Oportunamente celebrado, o acordo de cooperação entre a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia e a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), vai possibilitar a criação de “melhores condições” aos utentes da modelar Unidade de Medicina Física e de Reabilitação.
A referida convenção, homologada por despacho datado de 8 de Fevereiro, do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, o vaguense Óscar Gaspar, entrou em vigor no passado dia 1 de Junho. Vai permitir aos “clientes” daquela IPSS, beneficiários do Serviço Nacional de Saúde (SNS), pagar, a partir de agora, “apenas” a taxa moderadora dos serviços prestados, quando anteriormente estavam sujeitos a reembolso.
Trata-se de um “relevante e útil marco na história da nossa instituição”, considera a Mesa Administrativa, sublinhando ser este “mais um importante instrumento”, que a Santa Casa coloca à disposição da comunidade vaguense.
“Nos tempos difíceis, que se vivem e afectam, particularmente, os mais carenciados, qualquer situação que beneficie os cidadãos, será, por certo, bem-vinda”, especifica o Provedor, Paulo Gravato, para quem a melhoria da qualidade de vida dos utentes é “um dos objectivos que a instituição tem sempre presente”.
A funcionar desde Julho de 2003, em instalações concebidas para o exercício da actividade, o Centro dispõe hoje de uma equipa de profissionais qualificados, liderada por Paula Padrão, médica fisiatra e directora clínica.
Com vista ao estabelecimento de uma convenção, que permitisse a prestação de serviços daquela valência, a Mesa Administrativa fez várias diligências nesse sentido, ao longo dos anos. Contudo, apenas terá conseguido firmar um “acordo informal”, de reembolsos directos, com a extinta Sub-Região de Saúde de Aveiro. Funcionou apenas até 2007, numa altura em que a média de tratamentos se cifrava em 60 utentes/mês. A questão só ficaria revolvida quando, em 2010, foi assinado um novo protocolo entre o Ministério da Saúde e a União das Misericórdias Portuguesas, o qual terá “aberto caminho” à celebração do acordo de cooperação com a Misericórdia de Vagos.

Hospital. Submetida ao Programa Modelar, a candidatura para a construção da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) da Misericórdia de Vagos já foi aprovada. Arranca em 2011, terá 38 camas, um custo superior a 1,3 milhões de euros, e será financiado em 750 mil euros pelo referido programa.
Tanto quanto apurámos, ficou decidido que aquela unidade fosse instalada no antigo Lar de Idosos e na mais recente estrutura que integra, no rés-do-chão, outras valências. Os idosos seriam transferidos para o novo bloco, a construir no espaço outrora ocupado pela creche, tendo tal pretensão sido objecto de pedido de financiamento, através da medida 6.12 do POPH do QREN.
O indeferimento da candidatura obrigou à relocalização do Lar de Idosos, depois da Mesa Administrativa ter “negociado” com a ARSC.

Eduardo Jaques
Colaborador