Imagine as 14 Rotas de Vinho de Portugal a trabalhar em rede, apresentando-se como um único produto turístico nacional. Esta poderá vir a ser uma realidade muito em breve.
Sob a alçada da Associação de Municípios Portugueses do Vinho, teve lugar no passado dia 23 de março, na sede da Associação Rota da Bairrada, na Curia, o segundo encontro de trabalho com os representantes das Rotas do Vinho do país.
A reunião, segundo José Arruda, presidente da Associação de Municípios Portugueses do Vinhos, visa “começar a definir a estratégia para a promoção das Rotas do Vinho portuguesas como um produto único”.
No país, existem 14 Rotas (mas quatro não estão a funcionar) pelo que a primeira tarefa passa por colocá-las todas a funcionar, em rede, até porque “existem Rotas em estádios diferentes de desenvolvimento e com modelos de funcionamento também diferentes”.
“É preciso colocá-las em patamares semelhantes e depois promovê-las como um produto turístico nacional”, acrescentou.
José Arruda avançou ainda à comunicação social, antes da reunião de trabalho que o trouxe a Anadia, que os primeiros passos deste projeto começaram a ser desenhados em 2008. “Temos realizado reuniões de trabalho com todas as Rotas do país”, disse, revelando que este encontro, na Curia, “serve para começar a delinear estratégias com vista à promoção das Rotas do Vinho como um produto turístico nacional”.
O grande objetivo é potenciar o enoturismo. “Há 14 anos, quando foram criadas, as Rotas de Vinho integravam apenas produtores de vinho. Hoje, o conceito é mais abrangente e integra municípios, hotéis, restauração, museus, casas rurais, sendo o vinho o elemento base que os une. O conceito de Rotas de Vinho ultrapassa, hoje, o vinho”, destacou aquele responsável.
Aos jornalistas sublinhou ainda que, “ao se promoverem Rotas de Vinho, promove-se o território nacional como um todo”, potenciando as sinergias turísticas de vinho geradoras de riquezas, convidando os turistas a “consumir” o território e dinamizando a economia (vendas de vinho, restauração, produtos regionais, alojamento). Por outro lado, esta rede permitirá aumentar a taxa de empregabilidade, atraindo investimentos para os territórios, promovendo novas oportunidades de negócio assim como a inversão da sazonalidade do turismo.
“Estamos num país em que um turista, em poucas horas, pode deslocar-se do Algarve, ao centro de Portugal ou ao Douro, ou ainda até ao Minho. Queremos potenciar essas visitas e levá-los a percorrer o país”, destacou José Arruda, concluindo que esta parceria pode também funcionar a nível externo: “poderemos promover as Rotas no exterior, apresentando-as, a elas, e aos seus territórios, promovendo todas as regiões de Portugal”.

Catarina Cerca
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