A requalificação da Residência Paroquial de Sangalhos poderá estar concluída no final do ano. A sua inauguração deverá ter lugar no dia 22 de janeiro de 2013, dia do padroeiro S. Vicente.
Este é o desejo não só do pároco Manuel Melo, mas também do Bispo de Aveiro, D. António Francisco que, na última semana, esteve em Sangalhos, na celebração das Bodas de Prata sacerdotais daquele pároco.
A casa destina-se a ser a residência oficial do padre Manuel Melo que, provisoriamente está a habitar com os pais, no lugar de S. Pedro, em Avelãs de Cima.

Casa com história. As obras na Residência Paroquial de Sangalhos começaram há cerca de um mês e podem estar concluídas até ao dia 22 de janeiro, dia de S. Vicente, padroeiro da paróquia e dia previsto para a sua inauguração. Com cerca de meio século de vida, encontra-se desocupada desde que o padre Miguel, seu último morador, se retirou, em 2008.
De lá para cá têm sido anos de abandono, deterioração, até porque, ao longo da sua existência, poucas ou nenhumas obras de beneficiação sofreu.
A JB Manuel Rodrigues, tesoureiro da Comissão da Fábrica da Igreja, revela que serão necessários cerca de 50 mil euros para recuperar e mobilar o imóvel, que se encontra já em avançado estado de restauro. “Estava muito degradada, embora se note que é uma casa de muito boa construção para a época, com caixa-de-ar. Todavia, houve necessidade de substituir todo o telhado e caleiras, picar paredes, substituir instalação elétrica, água e gás, bem como todas as canalizações. Depois também as janelas e portas exteriores foram substituídas por alumínio e estores metálicos porque se encontravam muito empenadas”, revela.
É certo que numa casa fechada e sem vida, há tanto ano, é fácil de imaginar os vários pontos onde é necessário intervir.
Assim, sabemos que ao nível do rés-do-chão vai existir uma cozinha, sala comum, sala de estar com lareira/recuperador de calor, gabinete/escritório e um sanitário; no primeiro andar existirão dois quartos, um wc completo, uma suite e um arquivo.
No exterior as alterações são mínimas e implicam só uma ligeira mexida nos muros, recuperação da garagem e a construção de um pequeno alpendre/telheiro (já concluído).
Depois, será necessário adquirir todo o mobiliário e recheio que a tornem minimamente habitável.

Apelo à generosidade. Face ao custo da obra e à necessidade de equipar e mobilar toda a residência, o padre Manuel Melo colocou a circular pela paróquia um apelo/carta, dando conta da necessidade de fazer aquela obra, pedindo a colaboração de todos.
Ciente dos tempos difíceis que o país e a região atravessam, e de que muitas famílias pouco podem ajudar, os cerca de 1500 envelopes onde cada família poderá colocar o seu donativo, são totalmente anónimos. Contudo, JB sabe que mesmo antes destes envelopes serem distribuídos (podem ser pedidos na Igreja), alguns paroquianos já se anteciparam para ajudar na obra que todos reconhecem urgente e necessária.
“Repare que no interior, portas, o chão em taco, os rodapés, é tudo recuperável. É madeira muito boa. Só precisa de ser recuperada e envernizada. Depois vem a questão das pinturas do interior e exterior”, acrescentou Manuel Rodrigues, não esquecendo o generoso donativo da Recer (todos os mosaicos e azulejos) e o apoio da Sanindusa, na aquisição das louças sanitárias.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt