Com um orçamento que não ultrapassa os 90.600 euros, António Guilherme Andrade, presidente da Junta de Freguesia da Moita admite que terá pela frente um ano “muito difícil” e limitado em termos de obras. Por isso, fala apenas em pequenas obras e melhoramentos possíveis de serem efetuados pela Junta de Freguesia naquela que é a segunda maior freguesia do concelho de Anadia em área e a terceira maior quanto ao número de eleitores.
Com uma redução no orçamento que atinge os oito mil euros, António Guilherme Andrade lamenta pouco poder fazer, até porque “é preciso ter em conta que a freguesia não possui uma única fonte de receitas”. À exceção do cemitério – que acaba por dar mais despesa do que lucro – o executivo da Junta de Freguesia da Moita faz “das tripas coração” para resolver as necessidades e carências que vão surgindo nos 14 lugares que compõe a freguesia.
Para o corrente ano, António Guilherme Andrade conta continuar a ajudar na manutenção dos estabelecimentos de ensino da Moita e de Ferreiros, nas pequenas obras e beneficiações que vai sendo necessário fazer ao longo do ano.

Água potável no Amieiro. Ao JB o autarca fala ainda do trabalho que vem sendo feito, desde final de 2011, na recuperação de todos os lavadouros e fontanários da freguesia. “Estamos a recuperar as fontes e lavadouros – que são perto de uma dezena – nos vários lugares da freguesia, uma forma de dar alguma beleza e dignidade a estes espaços que fazem parte do património das várias localidades”, destacou, dando conta de uma obra de vulto em curso no Amieiro, mas só possível graças ao envolvimento da Câmara Municipal de Anadia.
O autarca da Moita refere-se à abertura de um furo para captação de água potável para abastecimento deste lugar serrano. “A população era abastecida por uma nascente e no verão havia sempre problemas com a falta de água. O furo com 120 metros é de uma importância extrema, pois no próximo verão já não haverá falta de água no lugar”, avançou.
Para que este melhoramento seja concluído, falta apenas a colocação de uma baixada pela EDP: “o furo vai abastecer 25 famílias e só falta fazer as ligações às casas, uma vez que a tubagem está toda metida”, destacou, dando conta de que, em matéria de água, segue-se como prioritário o caso de Fontemanha, já que o furo ali existente é insuficiente e no verão a água falha nas torneiras das habitações.
Nos últimos meses, a autarquia esteve empenhada na substituição e colocação de nova sinalização e toponímica nos pontos da freguesia com maior carência, num investimento que rondou os três mil euros.
Para breve está também o início da construção de muros de suporte de terras junto a estradas de maior movimento, sobretudo na zona de Carvalhais e Vale de Boi.

Melhoramentos. Embora reconheça que as pequenas obras passam despercebidas às populações, António Guilherme Andrade destaca que estas são igualmente importantes. Daí falar dos custos que a autarquia tem com o cimentar de valetas, com a beneficiação de caminhos rurais e de vários caminhos florestais, estes últimos recuperados em parceria com a Câmara Municipal de Anadia. “São caminhos florestais que estão muito mal e por causa do perigo dos incêndios florestais, têm que estar transitáveis”, referiu.
Já ao nível do recreio e lazer, o autarca destaca a construção de um polidesportivo descoberto, junto às instalações do Moitense, num investimento que rondou os sete mil euros. “Vai abrir brevemente (faltam apenas os arranjos exteriores) para a prática de várias modalidades, como basquetebol, futsal, volei e ténis”. Todos os interessados em usufruir deste espaço devem solicitar a chave do polidesportivo na Junta de Freguesia ou junto de José Costa, do Moitense.
Ao JB refere também que o outro polidesportivo da freguesia, localizado na Póvoa do Pereiro, está desativado por ter sido vandalizado. Por isso, diz que a autarquia já retirou as tabelas e balizas que estão a ser recuperadas e que situação semelhante vai acontecer à rede de vedação do recinto, para que depois possa ser novamente colocado à disposição da população.
António Guilherme fala ainda da necessidade de alargar a estrada que liga Carvalhais a Ferreiros e de melhorar parte da iluminação pública da freguesia. “Já se fez o levantamento do que é necessário e foi tudo pedido. Estamos à espera”, diz, dando conta da necessidade de também encontrar um outro espaço para colocar um segundo ecoponto na Moita, já que o existente é insuficiente para as necessidades do lugar.
Em matéria de saneamento básico, reconhece que a maior parte está feita e que os lugares de Vale de Boi, Vale de Avim e parte de Ferreiros estão por fazer, o mesmo acontecendo com os mais difíceis lugares serranos (Vale da Mó, Junqueira, Fontemanha, Saide, Saidinho e Escoural).

Catarina Cerca
catarina@jb.pt