A nova Escola Básica e Secundária de Anadia está orçada em 16,3 milhões de euros, terá 76 salas de aulas, capacidade para 1500 alunos e ocupará uma área coberta de 14 mil metros quadrados.
O seu prazo de execução é de 18 meses e a obra começará até Março.
A apresentação oficial da nova Escola Básica e Secundária de Anadia (do 5.º ao 12.ºanos) juntou no cine-teatro da cidade, responsáveis da Parque Escolar, Direcção Regional de Educação do Centro, vereação camarária, deputados, autarcas, professores e pais.
Luís Martins, da Parque Escolar, sublinha que será uma obra para 30/40 anos, sendo esta a segunda escola, a nível nacional, a ser construída de raíz, já que o normal é reabilitar escolas já existentes.
Esta terá três pisos; zero (piso de entrada, onde funciona o corpo administrativo, refeitório, bar, biblioteca, corpo social, direcção, arquivo morto, e sala polivalente); piso 1 (vocacionado para o ensino básico e ensino especial. Ali se encontram também salas de aulas, oficinas, artes, salas de professores) e o piso 2 (onde vão funcionar laboratórios, salas de aulas, salas de aulas especiais, cozinha pedagógica, salas de TIC e salas de professores). Terá elevadores, aquecimento, espaços informais, espaços para professores, vários laboratórios e salas de TIC, zonas de bibliotecas e desportivas amplas e abertas à comunidade. Será também uma escola amiga do ambiente, já que foi estudada a sua eficiência energética. Haverá um aproveitamento da exposição solar, pelo que terá painéis para aquecimento de águas sanitárias, ventilação e aquecimento.
Quanto ao exterior está previsto um tratamento paisagístico adequado, zonas de estacionamento, de estar e de lazer. Isto porque, como referiu Luís Martins, “a Parque Escolar preocupa-se em fazer escolas bonitas por dentro mas também por fora”.
Certo é que, depois da obra concluída e entrar em funcionamento, a Parque Escolar irá promover formações e dinamizar políticas que não permitam que esta escola caia na situação de degradação em que se encontra a actual. “Esta é uma escola para ser cuidada ao longo dos anos”, disse.
E, referindo-se ao momento, Luís Santos, director do Agrupamento de Escolas de Anadia não deixou de destacar que esta apresentação “representa a caminhada de muitos anos, ao encontro daquilo que sempre ambicionámos, não por vaidade, mas por ser uma necessidade”.
Uma obra que virá “associa à excelência dos resultados académicos já conseguidos, uma escola de excelência”, diria.
A propósito da obra, também o autarca Litério Marques diria que “em Anadia assiste-se não a um sonho, mas a uma realidade que se desejava há anos”, fruto de muitas reuniões, trabalho e reivindicações junto da tutela. Uma obra que vai ser implantada junto ao complexo desportivo de Anadia.
Orçada em mais de 16 milhões de euros, prova que “o Estado tem feito um esforço extraordinário em matéria de melhores instalações escolares”, diria o edil anadiense, considerando o projecto agora apresentado “a melhor escola da zona centro do país”, não só pela sua arquitectura e grandeza, mas também pela sua localização, qualidade e ao facto de ser feita de raiz.
Litério Marques concluiria que com este equipamento se faz justiça, já que os dois estabelecimentos (EB 2/3 de Anadia e Escola Secundária de Anadia) se encontram em avançado estado de degradação.
O autarca fez ainda referência ao facto da autarquia estar a gastar “cerca de 30 milhões de euros em escolas”, referindo-se em concreto ao Centro Escolar de Anadia (prestes a ser inaugurado), aos Centros de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho e Paredes do Bairro, que também serão uma realidade em breve.
Investimentos que vão ao encontro do slogan da Câmara: “Mais educação, melhor concelho” que obrigatoriamente passa também pelo ensino do 2.º e 3.º ciclos e secundário.
E o ensino privado. Numa altura em que o ensino privado está “em guerra” com o Ministério da Educação por causa do corte no financiamento das escolas com contrato de associação, Litério Marques deixou bem claro que a autarquia mantém uma relação de proximidade com o ensino privado. Aproveitando a ocasião, avançou mesmo que a Câmara sempre demonstrou disponibilidade para apoiar o ensino privado existente no concelho, postura que irá manter. “Tratamos ambos (privado e público) da mesma forma. O que vai ser construído em Anadia não é uma equipamento para criar guerra ou conflito entre público e privado”.
Quanto à negociação dos terrenos onde vai ser feita a nova escola, deu a conhecer que existe uma parceria: “A Câmara dá os terrenos para a nova escola e recebe, em troca, os outros terrenos onde estão implantadas as velhas escolas. A Câmara não ganha nem perde, mas quem ganha é o município”, adiantou, dizendo não ter pressa em dar destino a esses terrenos. “Depois de feita a permuta, faremos projectos que venham valorizar a cidade de Anadia”, arrematou.

Catarina Cerca