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Av. Cima: “Arte n’Aldeia” pela mão do Coletivo Nora recupera património e envolve população


Na freguesia de Avelãs de Cima (concelho de Anadia) foram recentemente realizadas duas intervenções que vieram dignificar dois locais próximos, um deles a Fonte da Costinha, há anos, caída no esquecimento.
As beneficiações estiveram a cargo do Coletivo Nora (Águeda) que, a convite da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima, realizou duas intervenções artísticas neste meio rural.
A forte ligação da água com a Freguesia é já antiga e serviu de inspiração.
Esta oportunidade surgiu por mero acaso quando o autarca de Avelãs de Cima, Manuel Veiga, numa deslocação a Águeda, contactou com algumas das intervenções feitas pelo Coletivo Nora. “Achei piada e pensei que seria interessante realizar uma experiência do género na nossa freguesia”. O seu executivo apoiou a ideia e realizaram-se os contactos necessários.
As intervenções resultaram de várias conversações, de um estudo e projeto realizado pelo Coletivo Nora, que percorreu a freguesia para perceber os seus costumes, usos e tradições.

Fonte volta a ter água. A Fonte da Costinha obedeceu a um estudo e projeto. “Era uma fonte que estava abandonada e sem água ou com água residual que já não era potável”, recorda o autarca, sublinhando agora que a intervenção devolveu toda a dignidade a esta fonte que, em breve, terá também novamente água a correr na torneira. “Vai avançar a colocação da água da Fonte do Moleiro a correr nesta fonte, através de uma nova canalização que vai ser colocada em breve. A obra não é complexa. Para além da recuperação da fonte, dotamo-la novamente de água, indo ao encontro do desejo de muitas pessoas”, sublinha.
Assim, o velho e degradado muro de suporte à fonte foi transformado numa enorme tela onde foram pintadas videiras e apontamentos de água. Uma pintura que se enquadra perfeitamente com o espaço natural envolvente, nomeadamente com a vinha localizada nas traseiras do muro.
Uma iniciativa que teve uma particularidade digna de destaque: “o Coletivo Nora começou a pintar o muro a um sábado e pouco a pouco, ao longo do dia, foram-se juntando jovens voluntários que começaram a pintar juntamente com eles, despertando a sua responsabilidade cívica e solidária”, revela Manuel Veiga que, no futuro, gostaria que o Coletivo Nora pudesse dar alguma formação na freguesia a jovens que queiram localmente desenvolver um trabalho semelhante de arte, embelezando e intervindo em vários locais da freguesia. Intervenções de cariz cívico e social que gostaria de ver replicados noutros locais da freguesia.
Paralelamente, no dia da pintura do muro da fonte, o grupo Incantus – Grupo de Tocares e Cantares da Freguesia de Avelãs de Cima animou parte da tarde, no local, interpretando alguns temas do seu repertório e dando um outro sentido e dinâmica ao evento.

Recuperar e reutilizar. Em simultâneo, o Coletivo Nova desenvolveu, a escassos metros da fonte, um outro projeto que designam por “Fiel de Armazém”. Trata-se de uma abordagem artística a materiais menos óbvios existentes nos mais diferentes tipos de armazém. Neste caso, foi no estaleiro da Junta de Freguesia que encontraram duas antigas e degradadas paragens de autocarro. A ideia foi fazer a sua devolução ao espaço público, tornando-as úteis. A estrutura metálica vai ser preenchida por videiras, que por sua vez foram plantadas em velhos blocos de cimento transformados num banco e numa floreira.
“A recetividade da população foi muito positiva e a experiência acaba por ser gratificante”, diz Manuel Veiga.

Coletivo Nora, pela primeira vez com intervenção em meio rural. O Coletivo Nora nasceu pelas mãos de César Pereira, arquiteto, e João Balreira, estudante. Trata-se de um grupo de intervenção urbana iniciado há três anos com o desígnio de criar uma linguagem diferente e criativa entre a cidade e os seus habitantes.
“Queremos sempre que as nossas intervenções envolvam as pessoas, a comunidade para que, participando ativamente, elas façam mais sentido”, diz João Balreira.
Esta foi a primeira intervenção que realizam em contexto rural e aplaudem a forma como a população os recebeu: “as pessoas são de trato mais simples, mais fácil e foi uma experiência muito interessante”, diz César Pereira, que destaca, no meio rural, “a existência de recursos diferentes dos meios mais urbanos.”
“Depois, embora no meio urbano haja mais gente a ter contacto com as intervenções, a verdade é que nestes espaços há sempre muitas coisas a acontecer e as pessoas se dispersam. No meio rural é o contrário”, diz João Balreira.
A rua sempre foi e continua a ser o lugar onde as intervenções acontecem com mais frequência. Avelãs de Cima não foi exceção.
Agora, os jovens acreditam que Avelãs de Cima poderá ter sido uma porta que se abriu a novos trabalhos noutras freguesias da região, até porque se trata de beneficiações dentro das possibilidades dos orçamentos das juntas de freguesia.
“Isso também é fruto de uma história: começámos em Águeda, um meio urbano mas relativamente pequeno. Como começamos só os dois com o nosso próprio investimento, teve de ser reduzido porque nenhum de nós tinha disponibilidade financeira. Daí esse hábito de intervir com poucos recursos, mesmo quando trabalhamos com orçamentos”, avança João Balreira.
A terminar, reconhece que na freguesia existe um local onde gostavam de intervir “nem que fosse só com um apontamento”. JB sabe que é no Corgo de Cima.
No imediato vão ter um espaço físico (oficina) em Águeda, com apoio da Câmara Municipal.
“Este é um grande passo. Temos a oficina e os nossos projetos divididos entre as nossas casas. Será um ponto de viragem para desenvolver projetos e trabalharmos cada vez melhor”, diz César Pereira.
Catarina Cerca

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Nova assembleia para decidir futuro do Cine-Teatro da Pampilhosa


O Grémio de Instrução e Recreio (GIR) da Pampilhosa, perante um pedido de impugnação da última reunião, por parte de alguns sócios, já agendou nova assembleia-geral, para o próximo dia 23 de abril, para discutir a proposta de protocolo da Câmara destinado a ultimar as obras e, em contrapartida, beneficiar do direito de superfície do espaço. O JB sabe, no entanto, que neste encontro poderá ser levada à votação uma contraproposta, tudo isto depois de a Câmara já ter aprovado a atribuição de 150 mil euros para as obras.
Num altura em que aquilo que seria normal era festejar os seus 110 anos, o certo é que o GIR vive uma das fases mais complicadas da sua vida. Os sócios (poucos) estão divididos e é a obra de recuperação do Cine-Teatro da Pampilhosa, que se arrasta, que tem sido o grande motivo da discórdia. Entre os associados, há quem defenda a salvaguarda da história de mais de um século e não a “municipalização” daquilo que ainda resta da associação: o seu inacabado Cine-Teatro.

Não há a menor dúvida que o movimento ferroviário vivido desde sempre na Pampilhosa foi marcante, foi o grande impulso para muitas iniciativas locais. O GIR não fugiu desta rica realidade e nasceu, imagine-se, do empurrão apaixonado pelo teatro do então chefe da estação da Linha da Beira Alta, Lúcio de Oliveira e Silva. Foi no seu gabinete que a 5 de abril de 1906 foi assinada a escritura pública que criou o GIR. Precisamente 110 anos depois do dia emblemático, o JB esteve no local que ditou o arranque oficial da centenária associação. Ao meio da tarde, perante a disponibilidade do atual chefe da estação, António Curto, e da boa vontade da direção de comunicação e imagem da Infraestruturas de Portugal, estivemos ali e tentámos recuar mais de um século, onde tudo começou. O cicerone para esta viagem foi Mário Rui Cunha, entusiasta da história e das tradições locais, prestando vénia ao grande impulsionador do teatro na Pampilhosa, homem de palco e afincado ferroviário, que mereceu do benemérito e empresário Paul Bergamin a doação de terrenos para a construção do Cine-Teatro, que viria a nascer a 29 de agosto de 1908.

João Paulo Teles

Reportagem completa na edição de 14 de abril de 2016 do Jornal da Bairrada

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Anadia: Freguesias recebem reforço financeiro de 140 mil euros


As Juntas de Freguesia do concelho de Anadia vão receber um reforço financeiro de 140 mil euros.
A proposta foi apresentada pela edil Teresa Cardoso na última reunião de executivo, realizada na passada sexta-feira, dia 1 de abril.
A proposta de acordos a celebrar com as Juntas de Freguesia tem em vista o reforço da capacidade financeira através da celebração de acordos pontuais para a realização de algumas obras que as Juntas de Freguesia se propõe realizar.
Os valores correspondem a 25% do FEF (cerca de 140 mil euros) a distribuir pelas 10 Juntas de Freguesia.
O pagamento será realizado em duas fases. A primeira tranche (50% do total da verba) será pago até ao dia 15 de maio e a segunda tranche será paga até ao dia 31 de dezembro de 2016, podendo ser paga antes, desde que as obras estejam concluídas. Este reforço extraordinário vai possibilitar às Juntas de Freguesia a execução de obras nas mais diversas áreas.

Reforço financeiro e obras

Avelãs de Caminho – 6.789 euros (requalificação da Fonte do Coito, sita na Rua dos Combatentes);
Avelãs de Cima – 13.714 euros (aquisição de uma viatura de transporte de pessoal, com cabine dupla e caixa aberta, realização de obras na Casa da Juventude, a instalar no edifício onde funcionou a Escola da Cerca, construção e requalificação de valetas na Rua da Cerca, no lugar de S.Pedro);
Moita – 12.852 euros (requalificação de pavimento e aplicação de calçada na zona/cruzamento do centro do lugar da Moita, execução e requalificação de pavimento com aplicação de calçada na Rua Poeta Cavador, requalificação e pintura do lavadouro de Quintela das Lapas, pintura de quatro chafarizes em Ferreiros, aplicação de painel em pedra, com a inscrição “Freguesia da Moita” e de material para “Monumento aos Combatentes do Ultramar, junto à sede da JF”;
Sangalhos – 13.385 euros (aquisição e instalação de gavetas para ossadas no cemitério a freguesia, conservação e reparação do edifício da JF, colocação de passeio e construção de valetas na Rua Nelson Neves, em Sá, requalificação do parque de lazer da Fogueira);
S.Lourenço do Bairro – 10.375 euros (construção de um parque no lugar de Couvelha);
V.N.Monsarros – 10.695 euros (obras de requalificação e beneficiação do edifício da JF e arranjos exteriores 2.ª fase – beneficiação do exterior do edifício);
Vilarinho do Bairro – 12.209 euros (requalificação do Jardim, no lugar de Azenha, requalificação do cemitério da Ribeira – Samel (2.ª fase – calcetamento);
UF Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas – 19.729 euros (aquisição de alfaias agrícolas para a freguesia, requalificação da Fonte do Vale Grande – Am. Gândara, colocação de gradeamento no jardim da Rua do Cruzeiro – Ancas, substituição de madeiras no salão nobre do edifício da JF em Paredes do Bairro, requalificação do Largo das Carvalheiras ou da Fonte do Mouchão, em Ancas);
UF Arcos e Mogofores – 19.299 euros (requalificação do Parque de Merendas de Mogofores);
UF Tamengos, Aguim e Óis do Bairro – 20.466 euros (construção de valetas em cimento nas localidades de Aguim, Alpalhão, Peneireiro, Óis do Bairro, Horta, Mata e Tamengos).
Catarina Cerca

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Pavilhão Municipal de Anadia reabre no dia 12


O Pavilhão Municipal de Anadia vai reabrir no sábado, dia 12 de março, numa cerimónia que se realiza a partir das 16h. Recorde-se que o Pavilhão esteve encerrado cerca de dois anos, para obras de conservação e reparação, num investimento que rondou meio milhão de euros.

O Pavilhão Municipal de Anadia foi inaugurado a 16 de março de 1985, pelo então Secretário de Estado do Desporto, Miranda Calha. Já nessa altura se trabalhava no sentido de estabelecer em Anadia “um grande polo de desenvolvimento turístico desportivo”, e, a fim de concretizar este desígnio, foram realizadas nessas instalações grandes provas desportivas, com destaque para competições internacionais de basquetebol e de hóquei em patins.

Este pavilhão tornou-se um polo de formação desportiva, enquanto espaço para a realização de treinos das associações do concelho e para as provas em que estas participavam. Assim, o pavilhão foi palco, durante 30 anos, de uma intensa atividade desportiva, e não só, que conduziu à sua natural degradação e à consequente necessidade de realizar obras de reparação e de beneficiação, destinadas a colmatar os problemas decorrentes desse desgaste, provocado por tantos anos ao serviço da comunidade, mas justificadas também por imperativos de revisão e de atualização de algumas soluções técnicas.

Assim, a autarquia empenhou-se vivamente na recuperação desta infraestrutura, que se encontra devolvida à sua antiga glória e capaz de voltar a dar resposta aos objetivos para que foi criada, agora com um contributo mais marcante no âmbito da rede de equipamentos desportivos do concelho, onde pontuam o Centro de Alto Rendimento de Anadia / Velódromo Nacional de Sangalhos e o Complexo Desportivo de Anadia.

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Igreja Matriz de O. do Bairro abre dia 6 de abril


A Igreja Matriz de Oliveira do Bairro, encerrada há três anos e que está a sofrer as maiores obras desde a sua construção, datada de 1600, vai reabrir à comunidade no próximo dia 6 de abril, com a cerimónia da receção da Imagem peregrina da Senhora de Fátima, anunciou o pároco de Oliveira do Bairro, Leonel Abrantes.
A igreja, nessa noite, abrirá sem bancos, dado que é esperada uma enchente no templo. A Imagem Peregrina de Nossa Senhora que, em maio de 2015, iniciou uma peregrinação por todas as dioceses de Portugal, será recebida na Capela de S. Sebastião (junto ao corte para o Pingo Doce) e rumará em procissão de velas para a Igreja Matriz.

Entretanto, no domingo seguinte, dia 10 de abril, a igreja, já com os bancos no sítio, receberá a cerimónia do Crisma, ato que, à semelhança do anterior, também contará com a presença do Bispo de Aveiro, António Moiteiro. Contudo, Leonel Abrantes alerta que o retábulo do altar-mor não estará concluído, assim como os altares laterais. Relativamente ao altar-mor, atualmente, estão a ser feitos trabalhos de verificação e substituição do que não é recuperável. Nos próximos dias será colocado o guarda-vento que será em vidro e aço. “É uma parte moderna que inserimos na obra”, acrescenta o pároco.
Generosidade. O pároco de Oliveira do Bairro continua a apelar à generosidade da população que, diz, “tem sido inexcedível. “A população tem sido muito generosa e eu acredito que continuará a sê-lo”, sublinhando que “o Cantar dos Reis, que rendeu 14.417,63 euros, é prova dessa grande generosidade, assim como a barraquinha do «Miguel» que temos no adro da igreja, dinamizada pela Catequese e pelos grupos da paróquia, que nos dá uma receita mensal sempre num valor superior a mil euros”.
O padre Leonel Abrantes recorda ainda que a primeira empreitada está orçada em 375.742,64 euros (projeto, 12.300,oo euros; empreitada, 327.849,47 euros e altar-mor, 35.593,17 euros), dando conta que “até à data de 25 de fevereiro, foram já pagos 232.398,91 euros e ainda falta pagar 143.343,73 euros. Atualmente o saldo em bancos é apenas de 31.106,27 euros”, afirma, destacando os donativos recebidos no valor de 161 316,48 euros, à data de 1 de fevereiro.

A arquiteta Joana Araújo, da empresa Lantana, responsável pelos projetos, diz que os trabalhos têm decorrido dentro do previsto, pelo que “em breve será possível ver por terminado a reformulação dos espaços de coro baixo e coro alto, assim como da Capela Batismal que terá devoção a S. José”. “Por agora, a população já pode ver a sua Igreja com teto em caixotão verdadeiro, esta situação está finalizada e é um gosto entrar na Igreja, já sem a estrutura de andaimes, e visualizar este novo elemento que todos tanto esperávamos”, acrescentou Joana Araújo.

Como ajudar nas obras da igreja?
Transferência bancária: 0035 0561 00022016130 30 (CGD)
Abastecer o carro na Petrobairro. Desde o dia 1 de março, são doados 0,5 cêntimos por litro de cada abastecimento.
Participar no jantar de fados, a realizar no dia 12 de março, pelas 20h, no restaurante A Estância em Oliveira do Bairro. O jantar de angariação de fundos custa 15 euros e é organizado pelas Confrarias com a colaboração da Fábrica da Igreja. As entradas podem ser adquiridas no Cartório Paroquial, Igreja Matriz, Capela da Serena, Capela de Vila Verde e Capela do Cercal, junto dos membros da Fábrica da Igreja e dos elementos das Confrarias.

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Um milhão em obras no concelho de Anadia até ao final do ano


Até ao final do ano, a Câmara Municipal de Anadia vai investir cerca de um milhão de euros em obras, segundo revelou a edil Teresa Cardoso.
Foi durante um encontro com jornalistas que a presidente de Câmara falou de algumas obras colocadas agora a concurso e dos investimentos a realizar até ao final do ano e que atingem cerca de um milhão de euros.
O destaque vai para quatro grandes investimentos, contudo admitiu existirem outros projetos que quer implementar mas que estão dependentes de financiamento.

Vila Nova de Monsarros. O executivo aprovou na última reunião de câmara o projeto e caderno de encargos relativo à requalificação do Largo Júlio José de Almeida, em Vila Nova de Monsarros.
Após a demolição de um velho imóvel, a autarquia pretende ali implantar o projeto designado de requalificação paisagística do Largo Júlio José de Almeida.
O valor base para esta obra é de 118 mil euros e o prazo de execução de quatro meses.
A obra implica a reorganização do espaço, nomeadamente à correção da inserção da estrada junto ao chafariz e que vai do Largo para Além do Rio.
A reorganização do espaço permite proteger o chafariz existente, colocar lancis para definição da plataforma de estrada, a execução de passeios e acessos, estacionamentos, ajardinar espaços, colocação de mobiliário urbano e duas pequenas construções – uma para instalação de um posto de multibanco e outra que seria um pequena capela (Santuário de Schoenstatt).
De acordo com a edil anadiense, a obra permitirá melhorar as condições de circulação e de segurança para o tráfego e pessoas, assim como dota o espaço de uma zona de estar e lazer e zona de estacionamento.

Amoreira da Gândara. Também, na última reunião de câmara, foi lançado a concurso público a requalificação ambiental do Rio Levira e do Parque de Merendas, em Amoreira da Gândara, junto à AMIGA.
Um parque que ficou bastante danificado após as obras de saneamento e que agora vai ser alvo de uma profunda remodelação, com tratamento das margens do rio Levira, trabalhos na vala existente junto ao moinho e também com instalação de um novo e moderno parque infantil, zona de jogos, mesas e bancos, requalificação das churrasqueiras e dos sanitários, circuito pedonal, novos bebedouros, requalificação de fontanário e zona de estacionamento mais ampla e iluminação pública.
Obra que atinge os 217 mil euros tem com prazo de execução de quatro meses.

Rede viária. A empreitada referente à requalificação integrada dos acessos ao Centro Escolar e Desportivo de Anadia também vai avançar. Na última reunião do executivo foi aprovado o concurso relativo a esta obra que já fez correr tanta tinta, depois da rescisão de contrato que obrigou o executivo a realizar agora este novo concurso e empreitada .
A obra será mais abrangente nesta nova empreitada e prevê a drenagem de águas pluviais e pavimentação dos arruamentos junto ao campo de futebol de 11.
Segundo revelou a edil “a solução agora é outra em termos de pavimentação em relação à inicialmente prevista. A solução a concurso passa pela regularização e colocação de nova camada de tapete de desgaste, desde o Alto da Alma da Domingas até ao cineteatro”, incluindo arruamentos junto ao estádio, acesso ao pavilhão, piscinas, campo sintético, ecoparque, nova Escola Básica e Secundária.
A empreitada vai a concurso por 250 mil euros e com um prazo de execução de quatro meses.

Edifício de Serviços de Proximidade. Foi aberto, na última reunião de executivo, o concurso público relativo à realização de obras de adaptação do Edifício Serviços de Proximidade, localizado no centro de Anadia, junto à Praça da Juventude, por forma a que possa receber uma Loja do Cidadão, até final deste ano.
O valor base é de 370 mil euros e engloba todas as obras necessárias para a implantação naquele espaço dos vários serviços. A obra tem um prazo de execução de 90 dias.
Assim, até ao final do ano, deverá estar em pleno funcionamento, na cidade de Anadia, uma Loja do Cidadão. Um espaço que resulta de um protocolo, no âmbito do Programa Aproximar, celebrado entre a Câmara Municipal de Anadia e diversos serviços do Estado (AMA – Agência para a Modernização Administrativa; Autoridade Tributária e Aduaneira, Instituto dos Registos e Notariado e o Instituto da Segurança Social).
Até ao momento, este espaço acolhe apenas a delegação da ACIB (Associação Comercial e Industrial da Bairrada).
Segundo a edil Teresa Cardoso, a Câmara Municipal de Anadia está a preparar uma candidatura ano âmbito do Portugal 2020, porque caberá ao município desenvolver as obras necessárias e adquirir mobiliário para estes espaços.
O atraso de um ano em relação às metas inicialmente anunciadas para a abertura desta Loja do Cidadão é justificada pela “dificuldade em encontrar um consenso entre as entidades envolvidas no processo, na medida em que a organização funcional dos espaços foi dada por cada um dos serviços, sendo sempre difícil gerir estas situações à distância bem como cumprir todas as exigências requeridas”, explicou a edil Teresa Cardoso.
Catarina Cerca

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UF Arcos/Mogofores: Requalificação do Parque de Merendas de Mogofores é a obra do ano


O autarca Fernando Fernandes, a cumprir o quarto mandato (o 1.º como presidente da União de Freguesias de Arcos e Mogofores), reconhece que, apesar de ter mais trabalho e uma área muito mais vasta, há obras que só são possíveis realizar graças à União e ao valor do orçamento, que aumentou substancialmente em consequência desta.
“A União é uma nova dimensão, uma nova realidade, com mais exigências e mais pessoas para atender”, diz, sublinhando que nesta União se tem mantido atento às necessidades das gentes da ex-freguesia de Mogofores .
Uma União pacífica com um balanço muito positivo, fruto também de “uma equipa que trabalha de forma coesa” num executivo que tem sempre “as pessoas em primeiro lugar”.

2015: ano de muito trabalho. Assim, sobre o ano de 2015, avança ter sido bastante trabalhoso mas em que foram cumpridas todas as obras propostas, ainda que tenham acontecido inúmeras situações que embora não estando previstas no plano de atividades, houve necessidade de lhes dar resposta.
Um ano em que a palavra de ordem foi “manutenção” de tudo o que existe e que absorve grande parte do orçamento, não só porque se trata de uma União de Freguesias vasta, mas porque é bastante urbana, com muitos habitantes.
Ainda que esta União tenha a particularidade de ser a freguesia-sede do concelho, a Câmara Municipal de Anadia, como é normal, faz uma grande parte de limpezas no centro, mas nas zonas limítrofes todos os trabalhos nesta área são feitos pela Junta de Freguesia através de um acordo de execução com a Câmara Municipal.
Ainda em 2015, Fernando Fernandes destaca que a autarquia requalificou vários espaços de contentores e ecopontos, numa tentativa de tornar os locais mais limpos e asseados, assim como procedeu a um embelezamento/arranjo no Bairro Eng.º Cancela de Abreu, com a construção de uma sobreelevação da entrada no bairro numa tentativa de diminuir a velocidade.
“Recuperaram-se vários fontanários na freguesia, com destaque para os de S.Sebastião e de Santo António, ambos em Anadia”, adiantou.
Já em Mofogores foram recuperados, na Rua do Campo de Futebol, os passeios que estavam mal feitos. “Foram levantados e corrigidos; assim como foram cimentadas várias valetas nesta povoação onde houve a preocupação na limpeza de inúmeras ruas, valetas e manutenção do cemitério”, destacou.
O autarca recorda ainda que, neste ano de 2015, foram iniciados os trabalhos de requalificação do Parque de Merendas de Mogofores. Os primeiros trabalhos prenderam-se com a supressão de algumas árvores – choupos – que constituíam um perigo para os utentes do parque: “foi nossa opção limpar o parque de todos os choupos e raízes, o que acabou por danificar o parque. Existe um projeto de requalificação que vai avançar”, sublinha explicando, contudo que, as últimas cheias, violentas naquela zona, fizeram o executivo repensar o projeto para o local. “Estamos a repensar, com apoio técnico da Câmara Municipal, a requalificação do parque que vai ser mais aberto, arejado (até porque havia queixas de que o parque era muito fechado, tinha muita vegetação muito densa que, por vezes, escondia situações menos lícitas) e ter novo mobiliário.
“Só as obras de aterro e compactação de terras atinge os 20 mil euros”, explica, admitindo que o arranjo total do parque vai ultrapassar várias dezenas de milhares de euros, devendo incluir a construção de uma espécie de circuito de manutenção, nova iluminação e novas zonas de relva.
Uma obra que gostaria de ver concluída antes do verão.

Prioridades em curso. Para 2016 e um orçamento de 137 mil euros, diz que fará o que for possível: “É com esta verba que temos de trabalhar. E a prioridade vai para a manutenção do que existe, porque temos de manter o que temos e a grande prioridade será mesmo a conclusão da requalificação do Parque de Merendas de Mogofores, que leva mais de metade do orçamento disponível.”
Depois, diz que existem ruas para rever valetas, bermas e passeios. Preocupado com o excesso de velocidade dentro das áreas urbanas vai realizar obras que visem dotar estes espaços de maior segurança: “estamos a estudar a colocação de uma sinalética inibidora de velocidade para zonas de maior fluxo de pessoas, no núcleo urbano da cidade de e talvez em Mogofores”.
Fernando Fernandes refere ainda outras quatro obras em curso ou em fase de conclusão na União e que se devem à estratégia e visão do executivo liderado pela edil Teresa Cardoso. São os casos do acesso ao Colégio de Famalicão há muito reclamado pela população e Junta; a requalificação do pavilhão desportivo no centro da cidade e que atrai muitas pessoas aquele espaço; a estrada da zona industrial de Alféolas e a desativação da Etar de Mogofores.
“São melhoramentos muito importantes, há anos por fazer e que se arrastavam no tempo e que têm muita importância para o bem-estar das populações”, diz.
O autarca destaca ainda o apoio que o executivo vai dando às associações e coletividades para que possam prosseguir os seus planos de atividades.
“Temos ainda algumas ruas a precisar de repavimentação e estão sinalizadas em Alféolas, Mogofores, Malaposta e Vendas da Pedreira. Contudo, como são ruas onde existem fugas de água, a Câmara Municipal quer, primeiro, proceder a esses arranjos e só depois avançar com a repavimentação. Concordo plenamente que assim seja.”

Catarina Cerca

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Mogofores: Bispo de Aveiro faz sagração do altar, ambão e bênção da Capela da Ressurreição


 

O passado domingo, dia 21 de fevereiro, foi de festa para a paróquia de Mogofores.
Um dia depois da Casa Amarela (futuro Centro Paroquial e de Cultura de Mogofores) ter completado 55 anos (20 de fevereiro), a paróquia esteve em festa, pois teve lugar a sagração do altar e ambão na restaurada Igreja Matriz, assim como a bênção da nova Capela da Ressurreição (mortuária).
D. António Moiteiro, bispo de Aveiro, presidiu às cerimónias que marcaram o dia e são, sem dúvida, o culminar do trabalho árduo e empenhado que vem sendo feito pela Comissão Fabriqueira e pelo pároco Padre José Fernandes, grande impulsionador das obras que na última década se têm feito nesta paróquia.
As obras na Igreja Paroquial iniciaram-se há cerca de três anos e avançaram de forma lenta mas firme, não só porque era preciso pensar bem nas soluções, mas porque sendo um tempo bastante antigo, havia necessidade de fazer uma intervenção cuidada. A prioridade, desta feita, foi para o piso, que estava muito danificado: “as pedras estavam muito feridas, com muitos remendos em cimento, impraticáveis”, recorda o padre José Fernandes.
Num templo datado pelo menos do século XVII (inteiramente renovada e ampliada em 1886), foi substituído integralmente, na nave principal do templo, todo o piso, graças à empresa Marmoguia, que ofereceu a pedra, e à Pavigrés, que deu toda a cerâmica utilizada na Capela da Ressurreição. As louças sanitárias da nova casa de banho foram igualmente oferecidas por um amigo que prefere o anonimato.
Seguiram-se as pinturas, interiores e exteriores do templo e a colocação de ar condicionado e de um guarda-vento. Também o altar e o ambão novos, em pedra, vieram conferir uma maior beleza ao templo.
No total, incluindo Capela da Ressurreição, foram gastos mais de 50 mil euros: “rapámos o tacho, graças a ofertas substanciais e às moedinhas que vão entrando”, diz o Padre José Fernandes para quem, de resto, a Capela da Ressurreição, localizada paredes meias com o templo, transformou por completo, um velho e degradado barracão num local “espaçoso e muito digno”. “Foi todo recuperado, deste o telhado, passando pelas paredes, ao chão”, fruto de um projeto de um paroquiano, arquiteto Joaquim Armindo Santos, também ligado ao executivo da União de Freguesias de Arcos e Mogofores.
“Uma parede lateral em pedra da Capela da Ressurreição foi recuperada e ficou por rebocar, estando em bruto. As traves em madeira foram mantidas”, adianta o pároco, evidenciando que foram preservados muitos dos elementos do edifício primitivo: “é uma capela com muitas janelas para a história, para o passado”, conclui.
“O projeto foi pensado passo a passo, sempre conversado, num processo e obra dinâmica que se foi desenhando por forma a dar resposta à necessidades da paróquia”, acrescenta, dando conta da construção de um wc adaptado a pessoas com deficiência, localizado junto à capela e igreja.
Segundo ainda explicação do pároco, existe também um fundamento da pastoral para a construção desta capela: “a Igreja deve ficar entre a capela mortuária e o cemitério para que os cristãos possam ir despedir-se à igreja antes de irem para o cemitério. Até agora, isto era impossível, pois a capela mortuária – Capela de S.Sebastião, localizada perto do cemitério na zona do Cabeço – obrigava a transportar o defundo da capela para a Igreja Matriz, localizada na zona central da povoação. Era impraticável.”
Por recuperar ficam os altares, com talha dourada, em muito mau estado de conservação e a precisarem de uma intervenção profunda, feita por profissionais. Uma obra dispendiosa que ficará para outro momento.
Catarina Cerca

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Obras na Ponte do Gameiro fazem prever caos no trânsito


ponte gameiro

A partir desta quinta-feira, estará encerrada ao trânsito a chamada Ponte do Gameiro, na entrada sul da Mealhada, que nos próximos dias será submetida a obras de reabilitação estrutural da passagem superior ao caminho-de-ferro, com a demolição e remoção do tabuleiro e substituição por um novo. As obras têm um prazo previsto de 80 dias e fazem antever complicações para o trânsito, especialmente nos festejos de Carnaval do próximo mês.
O principal eixo rodoviário da cidade da Mealhada, cujo encerramento estava previsto para o passado dia 11, será fechado ao trânsito a partir das 18h desta quinta-feira, dia 14. Os veículos serão desviados para poente desta estrada através da Rua do Grupo Desportivo e da antiga Nacional 234, que liga o centro da cidade (Rotunda do Cardal) à ligação à A1.
Esta obra, da responsabilidade da IP – Infraestruturas de Portugal, está a ser preparada há vários anos em coordenação com a Câmara para minimizar os efeitos deste corte de trânsito naquele importante troço, disse ao JB a vereadora Arminda Martins, sublinhando que a autarquia “acautelou com a IP a melhor forma de fazer a obra sem prejudicar os condutores nem a economia local”.
O trânsito, que será desviado entre as rotundas do Luso (a norte) e do Baco (a sul), tem algumas condicionantes, uma vez que na Rua da Várzea (antiga Nacional 234) há uma ponte com limite de peso inviabilizando a passagem de alguns veículos pesados, disponibilizando-se, no entanto, a Rua do Grupo Desportivo que fará esta ligação. O problema é que esta rua estará indisponível por altura do Carnaval, no decorrer dos dois desfiles, uma vez que circula praticamente no interior do Sambódromo Luís Marques.
Todas aquelas situações terão sido acauteladas nas reuniões entre a IP e a Câmara da Mealhada, a última das quais na passada segunda-feira, no sentido de minimizar o impacto destas mudanças ao longo de quase três meses. Arminda Martins considerou que esta situação “vai ser um transtorno grande para a população e para a economia local, mas fizemos tudo o que era possível para minimizar estes impactos. Queremos que a obra se faça no prazo previsto e teremos um técnico a acompanhar a obra monitorizando o seu desenvolvimento”, frisou, concluindo que “as duas partes estão empenhadas para que tudo corra bem, vai ser complicado mas a obra tem que ser feita”.
JPT

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Vagos: Biblioteca Municipal expõe “As 14 Obras da Misericórdia”


Em ano de “jubileu extraordinário” da Misericórdia, decretado no passado dia 8 de dezembro pelo Papa Francisco, a criatividade de alguns [amigos] artistas vaguenses resultou na exposição “As 14 Obras da Misericórdia”. A mostra, cuja iniciativa é da responsabilidade da mesa administrativa da Santa Casa da Misericórdia local, que assinala o seu 56.º aniversário, pode ser vista no edifício da Biblioteca Municipal João Grave.
Trata-se de um trabalho “dignificante”, que vai dar lugar a um livro, a ser lançado já em março ou abril, disse o provedor daquela instituição. António Paulo Gravato, que na cerimónia da inauguração trouxe a Vagos Mariano Cabaço, responsável pelo departamento do património cultural da União de Misericórdias Portuguesas (UMP), confirmou que a obra incluirá textos sobre “obras de misericórdia”, pedidos a diversas pessoas e entidades, nacionais e locais.
Um dos testemunhos é do atual bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, que saudou a iniciativa da instituição de Vagos, e se fez representar na inauguração pelo Pe. João Gonçalves. De acordo com o vigário episcopal para a Pastoral Social, que na sua intervenção destacou o papel “extraordinário” das misericórdias no país (“temos aqui catequeses verdadeiras sobre bem-fazer”), o bispo diocesano colaborou “com alguns escritos”.
Para além da imagem de “Nossa Senhora do manto de Vagos”, em grés com óxidos e vidrados, da autoria de Cláudia Rocha, os 14 trabalhos que integram a exposição constituem património da Santa Casa da Misericórdia de Vagos. São assinados por Joana Cristina Ribeiro Matos, Artur Dionísio, Maria Susete Sarabando, António José Gonçalves, Sandra Ferro, Bruno O. Gonçalves e Fernando Grave (obras corporais), João Carlos Sarabando, Paulo Graça, Filomena Neves, Paulo Frade, Ângelo Costa, João Almeida e César Mouro (obras espirituais).
Eduardo Jaques

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