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EB 2/3 de Anadia: Cobertura de amianto preocupa pais e docentes


 

Professores, pais e alunos estão preocupados com o avançado estado de degradação da Escola Básica 2/3 de Anadia. Numa altura em que tanto se fala da Secundária, a cobertura em amianto deste estabelecimento de ensino volta a ser notícia, pelas piores razões. Começou a ser substituído, mas quando surgiu a intenção de construir uma nova Escola Básica e Secundária em Anadia, essa substituição parou. Até hoje. Daí que, muitos espaços continuem com coberturas de amianto, sendo ainda possível contabilizar muitas outras deficiências e carências neste estabelecimento de ensino.
Na sequência de um alerta sobre esta questão do amianto, levantada na reunião de Câmara, pelo vereador do PSD, José Manuel Ribeiro, o Jornal da Bairrada efetuou, na última sexta-feira, uma breve visita a este estabelecimento de ensino, confirmando as preocupações de todos.

Pesadelo. “É um pesadelo” dar e assistir aqui às aulas, confessa Faustina Silva, coordenadora da EB 2/3 de Anadia. A docente admite que esta escola, com mais de quatro décadas de vida, poucas obras tem sofrido nos últimos anos, uma vez que estava previsto ser desativada com a entrada em funcionamento da nova Escola Básica e Secundária.
“As obras têm sido muito reduzidas”, diz, explicando que embora se tenha dado início à remoção e troca de placas de amianto nos três blocos, a obra nunca chegou a ser concluída porque, entretanto, veio a decisão de construir uma nova escola.
“As obras foram suspensas”, mas, de lá para cá, deixou de haver investimento na escola, acabando a degradação por ser agora muito mais acelerada, devido à falta de manutenção.
“Há muita humidade e frio. O aquecimento é feito por aquecedores, a óleo, que rodam entre as salas, uma vez que não há aquecedores para todas as salas, assim como o quadro elétrico não aguentaria”, refere, explicando ainda que por mais que se tente ter um ambiente ameno dentro das salas, tal é impossível porque entra muito frio pelas janelas e portas que não têm qualquer isolamento.
Numa escola que recebe alunos do 5.º ao 8.º ano, estas questões assumem proporções ainda mais gravosas, não só porque estamos a falar de crianças, mas porque estas faixas etárias “também não têm por hábito queixar-se”, diz a docente.

Humidade, infiltrações, frio e muito amianto. Mal se entra no bloco principal, a corrente de ar e o frio são por demais evidentes. A humidade, devido a infiltrações, é mais notória junto à papelaria e reprografia. Os baldes a amparar os pingos de água encontram-se um pouco por todo o lado, nos corredores e nem as salas de aulas estão a salvo.
A comunicação entre blocos faz-se por telheiros em amianto, bastante degradados e que não resguardam ninguém da chuva ou do frio.
No pavilhão desportivo a cobertura ainda é toda em amianto. Nos dias mais frios, as aulas às primeiras horas da manhã fazem-se com temperaturas negativas no interior, revelou uma docente, que destaca também o facto da humidade fazer com que o piso fique extremamente escorregadio e perigoso.
O grau de desconforto térmico é uma constante e Faustina Silva salienta que “no verão os alunos sofrem com o excesso de calor, insuportável até, e no inverno com o frio, quase impossível de suportar”.
No dia da visita do Jornal da Bairrada, as raparigas não tinham água quente no balneário. A caldeira não passou dos 20 graus e banhos só com água fria.
Depois existe a questão da segurança. A configuração dos vários blocos e a redução do pessoal auxiliar dificulta a vigilância.
Luís Pidwell, da Associação de Estudantes, fez a visita com JB e reconhece que não conhecia bem esta realidade, até porque é aluno da Secundária e pior do que a Secundária é difícil encontrar.
Também Ana Paula Gama, da Associação de Pais e Encarregados de Educação, admite que começam a ser muitas as denúncias “uma vez que as obras foram suspensas”. Todavia, avança que “a maioria dos pais desconhece a realidade da escola e as condições em que os filhos assistem às aulas”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Secundária de Anadia: “Fiquei chocada”, diz investigadora que já monitorizou várias escolas


“Este é o 21.º estabelecimento de ensino que monitorizo e um dos mais graves. Fiquei chocada”, revela a investigadora Célia Alves, especialista em qualidade do ar, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, que lidera uma equipa multidisciplinar composta por quatro investigadores ligados à Universidade de Aveiro (duas equipas de Microbiologia) e o investigador Mário Tomé, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Instituto Politécnico de Viana do Castelo que, nos dias 13, 14, 15 e 16 de janeiro, estiveram na Escola Secundária de Anadia (ESA) a estudar a qualidade do ar que se respira naquele estabelecimento de ensino.

Associação de Pais ativa. A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) luta, há muito, pelo recomeço da construção da nova escola, interrompida em 2011 pela Parque Escolar.
A reconhecida investigadora foi contactada pela Associação de Pais, “no sentido de saber qual a possibilidade e interesse da Universidade de Aveiro em realizar um estudo que permita medir a qualidade do ar dentro da ESA”, disse a JB Ana Paula Gama, da Associação de Pais.
A equipa, para além desse estudo, recolheu ainda amostras de algas, fungos e bactérias presentes no ar, paredes e tetos das salas de aulas para análise laboratorial.
Salas de informática e de físico-química, balneários e cozinha foram alguns dos locais visitados por estes investigadores, já que os espaços apresentam fendas, infiltrações de humidade, bolor e algas que levantam questões no âmbito da saúde pública.
Embora já viesse preparada e documentada (com fotos, vídeos e notícias recentemente publicadas em vários órgãos de comunicação social sobre o estado de degradação em que este equipamento escolar se encontra) a investigadora confessa que a “situação é particularmente má” e que, apesar dos largos anos de experiência nesta área, ficou “chocada” com o cenário encontrado em Anadia.
Embora tenha já monitorizado 21 escolas do país, esta foi a situação mais grave que encontrou, em termos estruturais e de infiltrações e humidade.

Resultados em breve. A situação afigura-se de tal forma grave que levou a equipa a optar ainda por “dar mais um passo, além do que a legislação determina”, pelo que vão ser também identificadas as espécies presentes (bactérias e fungos), já que alguns destes microorganismos podem ser nocivos para a saúde, não descartando, Célia Alves, a hipótese de, em alguns dos casos, ter de se recorrer à análise genética com extração de ADN.
A investigadora diz que esta abordagem é bastante pertinente “para saber o que é que alunos, professores e todos os que aqui trabalham respiram”.
Vão também ser utilizados métodos diferentes na recolha das análises e tratamento dos dados, por forma a obter resultados o mais exatos possível. Aliás, Célia Alves sublinha que o Laboratório do IP de Viana do Castelo está certificado para a realização de análises microbiológicas. Contudo, as conclusões do estudo só deverão ser conhecidas dentro de algumas semanas.
Todavia, a cientista admite que estas situações podem acarretar riscos e problemas de saúde, nomeadamente o incremento do número de crises de asma, rinites e alergias. Por isso, considera oportuno a realização, através da Delegação de Saúde, “de uma avaliação médica”.
Célia Alves mostrou já interesse em regressar a esta escola na primavera. “Vamos tentar obter verbas para voltar na primavera, porque nessa altura do ano se registam as melhores condições para a proliferação de esporos”.

Pais querem nova escola. Ana Paula Gama espera que, com mais esta ferramenta em mãos, se consiga pressionar a tutela a recomeçar a construção da nova Escola Básica e Secundária de Anadia, parada desde 2011.
“Não imaginam o cheiro a bolor e a mofo nas salas de aula. O ar chega a ser irrespirável e o estado em que se encontram os tetos, as paredes e pavimentos. A degradação é total e generalizada”, sublinha, acrescentando que os pais se têm queixado muito do aumento de problemas respiratórios, nomeadamente de um agravamento das crises de asma, o que levou a APAE a solicitar uma vistoria à ESA, realizada pela Delegada de Saúde, Fernanda Pinto, a 28 de novembro de 2013 .

Vistoria. O relatório de vistoria realizado pela Delegada de Saúde, Fernanda Pinto, em novembro de 2013, também não deixa dúvidas quanto às deficientes condições físicas das instalações da Escola Secundária de Anadia (ESA) e a eventuais problemas para a saúde.

No documento a que tivemos acesso, Fernanda Pinto confirma que, “embora a vistoria não tenha incidido sobre a totalidade das instalações, as mesmas evidenciam um estado geral de degradação acentuada” e que os “locais especificamente vistoriados podem traduzir-se em problemas de saúde para os utilizadores”. A Delegada de Saúde admite que as falhas estruturais podem “levar a uma acumulação de humidade dentro dos edifícios” e que esta “está relacionada com o facto de levar, muitas vezes, ao crescimento de bolores” que é “reconhecido como um dos maiores alergéneos no ambiente interior dos edifícios e pode levar a reações alérgicas, por vezes severas, principalmente relacionadas com a saúde respiratória (incluindo infeções e obstrução brônquias) e reações do sistema imunitário. E acrescenta: “além de alergias e problemas respiratórios, foram encontradas fortes associações com dores de cabeça, fadiga, ansiedade e depressão”, concluindo que “o risco do bolor para a saúde é especialmente relevante para as crianças que passam mais tempo dentro de espaços interiores e têm um sistema imunitário mais vulnerável. A exposição à humidade e bolor aumentam significativamente o risco de asma e outros efeitos respiratórios nas crianças”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Parque Escolar quer entregar à Secundária mobiliário para a futura escola


Ainda não há escola nova, mas o mobiliário já está a caminho. Parece anedota, mas não é.
A Parque Escolar já terá contactado a direção da Escola Secundária de Anadia (ESA) no sentido de efetuar a entrega de uma parte do mobiliário destinado à nova Escola Básica e Secundária de Anadia, cuja construção foi interrompida em 2011.
O caso, um tanto insólito, acontece porque, alegadamente, aquando da interrupção da obra (orçada em 16 milhões de euros), por indicações da Tutela, os concursos para aquisição de material não terão sido suspensos, encontrando-se agora, pronta para ser entregue, uma parte do equipamento.
De acordo com a direção da ESA, “esta situação acontece porque os concursos relativos às aquisições de equipamento não pararam”, colocando agora um grave problema à escola. Onde e em que condições armazenar equipamento novinho em folha, quando é de todos sabido que a ESA se encontra em avançado estado de degradação, apresentando graves problemas de humidade e infiltrações.
Segundo apurámos, a Parque Escolar preparava-se para entregar à ESA cerca de 80 armários e 200 mesas que se destinam a apetrechar a nova escola que ainda não foi concluída.
A direção da ESA terá já feito sentir à Parque Escolar não ter condições para receber o material: “é claro que criámos alguma resistência. A escola não tem capacidade física para guardar este equipamento”, referiu a JB um dos elementos da direção da ESA.
Segundo fonte do JB, a Parque Escolar sugeriu à direção da ESA que aproveitasse a ocasião para substituir algum equipamento mais degradado por este, novo, o que não foi bem visto pela direção da escola.
Daí que tenha sido solicitado à Parque Escolar o estudo de alternativas, face à posição assumida pela direção daquela Secundária.
Associação de Pais incrédula. Ana Paula Gama, da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) mostra-se chocada com a informação. “A escola não tem condições físicas para receber este mobiliário novo que se destina a um equipamento escolar cuja construção foi interrompida”, diz, alertando para o facto de, há já dois anos, a ESA ter estado a braços com uma situação também invulgar, ao receber dezenas de computadores que se mantêm embalados, até hoje, pois também se destinam à nova escola. “A maioria está embalada e, com a demora na conclusão da obra, quando forem disponibilizados aos alunos, já estão obsoletos”, acrescenta.
Os pais e encarregados de educação da ESA defendem que “a escola não tem que receber nada, nem deve” e que tal equipamento só deve ser colocado quando a nova escola estiver pronta.
Recorde-se que no passado dia 13 de novembro, a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) e alunos, deram corpo a uma manifestação que pretendeu alertar para o avançado estado de degradação em que se encontram os edifícios da Escola Secundária de Anadia.
Não nos foi possível, em tempo útil, ouvir a Parque Escolar. Esperamos poder fazê-lo na próxima edição.

Catarina Cerca

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Sangalhos:Igreja Matriz em obras de restauro


Há já alguns anos que se verificavam infiltrações de águas na igreja Matriz da paróquia de São Vicente de Sangalhos.
De ano para ano a situação vinha a agravar-se. A urgência de uma intervenção eficaz no templo fazia-se sentir.
Com o temporal que atingiu, no inverno, todo o nosso país, a situação agravou-se bastante. Apesar de se encontrar há pouco tempo na paróquia, o pároco, Padre Manuel Melo, com a colaboração pronta da Fábrica da Igreja, avançou para as obras. Apesar da situação económica difícil da paróquia, pois estava a avançar com as obras de restauro da Residência Paroquial e a proceder a algumas obras de manutenção, também urgentes, no Centro Paroquial, avançou-se para uma intervenção profunda na parte exterior do templo.
Apesar dos gastos totais das obras realizadas na paróquia rondarem os cem mil euros, a Câmara Municipal de Anadia concedeu apenas um subsídio de cinco mil euros. Mesmo assim, as obras na igreja Matriz foram feitas e concluídas.
Agora, pároco e Fábrica da Igreja apelam, uma vez mais, ao apoio da comunidade cristã. Por isso, a cada família está a chegar um envelope solicitando uma colaboração. Este é mais um desafio que certamente será vencido.
“Contamos com a colaboração de todos, pois a igreja Matriz é a Casa de todos!”, conclui o pároco Padre Manuel Melo.

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Paredes do Bairro: Centro Escolar de dois milhões recebe apenas 40 crianças


Foi inaugurado, no último domingo, o Centro Escolar de Paredes do Bairro, no concelho de Anadia.
Orçado em cerca de dois milhões de euros, abre com apenas duas salas de ensino básico e uma do pré-escolar. A falta de crianças, devido ao decréscimo acentuado na natalidade e a crise económica são apontadas como as principais razões para que as escolas tenham cada vez menos alunos.
Assim, o novo e moderno Centro Escolar recebeu, já na última segunda-feira, as 40 crianças que o vão frequentar, embora tenha capacidade para muitas mais (50 no pré-escolar e 120 no 1.º ciclo. Aliás, este equipamento possui cinco salas para o 1.º CEB e duas para Jardim de Infância.
De resto, segundo a Carta Educativa, este Centro Escolar poderá, no futuro, vir a receber crianças de S.Lourenço do Bairro e talvez de Ancas e Mogofores.
Neste momento, para rentabilizar os espaços existentes, para além de duas salas de aulas para o 1.º CEB (29 crianças) e uma outra para o Pré-Escolar (11 alunos), outras duas serão ocupadas pela CAF (Componente de Apoio à Família) e pelo ATL (Atividades Tempos Livres).
Apesar deste cenário, o dia foi de festa e nem o Rancho Folclórico local faltou à inauguração do espaço, que recebeu uma verdadeira multidão.

Farpas apontadas à tutela. A tarde ficaria ainda marcada por um início de discurso invulgar por parte do edil anadiense, Litério Marques. O autarca, aproveitando a presença dos populares dirigir-se-ia, em primeiro lugar, à pessoa de Nuno Crato, ministro da Educação, ausente da cerimónia. De uma forma trocista, diria que o ministro não estava ali por estar porventura a acompanhar o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a reinaugurar Centros Escolares no concelho vizinho de Oliveira do Bairro. E “porque o homem não apareceu” (apesar do convite efetuado à Tutela) caberia à prata da casa (executivo, Junta de Freguesia, autarcas convidados, deputados da Assembleia Municipal e elementos do Agrupamento de Escolas de Anadia) inaugurar este moderno, atrativo e bem equipado Centro Escolar.
O edil denuncia o que considera uma escandalosa postura e diferença de tratamento manifestada pelo atual governo, o qual, constantemente, tem recusado os sucessivos convites de presença, endereçados pela autarquia.
Um dia de festa, disse, fruto de uma promessa agora cumprida. Um investimento de aproximadamente dois milhões, dos quais 50% saíram do orçamento da Câmara Municipal. A restante verba veio de Fundos Comunitários. “Por isso, como o Governo não meteu aqui dinheiro nenhum, não apareceu”, disse, lamentando profundamente que membros do governo venham, por exemplo, inaugurar a Expofacic, em Cantanhede e a Feira da Vinha e do Vinho, em Anadia, não mereça idêntico tratamento.
O edil recordou ainda o recente empréstimo de aproximadamente dois milhões de euros junto da banca com vista à requalificação de mais escolas, nas freguesias onde não será feito qualquer Centro Escolar.
“Este é um edifício igual ao que de melhor se faz no país”, disse ainda.

Freguesia extinta. Na ocasião, o autarca de Paredes do Bairro sublinharia o dia de festa que este 15 de setembro significa para a freguesia já que a “obra veio ampliar e muito a terra, dando progresso à freguesia” que, embora estando condenada à extinção, por fusão com Amoreira da Gândara e Ancas, não deixa de ter a sua própria identidade.
Também Elói Gomes, presidente do Agrupamento de Escolas de Anadia, se mostrou satisfeito e reconhecido pelo contributo dado pela Câmara Municipal na construção destas instalações que classificou de magníficas, por forma a que o parque escolar fique mais rico. Instalações “de excelência, com condições ótimas, que vão fazer com que os alunos tenham melhor sucesso e aproveitamento escolar”.

Catarina Cerca

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Anadia: Populares sentem-se abandonados pela autarquia


A população do Paraimo, na freguesia de Sangalhos já, por várias vezes (mesmo em anteriores executivos), veio a público lamentar a alegada falta de atenção dada pelas sucessivas autarquias ao lugar.
Desde a falta de limpeza, às constantes ruturas na rede de água, até à falta de saneamento, são muitos os lamentos proferidos pelos populares.
Por exemplo, na Rua Ladeira da Pedra, a estrada há muito que precisa de alcatrão. Também os moradores da Rua de S.Francisco, principal arruamento do lugar, criticam a falta de brio na limpeza das valetas.
“Andaram aqui há algumas semanas atrás, roçaram as valetas e deixaram os montes de erva na beira da estrada”, diz-nos Amílcar Ferreira. Uma situação confirmada por Fernando Aires: “deixaram a erva para trás depois de roçada. Os carros passaram na estrada e espalharam o lixo todo”. Por isso, sentem-se votados ao abandono pela Junta de Freguesia de Sangalhos.
António Silva também reside na Rua Ladeira da Pedra é uma outra voz crítica que se faz ouvir: “o terreno de minha casa confina com terreno da autarquia que não é limpo. Resultado, tenho de ser eu a gastar dezenas de euros em herbicidas para limpar o que é meu e o que não é”. Cansado de pedir mais limpeza (por causa das cobras, ratos e lagartos) na rua onde reside, diz: “Somos cidadãos como os de Sangalhos, S.João de Azenha ou de Sá”, lamentando existirem lugares na freguesia que recebem mais atenção por parte da autarquia, liderada por António Floro, argumentação também corroborada por Amílcar Ferreira e Fernando Aires: “o Paraimo é desprezado”.

Situação mais grave. O caso mais dramático é vivido por Joaquim Arménio e Fernanda Pinto. Ex-emigrantes em África do Sul, regressaram há cerca de uma década e habitam uma casa no Paraimo. Localizada na Rua Fonte da Póvoa, num local ermo, junto à ZI do Paraimo, viram-se sempre a braços com a falta de limpeza dos terrenos no acesso a sua casa. A estrada é em terra batida. Água canalizada, saneamento básico e iluminação na via pública são coisas que não existem por estas paragens.
“Água, tenho a do poço, mas saneamento e alcatrão na estrada é que nem vê-los”, diz Fernanda Pinto, que tem medo de toda a bicharada que lhe ronda a casa: cobras, sardões, ratos e até javalis são frequentes, mas o mais grave, a seu ver, são os acessos à residência, muitas vezes quase bloqueados por silvas e densa vegetação.

Explicação. O autarca António Floro lamenta e contesta as acusações: “temos feito tudo o que podemos em todos os lugares da freguesia”, dando conta de que algumas prioridades para as populações, podem não coincidir com as prioridades da Câmara Municipal, nomeadamente ao nível de alcatroamento e saneamento.
“Vamos continuar a dar conta dessas necessidades”, mas o autarca sangalhense sublinha que em relação àquele caminho em terra batida, a JF vai tapando e colocando tout venant nos buracos, assim como, dá conta de ter gasto, na última semana, 800 euros só na escritura para legalizar os terrenos das capelas do lugar.
“Neste momento, temos outras ruas na freguesia com ervas enormes. Não temos meios para fazer mais, ou para chegar a todo o lado ao mesmo tempo, com a agravante de ter o funcionário, motorista do trator, com baixa médica”, diz sublinhando ser “injusto, pois fazemos o que nos é possível, com os meios que temos”.

CC

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Anadia: JF recebem cerca de 140 mil euros da Câmara para obras


São cerca de 140 mil euros, a verba que a Câmara Municipal de Anadia distribuiu pelas 15 freguesias do concelho.
Estes subsídios extraordinários foram entregues na última segunda-feira, dia 17 de junho, a 14 dos 15 autarcas, uma vez que o único que esteve ausente da cerimónia foi César Andrade, de Avelãs de Caminho.
Tendo em conta que, no primeiro semestre deste ano, o Estado transferiu para as Juntas de Freguesia do concelho um total de 279 mil euros, a Câmara Municipal decidiu dotar as autarquias locais de um subsídio extraordinário correspondente a 50% do montante pago pela Tutela.
São exatamente 139.512 euros, o total do bolo distribuído agora pelas autarquias.

Ajudar as Juntas de Freguesia. Aos autarcas presentes o edil Litério Marques pediu para evitarem conclusões desnecessárias, apesar de se avizinharem as eleições autárquicas, destacando ser apenas um esforço da Câmara Municipal para ajudar as Juntas de Freguesia na concretização de várias obras.
“Estamos apenas a demonstrar o nosso apoio às Juntas de Freguesia”, deixando a todos a indicação de que até final do mandato, poderá voltar a reunir os autarcas locais para nova entrega de subsídio: “ainda conto em reforçar, de novo, a nossa partilha convosco”.
Uma situação, que diz não ser fruto de qualquer “milagre”: “o que acontece é que a Câmara Municipal de Anadia tem, hoje, mais um milhão e 200 mil euros de um empréstimo aprovado em outubro. Uma verba só agora libertada”. Por isso, salientou que tendo a autarquia capacidade de endividamento, ao contrário do que alguns parecem fazer crer, neste momento apenas está a “distribuir verbas por quem as gasta bem”, ou seja, os presidentes de Junta. “Este é o nosso propósito. O que fazemos é sempre em defesa dos interesses do município”, clarificou Litério Marques, reconhecendo ser muito raro, nos tempos que correm, uma Câmara Municipal ter este tipo de comportamento. “É agradável chegar a esta altura do ano e ter dinheiro para ajudar os executivos das Juntas de Freguesia a concretizarem mais obras”, sublinhou.
Litério Marques mostrou-se ainda disponível para vir a celebrar com as Juntas de Freguesia, à semelhança do que tem acontecido nos últimos meses, protocolos para a realização de alguns melhoramentos.
Um desses exemplos decorre com a Junta de Freguesia de Arcos, liderada por Fernando Fernandes que mantém, presentemente com a Câmara Municipal de Anadia, três protocolos: um referente aos açudes no Rio da Serra e dois referentes às beneficiações e colocação de piso sintético nos campos de Famalicão e Pequito Rebelo (Anadia).
Na ocasião, António Guilherme Andrade, presidente da Junta de Freguesia da Moita agradeceu o gesto do executivo, em nome de todos os colegas autarcas presentes.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Mogofores: Colégio Salesiano de S. João Bosco prepara novo ano letivo


Após escassos dias do final de mais um ano letivo, a azáfama à volta dos preparativos para um novo ano letivo é já grande no Colégio Salesiano de S. João Bosco, em Mogofores.
No Colégio, o ensino é público e inteiramente gratuito para todos os alunos, de ambos os sexos, do 5.º ao 9.º ano.
Embora seja uma escola de orientação católica, está aberta a todas as confissões religiosas. Isso mesmo é destacado pelo diretor Padre José Fernandes, para quem esse facto é uma mais valia: “acaba por ser aliciante e um desafio”.

Melhorias. Com 75 anos de vida, este estabelecimento de ensino trabalha afincadamente para proporcionar aos alunos, distribuídos por nove turmas, melhores condições de aprendizagem. Por isso, o Padre José Fernandes acredita que, no próximo ano letivo, poderá oferecer aos cerca de 190 alunos um novo campo de jogos relvado, assim como dotar várias salas de aulas com quadros interativos e melhorias ao nível do sistema informático.

Inscrições abertas. O Padre José Fernandes sublinha que já estão abertas as inscrições para o novo ano letivo e que este ano vão abrir duas turmas do 5.º ano, dada a grande procura (no ano transato apenas abriu uma turma do 5.º ano).
“Não percebemos porque ainda há pais a perguntar se aqui o ensino é pago”, interroga-se, ciente de que alguma “contra-informação” que circula, acaba por ser prejudicial à instituição. “Aqui não se paga nada. O ensino é inteiramente gratuito, tal como nas escolas estatais”, destaca.
No final de mais este ano letivo, faz um balanço extremamente positivo do mesmo, que teve por lema educativo: “Sou protagonista… na aprendizagem, no amor, na fé!”.
“O quadro de excelência que, para nós, é a manifestação da excelência educativa, estava enorme no final do 2.º período. Ele reflete a excelência, a qualidade humana dos miúdos, reconhecida por todos (professores, alunos, funcionários)”, acrescenta, dando conta que este “é um indicador do bom trabalho que realizamos com os alunos.”
Vocacionado para a educação e evangelização dos jovens, o Colégio de Mogofores é uma referência no ensino de qualidade na região. Daí a procura: “os pais procuram cada vez mais uma escola com ambiente familiar, onde todos se conhecem, segura, com um projeto educativo e que privilegie os valores e as relações humanas”, refere, reconhecendo que “aqui, em Mogofores, encontram tudo isso.”
“Este é um espaço onde os pais colocam os filhos e filhas, mas com uma oferta de educação integral da pessoa, onde se procura o crescimento e o amadurecimento de cada estudante em todas as suas dimensões de acordo com uma visão humana e cristã da vida”, refere.
Os alunos que aqui estudam são provenientes de vários concelhos da região.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Casa Povo Am. Gândara: Almoço convívio a favor das obras de ampliação e remodelação


A Casa do Povo de Amoreira da Gândara vai realizar, no dia 15 de junho, um almoço de angariação de fundos a favor das obras de ampliação e de remodelação da instituição.
O almoço, se o tempo o permitir, irá decorrer no jardim acolhedor das instalações, caso contrário será realizado debaixo de telha.
O valor angariado reverte exclusivamente para as obras de ampliação e remodelação do edifício destinado à Terceira Idade, sendo aliás esta a única finalidade do almoço que conta já com a sua 3.ª edição.
De momento, já foram investidos nesta beneficiação 118 mil euros, contando a Direção conseguir juntar algum montante para, ainda este ano, poder avançar mais um pouco na concretização deste sonho.
É de realçar que a obra ultrapassa os 523 mil euros (mais IVA), pelo que ainda existe um longo caminho a percorrer para a sua conclusão.
Contudo, mesmo com as dificuldades que todas as instituições atravessam, de forma generalizada, a Casa do Povo está bastante determinada em trabalhar para finalizar esta obra, sendo a aposta na terceira idade uma prioridade que a todos preocupa.
“De facto, todos nós, além de termos familiares nesta faixa etária, também um dia haveremos de lá chegar, ambicionando uma velhice com qualidade de vida” referiu a JB a diretora, Andreia Pêgo, da Casa do Povo de Amoreira da Gândara.
O almoço, que terá animação, será iniciado às 13h, prolongando-se pela tarde fora, pelo que a instituição conta com a presença de todos, podendo a reserva ser feita para o 231 596 450.

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Sangalhos:Restauro Igreja Matriz ultrapassa 35 mil euros


O restauro da Igreja Matriz de Sangalhos ultrapassa os 35 mil euros. As obras, que podem ser iniciadas durante o mês de junho, podem prolongar-se por dois ou três meses, e vão pôr cobro a um grave problema de infiltrações e humidade que está a degradar os altares em talha dourada este centenário templo.

Degradação evidente. Embora a Igreja, datada do século XVII, tenha na década de 80 do século XX sofrido um restauro completo, com recuperação de todos os altares em talha dourada e mais recentemente, na década de 90, também do século XX, sido alvo de uma pintura exterior e limpeza da pedra exterior, a verdade é que são visíveis os efeitos do tempo, da má impermeabilização e das infiltrações. “A cara da Igreja já foi lavada, mas os problemas de fundo não foram debelados”, acrescentou.
Para o Padre Manuel Melo esta é uma obra urgente e que há muito se impunha: “não podemos permitir que outro inverno rigoroso continue a provocar estragos na Igreja Matriz”.
Por isso, a obra, que já foi adjudicada a uma empresa da freguesia, visa rever o telhado do templo, substituir os rufos, assim como o beiral, uma vez que existem dois beirais sobrepostos que estão a causar graves problemas de infiltrações, lavar e retificar a pedra exterior, com impermeabilização da mesma, retificação das paredes exteriores e pintura.
Por outro lado, será ainda inspecionado e recuperado o telhado da casa mortuária, sacristia e sanitários. O pároco da freguesia confirma que o temporal de janeiro pôs a descoberto várias fragilidades do templo, para além de ter causado e agravado os danos.

Apelo à solidariedade e generosidade. Para fazer face a tão avultada obra, o padre Manuel Melo espera poder contar com a colaboração da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Anadia, já contactadas.
Durante a intervenção todos os espaços estarão abertos e a funcionar normalmente até porque as obras são todas ao nível do exterior.
Ciente de que os paroquianos atravessam um período de grandes dificuldades sócio-económicas acrescenta que desta feita não vai ser pedida a colaboração da população, pois esta ainda agora foi chamada a ajudar para as obras da residência paroquial. Contudo revela que em setembro, após as férias, a Igreja vai organizar dois ou três eventos para angarição de fundos para a obra, devendo aí a população ser chamada a colaborar.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Pergunta da semana

Um estudo indica que mais de duas doses diárias de álcool por dia aceleram perda de memória. Qual o seu consumo habitual no dia a dia?

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