É literalmente “underground” (“debaixo da terra”) que se faz a aliança perfeita entre cultura e vinho. Na inauguração, sábado, nas Caves Aliança, do Aliança Underground Museum, novo projecto do acervo Berardo, o secretário de Estado das Pescas e da Agricultura, Luís Vieira, afirmou ter visto “um casamento feliz entre o vinho e a cultura”.
Um casamento que se organizou e anunciou em dois meses, conforme destacou o Comendador Joe Berardo, agradecendo a todos os funcionários da Aliança Vinhos de Portugal, em Sangalhos, “que trabalharam para esta missão”. O Comendador deixou ainda uma mensagem ao Governo, através do seu representante, para que “ajude outras pessoas a promoverem a cultura”. “Melhorá-la é a melhor maneira de atrairmos gente com dinheiro. Gostava que Portugal fosse um destino cultural”, ressalvou.
O presidente da Câmara Municipal de Anadia não tem dúvidas de que, tendo em conta a sua dimensão e o número de atracções, “Anadia é o centro museológico do país”. “A Bairrada evoluiu, temos vinhas de qualidade. É preciso criar infra-estruturas para que pessoas como o Comendador continuem a investir cá.” Quanto ao museu recém-inaugurado, Litério Marques acredita que “a combinação entre a gastronomia e o vinho, na nossa terra, é suporte mais do que suficiente para que tenha êxito”.
O secretário de Estado Luís Vieira considera que “em Portugal, o vinho evoluiu muito na última década” e que “os nossos vinhos têm de se afirmar no mercado mundial pela diferença”. Daí o Governo ter definido este sector como prioritário, apostando em duas áreas de intervenção: “a nível da reestruturação da vinha – na última década reestruturamos cerca de 35 mil hectares; e a nível da promoção – pela primeira vez, até 2013, teremos uma verba de 75 milhões de euros para um volume de investimento na ordem dos 150 milhões.”

Visita imperdível
O Aliança Underground Museum, quarto projecto do acervo Berardo, foi sonhado pelo Comendador quando visitou a Aliança pela primeira vez. Ao longo de quilómetro e meio, entre estações centrais e naves secundárias, garrafas e barricas dividem atenções com obras de arte africana, azulejaria, cerâmica das Caldas, minerais e fósseis.
O museu pode ser visitado todos os dias, gratuitamente, às 10h30, 11h30, 14h30, 15h30 e 16h30.

Oriana Pataco
oriana@jb.pt