Economia

Economia

Manuela Ferreira Leite não garante défice zero em 2004

A ministra de Estado e das Finanças garantiu que o défice orçamental em 2004 estará numa rota verdadeiramente descendente, mas afirmou não saber se será possível atingir o equilíbrio orçamental naquele ano.Em conferência de imprensa para apresentar a execução orçamental do primeiro trimestre, Manuela Ferreira Leite destacou o “agravamento tremendo” da situação orçamental face ao primeiro trimestre de 2001, que já não era boa.
A ministra considerou que os números são “de uma gravidade inesperada”, dado que o agravamento entre os dois trimestres homólogos excede 660 milhões de euros (mais de 130 milhões de contos), o equivalente a 0,5% do PIB, afirmando que se nada se fizesse o défice poderia chegar a 4 ou 5% do PIB no fim de 2002.
No programa do Governo, apresentado hoje, é reconhecido o “compromisso comunitário” de anulação do défice e proposto um “programa de emergência”, a executar nos próximos dois anos, para corrigir a situação das finanças públicas.
A ministra de Estado e das Finanças considerou que o Governo tem de “actuar com a maior severidade nas próximas semanas”, mas reservou o anúncio das medidas concretas para a discussão do programa de Governo quarta-feira na Assembleia da República, afirmando que “os sacrifícios que terão de ser feitos” serão superiores aos que se previa.

(16 Abr / 11:32)

Economia

Portugal

Inflação média desacelera para 4,0 por cento em Março – previsões

Os preços no consumidor devem ter subido entre os 0,3 e os 0,4 por cento em Março, face ao mês anterior, mas a inflação média terá desacelerado para os quatro por cento, segundo os analistas contactados pela Agência Lusa.
Na origem da subida de Março está o aumento dos preços da classe alimentação e bebidas e a diluição do efeitos dos saldos que se fez sentir em Fevereiro, como explicou Ana Paula Carvalho, do Banco Português de Investimento.
Com o fim dos saldos de Inverno e a entrada das novas colecções, os preços no consumidor voltaram ao seu “crescimento normal”, frisou Pedro Matos Branco, do Banco Espírito Santo (BES).
O aumento particular do peixe, dentro da classe alimentação e bebidas, puxou para cima a inflação mensal, acrescentou o economista.
Os efeitos da subida dos preços da gasolina só se farão sentir em Abril e o BES acredita no desanuviar da situação no Médio Oriente, permitindo ao petróleo estabilizar nos 25 dólares por barril.
Em Fevereiro, os preços caíram 0,2 por cento, com a inflação média a desacelerar para os 4,1 por cento.
Para Pedro Braz Teixeira, do Santander Negócios Portugal, a previsão de subida mensal de 0,4 por cento é justificada pelo aumento dos preços dos bens que estavam congelados devido à entrada em circulação da nova moeda, casos de transportes e tabaco.
O economista do banco de Horta Osório aproveita ainda para lembrar que com a procura deprimida que Portugal experimenta hoje, a desaceleração dos preços devia ser mais marcada.
A subida dos salários está a dificultar tal evolução.
Só na construção, exemplifica Braz Teixeira, os salários subirão 3,5 por cento, menos 0,4 pontos percentuais que em 2001, pelo que existe alguma pressão inflacionista através dos salários.
As previsões divulgadas pela direcção geral do comércio e da concorrência no início do mês apontam para uma aceleração da inflação mensal de 0,3 por cento, colocando a inflação homóloga nos 3,1 por cento e a média nos quatro por cento.

Portugal, IPC, previsões, Março 2002
Banco…Mensal…Homóloga…Média
BPI…0,3…3,1…4,0
BES…0,3…3,0…4,0
SCH…0,4…3,2…4,0
BBVA…0,3…3,0…4,0
DGCC…0,3…3,1…4,0

Nota: IPC – índice de preços no consumidor (variação) Portugal, IPC, Jan 2000 – Fev 2002
Mês…Mensal…Homóloga…Média
Fev 2002…(-0,2)…3,2…4,1
Jan 2002…0,2…3,5…4,3
Dez 2001…0,2…3,7…4,4
Nov 2001…0,6…3,9…4,4
Out 2001…0,4…4,1…4,4
Set 2001…(-0,1)…4,0…4,3
Ago 2001…(-0,2)…4,0…4,3
Jul 2001…0,1…4,3…4,2
Jun 2001…0,3…4,5…4,1
Mai 2001…0,9…4,8…4,0
Abr 2001…0,5…4,5…3,8
Mar 2001…0,5…5,1…3,6
Fev 2001…0,1…4,8…3,3
Jan 2001…0,4…4,4…3,1
Dez 2000…0,4…3,9…2,9
Nov 2000…0,8…3,8…2,7
Out 2000…0,4…3,5…2,6
Set 2000…(-0,1)…3,4…2,4
Ago 2000…0,1…3,5…2,3
Jul 2000…0,3…3,2…2,2
Jun 2000…0,6…2,9…2,1
Mai 2000…0,6…2,6…2,1
Abr 2000…1,1…2,1…2,0
Mar 2000…0,2…1,5…2,1
Fev 2000…(-0,3)…1,8…2,2
Jan 2000…(-0,2)…2,1…2,3

Nota: A inflação média é a que serve de referência para as negociações salariais; IPC – índice de preços no consumidor (variação)

Lusa

(10 Abr / 18:20)

Economia

Portugal/Economia

Controlo orçamental é prioridade próximo governo- economista

O controlo da despesa pública deve ser uma das prioridades da política económica do próximo governo, segundo economistas contactados pela Agência Lusa.
João Sousa Andrade, catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, entende que é preciso criar uma lei orçamental melhor, que inclua rigor nas transferências das autarquias, redução nos limites das despesas e o fim do descontrolo nos gastos do Estado.
É necessário acabar com os institutos públicos e repor a disciplina na função pública, pormenorizou.
“É hoje claro para toda a gente que existe um problema de finanças públicas”, afirma António Romão, vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, mas “eu não o dramatizo, ao contrário do que acontece com outros analistas e políticos”, relativiza.
Amado da Silva, docente da Universidade Autónoma de Lisboa, onde dirige o Centro de Estudos Económico-empresariais, e no Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, sublinhou que antes de tomar decisões é preciso estudar as matérias com cuidado e perceber quais são as consequências, nas diferentes variáveis, das decisões assumidas, essencialmente no dito choque fiscal e redução de taxas de impostos.
A auditoria às finanças públicas é indispensável e o Governo tem que dar sinais claros sobre as aplicações orçamentais que fará, nomeadamente na saúde e na educação, acrescenta Amado da Silva.
O professor da Universidade Autónoma entende que “há tanto que fazer que não há tempo a perder”, pelo que a primeira política do próximo Governo deve ser “trabalhar, trabalhar, trabalhar”.
Já António Romão aponta o aumento da produtividade nacional (pública e privada) como um objectivo do próximo Executivo, para que Portugal consiga tornar-se numa economia competitiva.
No entanto, para que tal seja possível, alerta, é importante “alterar a cultura em relação à responsabilidade e responsabilização das pessoas e empresas”.
Tem que se combater o “facilitismo”, não deixando de exigir uma “responsabilidade social” aos empresários e sindicatos, precisa.
Os empresários devem procurar obter os melhores resultados para si, para os seus trabalhadores e para a sociedade, pelo que o Governo que aí vem não deve desfazer tudo o que foi feito antes nem adoptar uma política social liberal, traduzida na facilitação dos despedimentos, entende o vice-reitor do Técnico, ex-presidente do conselho directivo do Instituto Superior de Economia e Gestão.
Importante também na próxima legislatura será “saber o que vai acontecer à Europa com o próximo alargamento”, diz Amado da Silva, embora este tema tenha estado ausente da campanha eleitoral.
Por sua vez, o catedrático de Coimbra sublinha que “a tão falada reforma fiscal não pode ficar esquecida”.
João Sousa Andrade diz que “tem de se pegar nos trabalhos das comissões do tempo de Sousa Franco e Ricardo Sá Fernandes e ir com a reforma até ao fim”, uma vez que, entende, o combate à fraude e evasão fiscal são prioritários e deve-se pensar na redução dos impostos sobre os trabalhadores por conta de outrem.
(18 Mar / 17:25)

Lusa

Economia

Portugal/Economia

Apostar no aeroespacial depois do automóvel

Portugal devia aproveitar a sua experiência no sector automóvel como trampolim para outros mais portadores de futuro, como o aeroespacial, defendeu Vítor Santos, ex- secretário de Estado da Indústria e Energia, em entrevista à Agência Lusa.
O objectivo a médio prazo seria a criação de uma indústria de base tecnológica, explicitou o actual professor no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
A necessidade de procurar um ÀmotorÈ economico-empresarial substituto da indústria automóvel decorre de, expresso em termos simples, a procura desta se deslocar para Leste e Ásia e a concentração de fornecedores tornar mais difícil a subida na cadeia de valor.
É aqui que surge o aeroespacial como alternativa a estudar.
Certo é que, entende Vítor Santos, que foi secretário de Estado de Augusto Mateus e Pina Moura, “dificilmente Portugal terá outra AutoEuropa”.
Quanto muito pode atrair produtores de séries médias, tipo Pinifarina, acrescenta.
A necessidade de combater a dependência do sector automóvel e procurar ultrapassá-la é um dos objectivos centrais das políticas públicas, cujo objectivo “é garantir a competitividade sustentada de um país”.
Uma das materializações destas políticas, e do voluntarismo subjacente, é, no caso das empresas, “a atracção de investimento directo estrangeiro (IDE) estruturante”, entende.
A necessidade deste IDE [e, de forma mais lata, das políticas públicas] é tanto mais necessária quando a envolvência externa da economia portuguesa se está a degradar.
A adaptação ao novo contexto requer uma mudança de hábitos, uma vez que “a ideia de que as coisas em Portugal só acontecem por pressões do estrangeiro deixará de acontecer”, além de que “os efeitos que podem resultar endogenamente da nossa inserção internacional estão a esgotar-se”.
Em contexto de recentramento da União Europeia a Leste e de menor necessidade internacional de Portugal, Vítor Santos antevê que “aquilo que há a fazer é os portugueses confrontarem-se consigo próprios, olhos nos olhos”.
Em todo o caso, o professor do ISEG prevê que o grau de internacionalização da economia portuguesa permitirá que no cenário mais pessimista a convergência desta ocorra a um ritmo mais lento comparado com a dos últimos anos. (11 Mar / 12:10)

Lusa

Economia

Taxas de juro da Zona Euro sobem nos três prazos mais longos

As taxas de juro interbancárias da Zona Euro (Euribor) subiram hoje nos três meses, seis meses e ano.

As taxas a que os principais bancos da Zona Euro estão dispostos a emprestar dinheiro no mercado monetário interbancário, tendo por base 360 dias, são as seguintes:

Prazos………..Hoje………6ªfeira

1 mês………..3,343……….3,343
3 meses………3,43………..3,427
6 meses………3,591……….3,578
1 ano………..3,924……….3,902

Nota: Valores em percentagem.

(13 Mai / 17:28)

Economia

Orçamento rectificativo entra em vigor hoje com IVA a subir para 19 pc

O orçamento rectificativo que prevê o aumento da taxa máxima do imposto sobre o valor acrescentado (IVA), o fim do crédito bonificado e a extinção, fusão e reestruturação de institutos públicos entra hoje em vigor.
Jorge Sampaio promulgou o documento no dia 28 de Maio e três dias depois o OE rectificativo foi publicado em Diário da República.
Passados cinco dias, como prevê a lei, o documento entra em vigor, pelo que a partir de hoje os portugueses passarão a pagar a generalidade dos produtos e serviços mais caros.
De entre o conjunto de medidas aprovadas no OE está o aumento do escalão máximo do IVA de 17 para 19 por cento, com o qual o Estado prevê arrecadar mais 400 milhões de euros (80 milhões de contos) até ao final do ano.
O aumento deste imposto indirecto é necessário, de acordo com a ministra das Finanças, para compensar um orçamento que tinha um défice implícito de 4,5 por cento do produto interno bruto (PIB), em vez dos 1,8 por cento previstos pela equipa liderada por Oliveira Martins.
Para a actual titular da pasta, foi decidido aumentar a taxa normal do IVA, em vez da taxa mínima (cinco por cento) e intermédia (12 por cento), exactamente porque estas últimas incidem sobre produtos de primeira necessidade.
A necessidade de evitar cortes drásticos no investimento público também foi uma justificação apresentada para o aumento da taxa de imposto.
O fim do crédito bonificado para a compra de casa é outra das medidas que entra em vigor a partir de quarta-feira, embora a lei preveja que o fim de contratos nessas condições só deverá acontecer a partir de 30 de Setembro de 2002.
O final deste benefício fiscal permite ao Estado poupar cerca de 150 milhões de euros (30 milhões de contos) este ano, segundo os cálculos de um analista citado pelo Público.
O peso acumulado desta rubrica é de 500 milhões de euros (100 milhões de contos) no orçamento de Estado.
A decisão foi justificada com o resultado da participação de Portugal na união económica e monetária, que implicou a redução “significativa” das taxas de juro desde 1998, o que diminuiu “extraordinariamente” a dificuldade e o preço do acesso ao crédito.
O governo aponta também os inúmeros casos de fraude que têm crescentemente caracterizado a atribuição e controlo da bonificação dos juros, os quais têm reduzido a sua adequação aos objectivos de justiça e equidade que visa atingir.
Vai proceder-se igualmente à extinção, fusão e reestruturação de mais de seis dezenas de institutos e organismos públicos e ao congelamento de uma fatia das despesas de investimento.
Já a limitação do endividamento das autarquias ao saldo do ano anterior, anunciado pela ministra das Finanças, tem sido posta em dúvida.

Lusa

(5 Jun / 8:44)

Economia

Taxas de juro na Zona Euro descem em todos os prazos com excepção do ano

As taxas de juro interbancárias da Zona Euro (Euribor) desceram hoje em todos os prazos, com excepção do ano.
As taxas a que os principais bancos da Zona Euro estão dispostos a emprestar dinheiro no mercado monetário interbancário, tendo por base 360 dias, são as seguintes:

Prazos…………….Hoje………….2ªfeira

1 mês……………..3,385………….3,389
3 meses……………3,437………….3,438
6 meses……………3,523………….3,524
1 ano……………..3,724………….3,723

Nota: Valores em percentagem.

(2 Jul / 12:30)

Economia

Economia

Vendas de vinho continuam por recuperar apesar de reposição da taxa alcoolemia

A redução das vendas de vinho sentida pelos produtores no ano passado e há alguns meses atribuída à descida da taxa de alcoolémia permitida aos condutores automóveis mantém-se, mesmo após a reposição da taxa de 0,5 gramas.
O secretário geral da Fenadegas (Federação Nacional das Adegas Cooperativas), José Costa e Oliveira, afirmou hoje à Agência Lusa que “as vendas médias [de vinho] não subiram significativamente” nos últimos meses, ou seja, não voltaram aos níveis verificados no início de 2001.
A expectativa, e posterior concretização, da descida da taxa de alcoolemia no sangue permitida nos condutores de automóveis de 0,5 para 0,2 gramas por litro, avançada pelo governo socialista, foi um dos factores que a Fenadegas apontou como principal responsável do decréscimo das vendas, que teria atingido uma média nacional de cerca de 30 por cento.
Pouco tempo depois, no final de Novembro, o mesmo governo acabou por suspender aquela medida que tinha originado vários protestos, nomeadamente da parte dos produtores vinícolas e dos empresários da restauração, e o grau de alcoolémia permitido voltava aos 0,5 gramas.
Mas, a expectativa de o consumo voltar ao “normal” terminado o factor de “inibição”, não se verificou passados sete meses.
Para José Costa e Oliveira, “foi um grande abalo” que afectou o sector do vinho “de uma forma duradoura” e, das informações recebidas na Fenadegas, “nada leva a crer que a situação de quebra de 30 por cento se tenha alterado”.
“Talvez quando a Assembleia da República consolide a decisão de manter os 0,5 gramas, abolindo a lei dos 0,2 gramas, se assista a uma recuperação do consumo de vinho”, defendeu.
No dia 01 de Outubro de 2001, a Fenadegas garantia que as vendas de vinho tinham caído entre 30 e 40 por cento desde Março, com custos entre 40 e 50 milhões de contos, principalmente pela expectativa da descida da alcoolemia admitida no sangue, na condução, para 0,2 gramas.
E que, a decisão do governo, a manter-se, levaria à falência de algumas unidades de produção.
A descida do grau de alcoolemia era classificada como “dramática para o sector vinícola”, não só em termos de mercado interno, mas também para as exportações, já que mais de 50 por cento do vinho português vai para fora do País.
“É uma ideia negativa do País que se transmite e se repercutirá na competitividade do sector dos vinhos”, defendeu, na altura, o responsável da Fenadegas.

Lusa

(5 Jul / 14:48)

Economia

Economia

Gasolina e gasóleo são mais caros a partir de hoje

A gasolina e o gasóleo ficam hoje mais caros, dois e um cêntimo, respectivamente, com a entrada em vigor dos novos preços para o mês de Novembro.
A gasolina sem chumbo de 95 octanas passa a custar 96 cêntimos por litro, enquanto o preço indicativo da gasolina sem chumbo de 98 octanas deverá subir igualmente dois cêntimos, para 1,01 euros.
Quanto ao gasóleo, tanto o rodoviário como o agrícola, sofrem, a partir de hoje agravamentos de um cêntimo, passando a custar, 70 e 40 cêntimos, respectivamente.
O aumento do preço máximo de venda dos combustíveis, decidido pelo ministro da Economia, ficou a dever-se à subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
Em Outubro, o preço do gasóleo (tanto rodoviário como agrícola) tinha já sofrido um aumento de dois cêntimos por litro, enquanto o preço da gasolina ficou inalterado.

Lusa

(1 Nov / 9:44)

Economia

Economia

Vendas de vinho continuam por recuperar apesar de reposição da taxa alcoolemia

A redução das vendas de vinho sentida pelos produtores no ano passado e há alguns meses atribuída à descida da taxa de alcoolémia permitida aos condutores automóveis mantém-se, mesmo após a reposição da taxa de 0,5 gramas.
O secretário geral da Fenadegas (Federação Nacional das Adegas Cooperativas), José Costa e Oliveira, afirmou hoje à Agência Lusa que “as vendas médias [de vinho] não subiram significativamente” nos últimos meses, ou seja, não voltaram aos níveis verificados no início de 2001.
A expectativa, e posterior concretização, da descida da taxa de alcoolemia no sangue permitida nos condutores de automóveis de 0,5 para 0,2 gramas por litro, avançada pelo governo socialista, foi um dos factores que a Fenadegas apontou como principal responsável do decréscimo das vendas, que teria atingido uma média nacional de cerca de 30 por cento.
Pouco tempo depois, no final de Novembro, o mesmo governo acabou por suspender aquela medida que tinha originado vários protestos, nomeadamente da parte dos produtores vinícolas e dos empresários da restauração, e o grau de alcoolémia permitido voltava aos 0,5 gramas.
Mas, a expectativa de o consumo voltar ao “normal” terminado o factor de “inibição”, não se verificou passados sete meses.
Para José Costa e Oliveira, “foi um grande abalo” que afectou o sector do vinho “de uma forma duradoura” e, das informações recebidas na Fenadegas, “nada leva a crer que a situação de quebra de 30 por cento se tenha alterado”.
“Talvez quando a Assembleia da República consolide a decisão de manter os 0,5 gramas, abolindo a lei dos 0,2 gramas, se assista a uma recuperação do consumo de vinho”, defendeu.
No dia 01 de Outubro de 2001, a Fenadegas garantia que as vendas de vinho tinham caído entre 30 e 40 por cento desde Março, com custos entre 40 e 50 milhões de contos, principalmente pela expectativa da descida da alcoolemia admitida no sangue, na condução, para 0,2 gramas.
E que, a decisão do governo, a manter-se, levaria à falência de algumas unidades de produção.
A descida do grau de alcoolemia era classificada como “dramática para o sector vinícola”, não só em termos de mercado interno, mas também para as exportações, já que mais de 50 por cento do vinho português vai para fora do País.
“É uma ideia negativa do País que se transmite e se repercutirá na competitividade do sector dos vinhos”, defendeu, na altura, o responsável da Fenadegas.

Lusa

(5 Jul / 14:48)

Economia

Economia

Gasolina e gasóleo são mais caros a partir de hoje

A gasolina e o gasóleo ficam hoje mais caros, dois e um cêntimo, respectivamente, com a entrada em vigor dos novos preços para o mês de Novembro.
A gasolina sem chumbo de 95 octanas passa a custar 96 cêntimos por litro, enquanto o preço indicativo da gasolina sem chumbo de 98 octanas deverá subir igualmente dois cêntimos, para 1,01 euros.
Quanto ao gasóleo, tanto o rodoviário como o agrícola, sofrem, a partir de hoje agravamentos de um cêntimo, passando a custar, 70 e 40 cêntimos, respectivamente.
O aumento do preço máximo de venda dos combustíveis, decidido pelo ministro da Economia, ficou a dever-se à subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
Em Outubro, o preço do gasóleo (tanto rodoviário como agrícola) tinha já sofrido um aumento de dois cêntimos por litro, enquanto o preço da gasolina ficou inalterado.

Lusa

(1 Nov / 9:44)

Deixar uma resposta

Primeira página

O JB no Facebook

Unable to display Facebook posts.
Show error

Error: (#10) To use 'Page Public Content Access', your use of this endpoint must be reviewed and approved by Facebook. To submit this 'Page Public Content Access' feature for review please read our documentation on reviewable features: https://developers.facebook.com/docs/apps/review.
Type: OAuthException
Code: 10
Please refer to our Error Message Reference.

Siga-nos

Share This