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Convento de Sta. Cruz com obras de manutenção


A pensar no próximo inverno, a Fundação Mata do Buçaco tem vindo a fazer vistorias à estrutura da cobertura do Convento, identificando as principais patologias que permitem, neste período, concretizar trabalhos de limpeza e reparações dos elementos cerâmicos que possibilitam a salvaguarda da mesma.

Em paralelo decorre o processo e programação do projeto de recuperação do património que visa restaurar a mata do Buçaco, na componente do Património Cultural.

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Cais das Folsas Novas (Vagos): obras seguem dentro de momentos


O prazo limite da obra era fevereiro do corrente ano, mas “afinal tudo continua na mesma”. Falamos da requalificação do antigo cais das Folsas Novas, que este ano não acolheu a 30ª edição do festival do moliceiro, transferido à última hora para a casa-museu de Santo António de Vagos.

O alerta foi deixado pela vereadora Maria Céu Marques, no decorrer da última reunião de câmara. Segundo a vereadora, eleita pelo CDS, que exige, por parte da autarquia, uma tomada de posição junto da Polis da Ria, responsável pela obra, o local envolvente continua nacessível, enquanto a empreitada “marca passo”.

Eduardo Jaques

Leia a notícia completa na edição digital ou impressa.

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Anadia: Requalificação da Rua Justino Sampaio Alegre vai avançar


Foi adjudicada a requalificação urbana e acessibilidades integradas da Rua Justino Sampaio Alegre, localizada no centro da cidade de Anadia.
A obra, que ascende a 311.536,90 euros (+IVA), foi adjudicada à empresa Irmãos Almeida Cabral Lda.
Na última reunião de executivo, foi revelado que este investimento na rede viária prevê a colocação de uma nova conduta para a rede de água, assim como a construção de novos ramais, já que esta via tem vindo a sofrer sucessivas ruturas, algumas das quais graves.
Ao nível das infraestruturas elétricas, a obra contempla a substituição de toda a iluminação pública ao longo desta via residencial. Paralelamente, vão ser construídos passeios, zonas de estacionamento e uma pequena ciclovia num dos sentidos.
Durante a reunião de executivo, realizada no passado dia 23 de julho, a edil Teresa Cardoso deu ainda indicação de que também a sustentação de terras e a encosta será alvo de uma beneficiação, existindo num ou noutro ponto uma ligeira correção ao traçado e à própria via.
A obra tem um prazo de execução prevista de 90 dias.

SLAT em ruínas. No início desta Rua está localizado um dos edifício dos antigos Serviços de Luta Anti-Tuberculose (Dispensário SLAT) de Anadia que ameaça ruir, tal o avançado estado de degradação em que se encontra. Aliás, os muros e algumas paredes apresentam uma evidente inclinação e possuem rachadelas consideráveis. Embora seja propriedade do Estado, há várias dezenas de anos que se encontra desativado, tendo a profunda deterioração a que chegou levado a autarquia de Anadia a, por diversas vezes, tentar chegar a um entendimento com a tutela, nomeadamente com o Património do Estado.
A JB, a edil Teresa Cardoso confirmou ter recebido uma comunicação do Património do Estado para que tratasse deste assunto com a ARS já que, afinal, é esta entidade que tutela os SLAT de Anadia e de Sangalhos e não o Património do Estado.

Catarina Cerca

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Anadia: Pavilhão gimnodesportivo em obras de conservação


Com cerca de três décadas de vida, o pavilhão gimnodesportivo de Anadia vai entrar em obras de conservação e reparação. Uma intervenção significativa, que atinge os 150 mil euros (a que acresce o IVA), a levar a cabo pela Câmara Municipal de Anadia.
Para além da substituição de toda a cobertura – ainda em amianto – todo o edifício será pintado e recuperados todos os vidros.
Na última reunião de câmara foi aberto concurso público para esta obra que a vereação aplaudiu, por se tratar de urgente.
Na ocasião, José Manuel Ribeiro congratulou-se com o início desta beneficiação, enquanto que Litério Marques não deixou de criticar que embora o amianto seja tão contestado e esteja na ordem do dia, sejam precisamente os edifícios e equipamento do Estado os únicos onde aquele material se mantém. “A Câmara está a criar condições a uma instalação com muitos anos e que é preciso requalificar em benefício do povo de Anadia”, disse.
Segundo a autarca Teresa Cardoso, trata-se de uma rubrica inscrita no Plano de Atividades, sendo indispensável avançar com a obra.

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Anadia: Vereadores do PSD questionam obras


O Edifício de Proximidade e as zonas industriais foram alguns dos temas que os vereadores do PSD, pela voz de José Manuel Ribeiro, levaram à última reunião de executivo, realizada a 28 de maio.
No final da reunião, o vereador social-democrata começou por querer saber as razões para que o Edifício de Proximidade, no âmbito da regeneração, permaneça vazio há mais de 20 meses, apelidando-o mesmo de “elefante cinzento”.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso explicou que as obras executadas tiveram retorno do investimento realizado pela autarquia, já que foram comparticipadas, explicando ainda que o edifício, sendo património da Câmara Municipal, está disponível para receber serviços de apoio direto ao cidadão, mas não de uma forma gratuita.
Teresa Cardoso avançou que já houve entidades interessadas em ocupar aquele espaço, mas que a autarquia não está disposta a disponibilizá-lo gratuitamente para albergar serviços públicos, da administração central. De resto, é do conhecimento público, que alguns desses serviços pagam rendas elevadíssimas noutros espaços privados existentes na cidade. No entanto, disse que o “edifício está aberto a outras hipóteses. A nossa intenção é ter serviços públicos com dignidade e toda a qualidade”.

Zonas Industriais. José M. Ribeiro não deixou também de criticar o facto da Zona Industrial de Vilarinho do Bairro, adjudicada por 800 mil euros, em 2011, estar abandonada, o que evidencia, a seu ver, “a falta de um plano de desenvolvimento económico para o concelho”, para já não falar das zonas industriais de Amoreira da Gândara e do Paraimo, ambas subaproveitadas.
Quanto à ZI de Vilarinho do Bairro, a autarca Teresa Cardoso explicou que aquela fora alvo de uma candidatura e respetiva comparticipação (85%), logo a Câmara Municipal teve retorno financeiro do investimento que realizou. Reconhecendo que as empresas não se têm ali implantado, defende que a conjuntura atual não tem permitido grandes investimentos. “Não está esquecida qualquer intervenção da nossa parte para a venda daqueles lotes”, explicando ainda que aquela ZI surgiu numa altura em que existia um conjunto de pequenas empresas a laborar em espaços que não eram os mais adequados e dispersos, mas que neste meio tempo, umas fecharam, outras mal sobrevivem, logo é difícil um efetivo investimento, no local, por parte dos empresários.
Catarina Cerca

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Anadia: Construção da nova ESA retomada no verão, garante ministro


A construção da Escola Básica e Secundária de Anadia vai ser retomada no verão. Este estabelecimento de ensino integra um pacote de quatro escolas do distrito de Aveiro a beneficiarem do levantamento da suspensão das obras da Parque Escolar. Respondendo na penúltima terça-feira (numa audição na Comissão de Educação e Ciência) a uma pergunta do deputado do PSD, Amadeu Albergaria, o ministro da Educação deu nota de que 14 estabelecimentos de ensino do país verão as suas obras continuadas.
Recorde-se que a suspensão dos trabalhos em Anadia ocorreu em 2011, altura em que a Parque Escolar – criada para proceder ao planeamento, gestão, desenvolvimento e execução do programa de modernização da rede pública de escolas secundárias e outras afetas ao Ministério da Educação – era uma das empresas mais endividadas.
No distrito de Aveiro, verão retomadas as obras a Escola Básica e Secundária de Paiva, a Escola Básica e Secundária de Anadia, a Escola Secundária Soares de Basto (Oliveira de Azeméis) e a Escola Secundária Dr. Mário Sacramento (Aveiro).

Autarquia disponível para colaborar. Questionada sobre esta matéria a edil anadiense, Teresa Cardoso revelou ter tido conhecimento, pela comunicação social, de que o Ministério da Educação se prepara para retomar as obras que se encontravam suspensas.
“Apesar de tal decisão ainda não ter sido formalmente comunicada à autarquia, a Câmara Municipal congratula-se com a decisão tomada e com a solução encontrada pelo Governo para conseguir concluir as instalações da nova escola de Anadia”, disse, acrescentando que “a edilidade reitera a total disponibilidade de colaborar, na medida do possível, na resolução dos problemas que envolvem este estabelecimento de ensino, no sentido de imprimir a máxima celeridade ao processo”.

Boa notícia há muito aguardada. Por seu turno, Elói Gomes, diretor do Agrupamento de Escolas de Anadia, que se congratula igualmente com a notícia, diz que “oficialmente” nada foi comunicado ao Agrupamento. “Esperamos que o reinício da obra aconteça o mais breve possível, pois o ideal seria ter a nova escola pronta no arranque do ano letivo de 2015/16”.
Já Patrícia Flores, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, diz que os pais estão em perfeita sintonia com os órgãos diretivos da escola e que o desejo é ver a obra concluída o mais rapidamente “graças a essa linha de crédito de que o ministro fala”, muito embora oficialmente também não tenham recebido qualquer informação por parte do Ministério da Educação, Degest ou Parque Escolar sobre o reinício das obras.
CC

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EB 2/3 de Anadia: Cobertura de amianto preocupa pais e docentes


 

Professores, pais e alunos estão preocupados com o avançado estado de degradação da Escola Básica 2/3 de Anadia. Numa altura em que tanto se fala da Secundária, a cobertura em amianto deste estabelecimento de ensino volta a ser notícia, pelas piores razões. Começou a ser substituído, mas quando surgiu a intenção de construir uma nova Escola Básica e Secundária em Anadia, essa substituição parou. Até hoje. Daí que, muitos espaços continuem com coberturas de amianto, sendo ainda possível contabilizar muitas outras deficiências e carências neste estabelecimento de ensino.
Na sequência de um alerta sobre esta questão do amianto, levantada na reunião de Câmara, pelo vereador do PSD, José Manuel Ribeiro, o Jornal da Bairrada efetuou, na última sexta-feira, uma breve visita a este estabelecimento de ensino, confirmando as preocupações de todos.

Pesadelo. “É um pesadelo” dar e assistir aqui às aulas, confessa Faustina Silva, coordenadora da EB 2/3 de Anadia. A docente admite que esta escola, com mais de quatro décadas de vida, poucas obras tem sofrido nos últimos anos, uma vez que estava previsto ser desativada com a entrada em funcionamento da nova Escola Básica e Secundária.
“As obras têm sido muito reduzidas”, diz, explicando que embora se tenha dado início à remoção e troca de placas de amianto nos três blocos, a obra nunca chegou a ser concluída porque, entretanto, veio a decisão de construir uma nova escola.
“As obras foram suspensas”, mas, de lá para cá, deixou de haver investimento na escola, acabando a degradação por ser agora muito mais acelerada, devido à falta de manutenção.
“Há muita humidade e frio. O aquecimento é feito por aquecedores, a óleo, que rodam entre as salas, uma vez que não há aquecedores para todas as salas, assim como o quadro elétrico não aguentaria”, refere, explicando ainda que por mais que se tente ter um ambiente ameno dentro das salas, tal é impossível porque entra muito frio pelas janelas e portas que não têm qualquer isolamento.
Numa escola que recebe alunos do 5.º ao 8.º ano, estas questões assumem proporções ainda mais gravosas, não só porque estamos a falar de crianças, mas porque estas faixas etárias “também não têm por hábito queixar-se”, diz a docente.

Humidade, infiltrações, frio e muito amianto. Mal se entra no bloco principal, a corrente de ar e o frio são por demais evidentes. A humidade, devido a infiltrações, é mais notória junto à papelaria e reprografia. Os baldes a amparar os pingos de água encontram-se um pouco por todo o lado, nos corredores e nem as salas de aulas estão a salvo.
A comunicação entre blocos faz-se por telheiros em amianto, bastante degradados e que não resguardam ninguém da chuva ou do frio.
No pavilhão desportivo a cobertura ainda é toda em amianto. Nos dias mais frios, as aulas às primeiras horas da manhã fazem-se com temperaturas negativas no interior, revelou uma docente, que destaca também o facto da humidade fazer com que o piso fique extremamente escorregadio e perigoso.
O grau de desconforto térmico é uma constante e Faustina Silva salienta que “no verão os alunos sofrem com o excesso de calor, insuportável até, e no inverno com o frio, quase impossível de suportar”.
No dia da visita do Jornal da Bairrada, as raparigas não tinham água quente no balneário. A caldeira não passou dos 20 graus e banhos só com água fria.
Depois existe a questão da segurança. A configuração dos vários blocos e a redução do pessoal auxiliar dificulta a vigilância.
Luís Pidwell, da Associação de Estudantes, fez a visita com JB e reconhece que não conhecia bem esta realidade, até porque é aluno da Secundária e pior do que a Secundária é difícil encontrar.
Também Ana Paula Gama, da Associação de Pais e Encarregados de Educação, admite que começam a ser muitas as denúncias “uma vez que as obras foram suspensas”. Todavia, avança que “a maioria dos pais desconhece a realidade da escola e as condições em que os filhos assistem às aulas”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Secundária de Anadia: “Fiquei chocada”, diz investigadora que já monitorizou várias escolas


“Este é o 21.º estabelecimento de ensino que monitorizo e um dos mais graves. Fiquei chocada”, revela a investigadora Célia Alves, especialista em qualidade do ar, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, que lidera uma equipa multidisciplinar composta por quatro investigadores ligados à Universidade de Aveiro (duas equipas de Microbiologia) e o investigador Mário Tomé, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Instituto Politécnico de Viana do Castelo que, nos dias 13, 14, 15 e 16 de janeiro, estiveram na Escola Secundária de Anadia (ESA) a estudar a qualidade do ar que se respira naquele estabelecimento de ensino.

Associação de Pais ativa. A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) luta, há muito, pelo recomeço da construção da nova escola, interrompida em 2011 pela Parque Escolar.
A reconhecida investigadora foi contactada pela Associação de Pais, “no sentido de saber qual a possibilidade e interesse da Universidade de Aveiro em realizar um estudo que permita medir a qualidade do ar dentro da ESA”, disse a JB Ana Paula Gama, da Associação de Pais.
A equipa, para além desse estudo, recolheu ainda amostras de algas, fungos e bactérias presentes no ar, paredes e tetos das salas de aulas para análise laboratorial.
Salas de informática e de físico-química, balneários e cozinha foram alguns dos locais visitados por estes investigadores, já que os espaços apresentam fendas, infiltrações de humidade, bolor e algas que levantam questões no âmbito da saúde pública.
Embora já viesse preparada e documentada (com fotos, vídeos e notícias recentemente publicadas em vários órgãos de comunicação social sobre o estado de degradação em que este equipamento escolar se encontra) a investigadora confessa que a “situação é particularmente má” e que, apesar dos largos anos de experiência nesta área, ficou “chocada” com o cenário encontrado em Anadia.
Embora tenha já monitorizado 21 escolas do país, esta foi a situação mais grave que encontrou, em termos estruturais e de infiltrações e humidade.

Resultados em breve. A situação afigura-se de tal forma grave que levou a equipa a optar ainda por “dar mais um passo, além do que a legislação determina”, pelo que vão ser também identificadas as espécies presentes (bactérias e fungos), já que alguns destes microorganismos podem ser nocivos para a saúde, não descartando, Célia Alves, a hipótese de, em alguns dos casos, ter de se recorrer à análise genética com extração de ADN.
A investigadora diz que esta abordagem é bastante pertinente “para saber o que é que alunos, professores e todos os que aqui trabalham respiram”.
Vão também ser utilizados métodos diferentes na recolha das análises e tratamento dos dados, por forma a obter resultados o mais exatos possível. Aliás, Célia Alves sublinha que o Laboratório do IP de Viana do Castelo está certificado para a realização de análises microbiológicas. Contudo, as conclusões do estudo só deverão ser conhecidas dentro de algumas semanas.
Todavia, a cientista admite que estas situações podem acarretar riscos e problemas de saúde, nomeadamente o incremento do número de crises de asma, rinites e alergias. Por isso, considera oportuno a realização, através da Delegação de Saúde, “de uma avaliação médica”.
Célia Alves mostrou já interesse em regressar a esta escola na primavera. “Vamos tentar obter verbas para voltar na primavera, porque nessa altura do ano se registam as melhores condições para a proliferação de esporos”.

Pais querem nova escola. Ana Paula Gama espera que, com mais esta ferramenta em mãos, se consiga pressionar a tutela a recomeçar a construção da nova Escola Básica e Secundária de Anadia, parada desde 2011.
“Não imaginam o cheiro a bolor e a mofo nas salas de aula. O ar chega a ser irrespirável e o estado em que se encontram os tetos, as paredes e pavimentos. A degradação é total e generalizada”, sublinha, acrescentando que os pais se têm queixado muito do aumento de problemas respiratórios, nomeadamente de um agravamento das crises de asma, o que levou a APAE a solicitar uma vistoria à ESA, realizada pela Delegada de Saúde, Fernanda Pinto, a 28 de novembro de 2013 .

Vistoria. O relatório de vistoria realizado pela Delegada de Saúde, Fernanda Pinto, em novembro de 2013, também não deixa dúvidas quanto às deficientes condições físicas das instalações da Escola Secundária de Anadia (ESA) e a eventuais problemas para a saúde.

No documento a que tivemos acesso, Fernanda Pinto confirma que, “embora a vistoria não tenha incidido sobre a totalidade das instalações, as mesmas evidenciam um estado geral de degradação acentuada” e que os “locais especificamente vistoriados podem traduzir-se em problemas de saúde para os utilizadores”. A Delegada de Saúde admite que as falhas estruturais podem “levar a uma acumulação de humidade dentro dos edifícios” e que esta “está relacionada com o facto de levar, muitas vezes, ao crescimento de bolores” que é “reconhecido como um dos maiores alergéneos no ambiente interior dos edifícios e pode levar a reações alérgicas, por vezes severas, principalmente relacionadas com a saúde respiratória (incluindo infeções e obstrução brônquias) e reações do sistema imunitário. E acrescenta: “além de alergias e problemas respiratórios, foram encontradas fortes associações com dores de cabeça, fadiga, ansiedade e depressão”, concluindo que “o risco do bolor para a saúde é especialmente relevante para as crianças que passam mais tempo dentro de espaços interiores e têm um sistema imunitário mais vulnerável. A exposição à humidade e bolor aumentam significativamente o risco de asma e outros efeitos respiratórios nas crianças”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Parque Escolar quer entregar à Secundária mobiliário para a futura escola


Ainda não há escola nova, mas o mobiliário já está a caminho. Parece anedota, mas não é.
A Parque Escolar já terá contactado a direção da Escola Secundária de Anadia (ESA) no sentido de efetuar a entrega de uma parte do mobiliário destinado à nova Escola Básica e Secundária de Anadia, cuja construção foi interrompida em 2011.
O caso, um tanto insólito, acontece porque, alegadamente, aquando da interrupção da obra (orçada em 16 milhões de euros), por indicações da Tutela, os concursos para aquisição de material não terão sido suspensos, encontrando-se agora, pronta para ser entregue, uma parte do equipamento.
De acordo com a direção da ESA, “esta situação acontece porque os concursos relativos às aquisições de equipamento não pararam”, colocando agora um grave problema à escola. Onde e em que condições armazenar equipamento novinho em folha, quando é de todos sabido que a ESA se encontra em avançado estado de degradação, apresentando graves problemas de humidade e infiltrações.
Segundo apurámos, a Parque Escolar preparava-se para entregar à ESA cerca de 80 armários e 200 mesas que se destinam a apetrechar a nova escola que ainda não foi concluída.
A direção da ESA terá já feito sentir à Parque Escolar não ter condições para receber o material: “é claro que criámos alguma resistência. A escola não tem capacidade física para guardar este equipamento”, referiu a JB um dos elementos da direção da ESA.
Segundo fonte do JB, a Parque Escolar sugeriu à direção da ESA que aproveitasse a ocasião para substituir algum equipamento mais degradado por este, novo, o que não foi bem visto pela direção da escola.
Daí que tenha sido solicitado à Parque Escolar o estudo de alternativas, face à posição assumida pela direção daquela Secundária.
Associação de Pais incrédula. Ana Paula Gama, da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) mostra-se chocada com a informação. “A escola não tem condições físicas para receber este mobiliário novo que se destina a um equipamento escolar cuja construção foi interrompida”, diz, alertando para o facto de, há já dois anos, a ESA ter estado a braços com uma situação também invulgar, ao receber dezenas de computadores que se mantêm embalados, até hoje, pois também se destinam à nova escola. “A maioria está embalada e, com a demora na conclusão da obra, quando forem disponibilizados aos alunos, já estão obsoletos”, acrescenta.
Os pais e encarregados de educação da ESA defendem que “a escola não tem que receber nada, nem deve” e que tal equipamento só deve ser colocado quando a nova escola estiver pronta.
Recorde-se que no passado dia 13 de novembro, a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) e alunos, deram corpo a uma manifestação que pretendeu alertar para o avançado estado de degradação em que se encontram os edifícios da Escola Secundária de Anadia.
Não nos foi possível, em tempo útil, ouvir a Parque Escolar. Esperamos poder fazê-lo na próxima edição.

Catarina Cerca

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Sangalhos:Igreja Matriz em obras de restauro


Há já alguns anos que se verificavam infiltrações de águas na igreja Matriz da paróquia de São Vicente de Sangalhos.
De ano para ano a situação vinha a agravar-se. A urgência de uma intervenção eficaz no templo fazia-se sentir.
Com o temporal que atingiu, no inverno, todo o nosso país, a situação agravou-se bastante. Apesar de se encontrar há pouco tempo na paróquia, o pároco, Padre Manuel Melo, com a colaboração pronta da Fábrica da Igreja, avançou para as obras. Apesar da situação económica difícil da paróquia, pois estava a avançar com as obras de restauro da Residência Paroquial e a proceder a algumas obras de manutenção, também urgentes, no Centro Paroquial, avançou-se para uma intervenção profunda na parte exterior do templo.
Apesar dos gastos totais das obras realizadas na paróquia rondarem os cem mil euros, a Câmara Municipal de Anadia concedeu apenas um subsídio de cinco mil euros. Mesmo assim, as obras na igreja Matriz foram feitas e concluídas.
Agora, pároco e Fábrica da Igreja apelam, uma vez mais, ao apoio da comunidade cristã. Por isso, a cada família está a chegar um envelope solicitando uma colaboração. Este é mais um desafio que certamente será vencido.
“Contamos com a colaboração de todos, pois a igreja Matriz é a Casa de todos!”, conclui o pároco Padre Manuel Melo.

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