Recortes.pt Leia no Recortes.pt

Tag Archive | "obras"

Anadia: Pavilhão gimnodesportivo em obras de conservação


Com cerca de três décadas de vida, o pavilhão gimnodesportivo de Anadia vai entrar em obras de conservação e reparação. Uma intervenção significativa, que atinge os 150 mil euros (a que acresce o IVA), a levar a cabo pela Câmara Municipal de Anadia.
Para além da substituição de toda a cobertura – ainda em amianto – todo o edifício será pintado e recuperados todos os vidros.
Na última reunião de câmara foi aberto concurso público para esta obra que a vereação aplaudiu, por se tratar de urgente.
Na ocasião, José Manuel Ribeiro congratulou-se com o início desta beneficiação, enquanto que Litério Marques não deixou de criticar que embora o amianto seja tão contestado e esteja na ordem do dia, sejam precisamente os edifícios e equipamento do Estado os únicos onde aquele material se mantém. “A Câmara está a criar condições a uma instalação com muitos anos e que é preciso requalificar em benefício do povo de Anadia”, disse.
Segundo a autarca Teresa Cardoso, trata-se de uma rubrica inscrita no Plano de Atividades, sendo indispensável avançar com a obra.

Posted in Anadia, Por Terras da Bairrada Comentários

Anadia: Vereadores do PSD questionam obras


O Edifício de Proximidade e as zonas industriais foram alguns dos temas que os vereadores do PSD, pela voz de José Manuel Ribeiro, levaram à última reunião de executivo, realizada a 28 de maio.
No final da reunião, o vereador social-democrata começou por querer saber as razões para que o Edifício de Proximidade, no âmbito da regeneração, permaneça vazio há mais de 20 meses, apelidando-o mesmo de “elefante cinzento”.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso explicou que as obras executadas tiveram retorno do investimento realizado pela autarquia, já que foram comparticipadas, explicando ainda que o edifício, sendo património da Câmara Municipal, está disponível para receber serviços de apoio direto ao cidadão, mas não de uma forma gratuita.
Teresa Cardoso avançou que já houve entidades interessadas em ocupar aquele espaço, mas que a autarquia não está disposta a disponibilizá-lo gratuitamente para albergar serviços públicos, da administração central. De resto, é do conhecimento público, que alguns desses serviços pagam rendas elevadíssimas noutros espaços privados existentes na cidade. No entanto, disse que o “edifício está aberto a outras hipóteses. A nossa intenção é ter serviços públicos com dignidade e toda a qualidade”.

Zonas Industriais. José M. Ribeiro não deixou também de criticar o facto da Zona Industrial de Vilarinho do Bairro, adjudicada por 800 mil euros, em 2011, estar abandonada, o que evidencia, a seu ver, “a falta de um plano de desenvolvimento económico para o concelho”, para já não falar das zonas industriais de Amoreira da Gândara e do Paraimo, ambas subaproveitadas.
Quanto à ZI de Vilarinho do Bairro, a autarca Teresa Cardoso explicou que aquela fora alvo de uma candidatura e respetiva comparticipação (85%), logo a Câmara Municipal teve retorno financeiro do investimento que realizou. Reconhecendo que as empresas não se têm ali implantado, defende que a conjuntura atual não tem permitido grandes investimentos. “Não está esquecida qualquer intervenção da nossa parte para a venda daqueles lotes”, explicando ainda que aquela ZI surgiu numa altura em que existia um conjunto de pequenas empresas a laborar em espaços que não eram os mais adequados e dispersos, mas que neste meio tempo, umas fecharam, outras mal sobrevivem, logo é difícil um efetivo investimento, no local, por parte dos empresários.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Por Terras da Bairrada Comentários

Anadia: Construção da nova ESA retomada no verão, garante ministro


A construção da Escola Básica e Secundária de Anadia vai ser retomada no verão. Este estabelecimento de ensino integra um pacote de quatro escolas do distrito de Aveiro a beneficiarem do levantamento da suspensão das obras da Parque Escolar. Respondendo na penúltima terça-feira (numa audição na Comissão de Educação e Ciência) a uma pergunta do deputado do PSD, Amadeu Albergaria, o ministro da Educação deu nota de que 14 estabelecimentos de ensino do país verão as suas obras continuadas.
Recorde-se que a suspensão dos trabalhos em Anadia ocorreu em 2011, altura em que a Parque Escolar – criada para proceder ao planeamento, gestão, desenvolvimento e execução do programa de modernização da rede pública de escolas secundárias e outras afetas ao Ministério da Educação – era uma das empresas mais endividadas.
No distrito de Aveiro, verão retomadas as obras a Escola Básica e Secundária de Paiva, a Escola Básica e Secundária de Anadia, a Escola Secundária Soares de Basto (Oliveira de Azeméis) e a Escola Secundária Dr. Mário Sacramento (Aveiro).

Autarquia disponível para colaborar. Questionada sobre esta matéria a edil anadiense, Teresa Cardoso revelou ter tido conhecimento, pela comunicação social, de que o Ministério da Educação se prepara para retomar as obras que se encontravam suspensas.
“Apesar de tal decisão ainda não ter sido formalmente comunicada à autarquia, a Câmara Municipal congratula-se com a decisão tomada e com a solução encontrada pelo Governo para conseguir concluir as instalações da nova escola de Anadia”, disse, acrescentando que “a edilidade reitera a total disponibilidade de colaborar, na medida do possível, na resolução dos problemas que envolvem este estabelecimento de ensino, no sentido de imprimir a máxima celeridade ao processo”.

Boa notícia há muito aguardada. Por seu turno, Elói Gomes, diretor do Agrupamento de Escolas de Anadia, que se congratula igualmente com a notícia, diz que “oficialmente” nada foi comunicado ao Agrupamento. “Esperamos que o reinício da obra aconteça o mais breve possível, pois o ideal seria ter a nova escola pronta no arranque do ano letivo de 2015/16”.
Já Patrícia Flores, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, diz que os pais estão em perfeita sintonia com os órgãos diretivos da escola e que o desejo é ver a obra concluída o mais rapidamente “graças a essa linha de crédito de que o ministro fala”, muito embora oficialmente também não tenham recebido qualquer informação por parte do Ministério da Educação, Degest ou Parque Escolar sobre o reinício das obras.
CC

Posted in Anadia, Por Terras da Bairrada Comentários

EB 2/3 de Anadia: Cobertura de amianto preocupa pais e docentes


 

Professores, pais e alunos estão preocupados com o avançado estado de degradação da Escola Básica 2/3 de Anadia. Numa altura em que tanto se fala da Secundária, a cobertura em amianto deste estabelecimento de ensino volta a ser notícia, pelas piores razões. Começou a ser substituído, mas quando surgiu a intenção de construir uma nova Escola Básica e Secundária em Anadia, essa substituição parou. Até hoje. Daí que, muitos espaços continuem com coberturas de amianto, sendo ainda possível contabilizar muitas outras deficiências e carências neste estabelecimento de ensino.
Na sequência de um alerta sobre esta questão do amianto, levantada na reunião de Câmara, pelo vereador do PSD, José Manuel Ribeiro, o Jornal da Bairrada efetuou, na última sexta-feira, uma breve visita a este estabelecimento de ensino, confirmando as preocupações de todos.

Pesadelo. “É um pesadelo” dar e assistir aqui às aulas, confessa Faustina Silva, coordenadora da EB 2/3 de Anadia. A docente admite que esta escola, com mais de quatro décadas de vida, poucas obras tem sofrido nos últimos anos, uma vez que estava previsto ser desativada com a entrada em funcionamento da nova Escola Básica e Secundária.
“As obras têm sido muito reduzidas”, diz, explicando que embora se tenha dado início à remoção e troca de placas de amianto nos três blocos, a obra nunca chegou a ser concluída porque, entretanto, veio a decisão de construir uma nova escola.
“As obras foram suspensas”, mas, de lá para cá, deixou de haver investimento na escola, acabando a degradação por ser agora muito mais acelerada, devido à falta de manutenção.
“Há muita humidade e frio. O aquecimento é feito por aquecedores, a óleo, que rodam entre as salas, uma vez que não há aquecedores para todas as salas, assim como o quadro elétrico não aguentaria”, refere, explicando ainda que por mais que se tente ter um ambiente ameno dentro das salas, tal é impossível porque entra muito frio pelas janelas e portas que não têm qualquer isolamento.
Numa escola que recebe alunos do 5.º ao 8.º ano, estas questões assumem proporções ainda mais gravosas, não só porque estamos a falar de crianças, mas porque estas faixas etárias “também não têm por hábito queixar-se”, diz a docente.

Humidade, infiltrações, frio e muito amianto. Mal se entra no bloco principal, a corrente de ar e o frio são por demais evidentes. A humidade, devido a infiltrações, é mais notória junto à papelaria e reprografia. Os baldes a amparar os pingos de água encontram-se um pouco por todo o lado, nos corredores e nem as salas de aulas estão a salvo.
A comunicação entre blocos faz-se por telheiros em amianto, bastante degradados e que não resguardam ninguém da chuva ou do frio.
No pavilhão desportivo a cobertura ainda é toda em amianto. Nos dias mais frios, as aulas às primeiras horas da manhã fazem-se com temperaturas negativas no interior, revelou uma docente, que destaca também o facto da humidade fazer com que o piso fique extremamente escorregadio e perigoso.
O grau de desconforto térmico é uma constante e Faustina Silva salienta que “no verão os alunos sofrem com o excesso de calor, insuportável até, e no inverno com o frio, quase impossível de suportar”.
No dia da visita do Jornal da Bairrada, as raparigas não tinham água quente no balneário. A caldeira não passou dos 20 graus e banhos só com água fria.
Depois existe a questão da segurança. A configuração dos vários blocos e a redução do pessoal auxiliar dificulta a vigilância.
Luís Pidwell, da Associação de Estudantes, fez a visita com JB e reconhece que não conhecia bem esta realidade, até porque é aluno da Secundária e pior do que a Secundária é difícil encontrar.
Também Ana Paula Gama, da Associação de Pais e Encarregados de Educação, admite que começam a ser muitas as denúncias “uma vez que as obras foram suspensas”. Todavia, avança que “a maioria dos pais desconhece a realidade da escola e as condições em que os filhos assistem às aulas”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

Posted in Anadia, Destaque, Por Terras da Bairrada Comentários

Secundária de Anadia: “Fiquei chocada”, diz investigadora que já monitorizou várias escolas


“Este é o 21.º estabelecimento de ensino que monitorizo e um dos mais graves. Fiquei chocada”, revela a investigadora Célia Alves, especialista em qualidade do ar, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, que lidera uma equipa multidisciplinar composta por quatro investigadores ligados à Universidade de Aveiro (duas equipas de Microbiologia) e o investigador Mário Tomé, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Instituto Politécnico de Viana do Castelo que, nos dias 13, 14, 15 e 16 de janeiro, estiveram na Escola Secundária de Anadia (ESA) a estudar a qualidade do ar que se respira naquele estabelecimento de ensino.

Associação de Pais ativa. A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) luta, há muito, pelo recomeço da construção da nova escola, interrompida em 2011 pela Parque Escolar.
A reconhecida investigadora foi contactada pela Associação de Pais, “no sentido de saber qual a possibilidade e interesse da Universidade de Aveiro em realizar um estudo que permita medir a qualidade do ar dentro da ESA”, disse a JB Ana Paula Gama, da Associação de Pais.
A equipa, para além desse estudo, recolheu ainda amostras de algas, fungos e bactérias presentes no ar, paredes e tetos das salas de aulas para análise laboratorial.
Salas de informática e de físico-química, balneários e cozinha foram alguns dos locais visitados por estes investigadores, já que os espaços apresentam fendas, infiltrações de humidade, bolor e algas que levantam questões no âmbito da saúde pública.
Embora já viesse preparada e documentada (com fotos, vídeos e notícias recentemente publicadas em vários órgãos de comunicação social sobre o estado de degradação em que este equipamento escolar se encontra) a investigadora confessa que a “situação é particularmente má” e que, apesar dos largos anos de experiência nesta área, ficou “chocada” com o cenário encontrado em Anadia.
Embora tenha já monitorizado 21 escolas do país, esta foi a situação mais grave que encontrou, em termos estruturais e de infiltrações e humidade.

Resultados em breve. A situação afigura-se de tal forma grave que levou a equipa a optar ainda por “dar mais um passo, além do que a legislação determina”, pelo que vão ser também identificadas as espécies presentes (bactérias e fungos), já que alguns destes microorganismos podem ser nocivos para a saúde, não descartando, Célia Alves, a hipótese de, em alguns dos casos, ter de se recorrer à análise genética com extração de ADN.
A investigadora diz que esta abordagem é bastante pertinente “para saber o que é que alunos, professores e todos os que aqui trabalham respiram”.
Vão também ser utilizados métodos diferentes na recolha das análises e tratamento dos dados, por forma a obter resultados o mais exatos possível. Aliás, Célia Alves sublinha que o Laboratório do IP de Viana do Castelo está certificado para a realização de análises microbiológicas. Contudo, as conclusões do estudo só deverão ser conhecidas dentro de algumas semanas.
Todavia, a cientista admite que estas situações podem acarretar riscos e problemas de saúde, nomeadamente o incremento do número de crises de asma, rinites e alergias. Por isso, considera oportuno a realização, através da Delegação de Saúde, “de uma avaliação médica”.
Célia Alves mostrou já interesse em regressar a esta escola na primavera. “Vamos tentar obter verbas para voltar na primavera, porque nessa altura do ano se registam as melhores condições para a proliferação de esporos”.

Pais querem nova escola. Ana Paula Gama espera que, com mais esta ferramenta em mãos, se consiga pressionar a tutela a recomeçar a construção da nova Escola Básica e Secundária de Anadia, parada desde 2011.
“Não imaginam o cheiro a bolor e a mofo nas salas de aula. O ar chega a ser irrespirável e o estado em que se encontram os tetos, as paredes e pavimentos. A degradação é total e generalizada”, sublinha, acrescentando que os pais se têm queixado muito do aumento de problemas respiratórios, nomeadamente de um agravamento das crises de asma, o que levou a APAE a solicitar uma vistoria à ESA, realizada pela Delegada de Saúde, Fernanda Pinto, a 28 de novembro de 2013 .

Vistoria. O relatório de vistoria realizado pela Delegada de Saúde, Fernanda Pinto, em novembro de 2013, também não deixa dúvidas quanto às deficientes condições físicas das instalações da Escola Secundária de Anadia (ESA) e a eventuais problemas para a saúde.

No documento a que tivemos acesso, Fernanda Pinto confirma que, “embora a vistoria não tenha incidido sobre a totalidade das instalações, as mesmas evidenciam um estado geral de degradação acentuada” e que os “locais especificamente vistoriados podem traduzir-se em problemas de saúde para os utilizadores”. A Delegada de Saúde admite que as falhas estruturais podem “levar a uma acumulação de humidade dentro dos edifícios” e que esta “está relacionada com o facto de levar, muitas vezes, ao crescimento de bolores” que é “reconhecido como um dos maiores alergéneos no ambiente interior dos edifícios e pode levar a reações alérgicas, por vezes severas, principalmente relacionadas com a saúde respiratória (incluindo infeções e obstrução brônquias) e reações do sistema imunitário. E acrescenta: “além de alergias e problemas respiratórios, foram encontradas fortes associações com dores de cabeça, fadiga, ansiedade e depressão”, concluindo que “o risco do bolor para a saúde é especialmente relevante para as crianças que passam mais tempo dentro de espaços interiores e têm um sistema imunitário mais vulnerável. A exposição à humidade e bolor aumentam significativamente o risco de asma e outros efeitos respiratórios nas crianças”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

Posted in Anadia, Destaque, Por Terras da Bairrada Comentários

Anadia: Parque Escolar quer entregar à Secundária mobiliário para a futura escola


Ainda não há escola nova, mas o mobiliário já está a caminho. Parece anedota, mas não é.
A Parque Escolar já terá contactado a direção da Escola Secundária de Anadia (ESA) no sentido de efetuar a entrega de uma parte do mobiliário destinado à nova Escola Básica e Secundária de Anadia, cuja construção foi interrompida em 2011.
O caso, um tanto insólito, acontece porque, alegadamente, aquando da interrupção da obra (orçada em 16 milhões de euros), por indicações da Tutela, os concursos para aquisição de material não terão sido suspensos, encontrando-se agora, pronta para ser entregue, uma parte do equipamento.
De acordo com a direção da ESA, “esta situação acontece porque os concursos relativos às aquisições de equipamento não pararam”, colocando agora um grave problema à escola. Onde e em que condições armazenar equipamento novinho em folha, quando é de todos sabido que a ESA se encontra em avançado estado de degradação, apresentando graves problemas de humidade e infiltrações.
Segundo apurámos, a Parque Escolar preparava-se para entregar à ESA cerca de 80 armários e 200 mesas que se destinam a apetrechar a nova escola que ainda não foi concluída.
A direção da ESA terá já feito sentir à Parque Escolar não ter condições para receber o material: “é claro que criámos alguma resistência. A escola não tem capacidade física para guardar este equipamento”, referiu a JB um dos elementos da direção da ESA.
Segundo fonte do JB, a Parque Escolar sugeriu à direção da ESA que aproveitasse a ocasião para substituir algum equipamento mais degradado por este, novo, o que não foi bem visto pela direção da escola.
Daí que tenha sido solicitado à Parque Escolar o estudo de alternativas, face à posição assumida pela direção daquela Secundária.
Associação de Pais incrédula. Ana Paula Gama, da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) mostra-se chocada com a informação. “A escola não tem condições físicas para receber este mobiliário novo que se destina a um equipamento escolar cuja construção foi interrompida”, diz, alertando para o facto de, há já dois anos, a ESA ter estado a braços com uma situação também invulgar, ao receber dezenas de computadores que se mantêm embalados, até hoje, pois também se destinam à nova escola. “A maioria está embalada e, com a demora na conclusão da obra, quando forem disponibilizados aos alunos, já estão obsoletos”, acrescenta.
Os pais e encarregados de educação da ESA defendem que “a escola não tem que receber nada, nem deve” e que tal equipamento só deve ser colocado quando a nova escola estiver pronta.
Recorde-se que no passado dia 13 de novembro, a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) e alunos, deram corpo a uma manifestação que pretendeu alertar para o avançado estado de degradação em que se encontram os edifícios da Escola Secundária de Anadia.
Não nos foi possível, em tempo útil, ouvir a Parque Escolar. Esperamos poder fazê-lo na próxima edição.

Catarina Cerca

Posted in Anadia, Por Terras da Bairrada Comentários

Sangalhos:Igreja Matriz em obras de restauro


Há já alguns anos que se verificavam infiltrações de águas na igreja Matriz da paróquia de São Vicente de Sangalhos.
De ano para ano a situação vinha a agravar-se. A urgência de uma intervenção eficaz no templo fazia-se sentir.
Com o temporal que atingiu, no inverno, todo o nosso país, a situação agravou-se bastante. Apesar de se encontrar há pouco tempo na paróquia, o pároco, Padre Manuel Melo, com a colaboração pronta da Fábrica da Igreja, avançou para as obras. Apesar da situação económica difícil da paróquia, pois estava a avançar com as obras de restauro da Residência Paroquial e a proceder a algumas obras de manutenção, também urgentes, no Centro Paroquial, avançou-se para uma intervenção profunda na parte exterior do templo.
Apesar dos gastos totais das obras realizadas na paróquia rondarem os cem mil euros, a Câmara Municipal de Anadia concedeu apenas um subsídio de cinco mil euros. Mesmo assim, as obras na igreja Matriz foram feitas e concluídas.
Agora, pároco e Fábrica da Igreja apelam, uma vez mais, ao apoio da comunidade cristã. Por isso, a cada família está a chegar um envelope solicitando uma colaboração. Este é mais um desafio que certamente será vencido.
“Contamos com a colaboração de todos, pois a igreja Matriz é a Casa de todos!”, conclui o pároco Padre Manuel Melo.

Posted in Anadia, Por Terras da Bairrada, Sangalhos Comentários

Paredes do Bairro: Centro Escolar de dois milhões recebe apenas 40 crianças


Foi inaugurado, no último domingo, o Centro Escolar de Paredes do Bairro, no concelho de Anadia.
Orçado em cerca de dois milhões de euros, abre com apenas duas salas de ensino básico e uma do pré-escolar. A falta de crianças, devido ao decréscimo acentuado na natalidade e a crise económica são apontadas como as principais razões para que as escolas tenham cada vez menos alunos.
Assim, o novo e moderno Centro Escolar recebeu, já na última segunda-feira, as 40 crianças que o vão frequentar, embora tenha capacidade para muitas mais (50 no pré-escolar e 120 no 1.º ciclo. Aliás, este equipamento possui cinco salas para o 1.º CEB e duas para Jardim de Infância.
De resto, segundo a Carta Educativa, este Centro Escolar poderá, no futuro, vir a receber crianças de S.Lourenço do Bairro e talvez de Ancas e Mogofores.
Neste momento, para rentabilizar os espaços existentes, para além de duas salas de aulas para o 1.º CEB (29 crianças) e uma outra para o Pré-Escolar (11 alunos), outras duas serão ocupadas pela CAF (Componente de Apoio à Família) e pelo ATL (Atividades Tempos Livres).
Apesar deste cenário, o dia foi de festa e nem o Rancho Folclórico local faltou à inauguração do espaço, que recebeu uma verdadeira multidão.

Farpas apontadas à tutela. A tarde ficaria ainda marcada por um início de discurso invulgar por parte do edil anadiense, Litério Marques. O autarca, aproveitando a presença dos populares dirigir-se-ia, em primeiro lugar, à pessoa de Nuno Crato, ministro da Educação, ausente da cerimónia. De uma forma trocista, diria que o ministro não estava ali por estar porventura a acompanhar o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a reinaugurar Centros Escolares no concelho vizinho de Oliveira do Bairro. E “porque o homem não apareceu” (apesar do convite efetuado à Tutela) caberia à prata da casa (executivo, Junta de Freguesia, autarcas convidados, deputados da Assembleia Municipal e elementos do Agrupamento de Escolas de Anadia) inaugurar este moderno, atrativo e bem equipado Centro Escolar.
O edil denuncia o que considera uma escandalosa postura e diferença de tratamento manifestada pelo atual governo, o qual, constantemente, tem recusado os sucessivos convites de presença, endereçados pela autarquia.
Um dia de festa, disse, fruto de uma promessa agora cumprida. Um investimento de aproximadamente dois milhões, dos quais 50% saíram do orçamento da Câmara Municipal. A restante verba veio de Fundos Comunitários. “Por isso, como o Governo não meteu aqui dinheiro nenhum, não apareceu”, disse, lamentando profundamente que membros do governo venham, por exemplo, inaugurar a Expofacic, em Cantanhede e a Feira da Vinha e do Vinho, em Anadia, não mereça idêntico tratamento.
O edil recordou ainda o recente empréstimo de aproximadamente dois milhões de euros junto da banca com vista à requalificação de mais escolas, nas freguesias onde não será feito qualquer Centro Escolar.
“Este é um edifício igual ao que de melhor se faz no país”, disse ainda.

Freguesia extinta. Na ocasião, o autarca de Paredes do Bairro sublinharia o dia de festa que este 15 de setembro significa para a freguesia já que a “obra veio ampliar e muito a terra, dando progresso à freguesia” que, embora estando condenada à extinção, por fusão com Amoreira da Gândara e Ancas, não deixa de ter a sua própria identidade.
Também Elói Gomes, presidente do Agrupamento de Escolas de Anadia, se mostrou satisfeito e reconhecido pelo contributo dado pela Câmara Municipal na construção destas instalações que classificou de magníficas, por forma a que o parque escolar fique mais rico. Instalações “de excelência, com condições ótimas, que vão fazer com que os alunos tenham melhor sucesso e aproveitamento escolar”.

Catarina Cerca

Posted in Anadia, Paredes do Bairro, Por Terras da Bairrada Comentários

Anadia: Populares sentem-se abandonados pela autarquia


A população do Paraimo, na freguesia de Sangalhos já, por várias vezes (mesmo em anteriores executivos), veio a público lamentar a alegada falta de atenção dada pelas sucessivas autarquias ao lugar.
Desde a falta de limpeza, às constantes ruturas na rede de água, até à falta de saneamento, são muitos os lamentos proferidos pelos populares.
Por exemplo, na Rua Ladeira da Pedra, a estrada há muito que precisa de alcatrão. Também os moradores da Rua de S.Francisco, principal arruamento do lugar, criticam a falta de brio na limpeza das valetas.
“Andaram aqui há algumas semanas atrás, roçaram as valetas e deixaram os montes de erva na beira da estrada”, diz-nos Amílcar Ferreira. Uma situação confirmada por Fernando Aires: “deixaram a erva para trás depois de roçada. Os carros passaram na estrada e espalharam o lixo todo”. Por isso, sentem-se votados ao abandono pela Junta de Freguesia de Sangalhos.
António Silva também reside na Rua Ladeira da Pedra é uma outra voz crítica que se faz ouvir: “o terreno de minha casa confina com terreno da autarquia que não é limpo. Resultado, tenho de ser eu a gastar dezenas de euros em herbicidas para limpar o que é meu e o que não é”. Cansado de pedir mais limpeza (por causa das cobras, ratos e lagartos) na rua onde reside, diz: “Somos cidadãos como os de Sangalhos, S.João de Azenha ou de Sá”, lamentando existirem lugares na freguesia que recebem mais atenção por parte da autarquia, liderada por António Floro, argumentação também corroborada por Amílcar Ferreira e Fernando Aires: “o Paraimo é desprezado”.

Situação mais grave. O caso mais dramático é vivido por Joaquim Arménio e Fernanda Pinto. Ex-emigrantes em África do Sul, regressaram há cerca de uma década e habitam uma casa no Paraimo. Localizada na Rua Fonte da Póvoa, num local ermo, junto à ZI do Paraimo, viram-se sempre a braços com a falta de limpeza dos terrenos no acesso a sua casa. A estrada é em terra batida. Água canalizada, saneamento básico e iluminação na via pública são coisas que não existem por estas paragens.
“Água, tenho a do poço, mas saneamento e alcatrão na estrada é que nem vê-los”, diz Fernanda Pinto, que tem medo de toda a bicharada que lhe ronda a casa: cobras, sardões, ratos e até javalis são frequentes, mas o mais grave, a seu ver, são os acessos à residência, muitas vezes quase bloqueados por silvas e densa vegetação.

Explicação. O autarca António Floro lamenta e contesta as acusações: “temos feito tudo o que podemos em todos os lugares da freguesia”, dando conta de que algumas prioridades para as populações, podem não coincidir com as prioridades da Câmara Municipal, nomeadamente ao nível de alcatroamento e saneamento.
“Vamos continuar a dar conta dessas necessidades”, mas o autarca sangalhense sublinha que em relação àquele caminho em terra batida, a JF vai tapando e colocando tout venant nos buracos, assim como, dá conta de ter gasto, na última semana, 800 euros só na escritura para legalizar os terrenos das capelas do lugar.
“Neste momento, temos outras ruas na freguesia com ervas enormes. Não temos meios para fazer mais, ou para chegar a todo o lado ao mesmo tempo, com a agravante de ter o funcionário, motorista do trator, com baixa médica”, diz sublinhando ser “injusto, pois fazemos o que nos é possível, com os meios que temos”.

CC

Posted in Anadia, Por Terras da Bairrada, Sangalhos Comentários

Anadia: JF recebem cerca de 140 mil euros da Câmara para obras


São cerca de 140 mil euros, a verba que a Câmara Municipal de Anadia distribuiu pelas 15 freguesias do concelho.
Estes subsídios extraordinários foram entregues na última segunda-feira, dia 17 de junho, a 14 dos 15 autarcas, uma vez que o único que esteve ausente da cerimónia foi César Andrade, de Avelãs de Caminho.
Tendo em conta que, no primeiro semestre deste ano, o Estado transferiu para as Juntas de Freguesia do concelho um total de 279 mil euros, a Câmara Municipal decidiu dotar as autarquias locais de um subsídio extraordinário correspondente a 50% do montante pago pela Tutela.
São exatamente 139.512 euros, o total do bolo distribuído agora pelas autarquias.

Ajudar as Juntas de Freguesia. Aos autarcas presentes o edil Litério Marques pediu para evitarem conclusões desnecessárias, apesar de se avizinharem as eleições autárquicas, destacando ser apenas um esforço da Câmara Municipal para ajudar as Juntas de Freguesia na concretização de várias obras.
“Estamos apenas a demonstrar o nosso apoio às Juntas de Freguesia”, deixando a todos a indicação de que até final do mandato, poderá voltar a reunir os autarcas locais para nova entrega de subsídio: “ainda conto em reforçar, de novo, a nossa partilha convosco”.
Uma situação, que diz não ser fruto de qualquer “milagre”: “o que acontece é que a Câmara Municipal de Anadia tem, hoje, mais um milhão e 200 mil euros de um empréstimo aprovado em outubro. Uma verba só agora libertada”. Por isso, salientou que tendo a autarquia capacidade de endividamento, ao contrário do que alguns parecem fazer crer, neste momento apenas está a “distribuir verbas por quem as gasta bem”, ou seja, os presidentes de Junta. “Este é o nosso propósito. O que fazemos é sempre em defesa dos interesses do município”, clarificou Litério Marques, reconhecendo ser muito raro, nos tempos que correm, uma Câmara Municipal ter este tipo de comportamento. “É agradável chegar a esta altura do ano e ter dinheiro para ajudar os executivos das Juntas de Freguesia a concretizarem mais obras”, sublinhou.
Litério Marques mostrou-se ainda disponível para vir a celebrar com as Juntas de Freguesia, à semelhança do que tem acontecido nos últimos meses, protocolos para a realização de alguns melhoramentos.
Um desses exemplos decorre com a Junta de Freguesia de Arcos, liderada por Fernando Fernandes que mantém, presentemente com a Câmara Municipal de Anadia, três protocolos: um referente aos açudes no Rio da Serra e dois referentes às beneficiações e colocação de piso sintético nos campos de Famalicão e Pequito Rebelo (Anadia).
Na ocasião, António Guilherme Andrade, presidente da Junta de Freguesia da Moita agradeceu o gesto do executivo, em nome de todos os colegas autarcas presentes.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

Posted in Anadia, Por Terras da Bairrada Comentários

Pergunta da semana

Vai a algum festival de verão este ano?

View Results

Loading ... Loading ...
Newsletter Powered By : XYZScripts.com