheira de Angeja, ficou surpresa com a forma de preparação do prato rei da região: “Não fazia ideia que tinha que se abrir o leitão todo, que tinham que o cozer. Foi engraçado, gostei muito, ainda mais porque adoro leitão”.

A divisa “servir”

O “serviço” é uma das componentes fundamentais do Caminheirismo. “A própria divisa do Caminheiro, ‘Servir’, representa o compromisso de cada um em ser uma pessoa ativa, responsável e útil à comunidade, colocando-se ao serviço do próximo e daqueles que mais precisam”, explica o Clã 7.

Por isso, os jovens limparam graffitis na Igreja de Arcos e reabilitaram espaços exteriores no Centro Social de Anadia e na Associação Cultural e Recreativa de Alféloas. No Parque Urbano, a ação incidiu na plantação de rosas.

O vereador anadiense José Manuel Carvalho explicou que o município viu nesta colaboração uma “excelente oportunidade de dar cor ao nosso parque urbano”, provando também que estes jovens “não vêm a Anadia só para se divertirem, vêm a Anadia também para deixar uma marca”.

Para o Clã 7, responsável pela organização, o balanço final vai ao encontro de tudo o que foi planeado ao longo de meses de preparação.

Durante o encontro, as equipas foram avaliadas pelo espírito de união e criatividade, sagrando-se vencedora a equipa “Trincadeira”.

Ainda assim, os caminheiros de Anadia garantem que o verdadeiro triunfo foi ter “uma missão cumprida, com a certeza de que todo o esforço valeu a pena e de que também nós deixámos algumas sementes para o futuro”.

Mais do que boas memórias da Bairrada, o Clã anadiense espera “que cada jovem regresse com mais vontade de servir, de participar ativamente na comunidade e de deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou”.

A passagem de testemunho já foi realizada, cabendo ao Agrupamento 1157 de São Pedro de Aradas a missão de organizar o ERCA em 2027.