“Cerca de 45 por cento das crianças que frequentam o 1.º CEB, nas escolas públicas do concelho, já estão inseridas no escalão A e B [da Ação Social Escolar]”. Estes números foram dados a conhecer durante o Plenário do CLASA (Conselho Local de Ação Social de Anadia) da Rede Social de Anadia, que teve lugar no passado dia 14 de março, no auditório do Museu do Vinho Bairrada.
Ângelo Santos, responsável pelo departamento da Educação na Câmara Municipal de Anadia, dava a conhecer algum do trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal, ao nível da Ação Social Escolar.
Ao auditório falou da Componente de Apoio à Família (CAF), valência de prolongamento de horário e serviços de refeições, ao nível do Pré-escolar. Uma área que custa à Câmara Municipal cerca de 40 mil euros.
Já ao nível do 1.º ciclo, o Programa de Generalização das Refeições no 1.º CEB que corresponde ao serviço de almoço prestado a todos os alunos do 1.º CEB que frequentam a rede pública de escolas, custa à autarquia cerca de 135 mil euros.
Nesta área, Ângelo Santos destacou o facto de ser cada vez maior o número de alunos comparticipados (escalões A e B) correspondendo, neste momento, a 45% do atual universo de crianças a frequentar a rede pública de escolas do 1.ºCEB do município, verificando-se um ligeiro aumento relativamente ao ano anterior.
Ainda ao nível do 1.º CEB, cabe à Câmara Municipal apoiar na aquisição de material socioeducativo. Esta área refere-se a uma comparticipação atribuída aos alunos para a aquisição de livros escolares. Por ano, a Câmara gasta cerca de 12 mil euros neste apoio, enquanto que ao nível dos Transportes Escolares, correspondente ao serviço de transporte dirigido aos alunos provenientes das escolas encerradas no âmbito do programa de requalificação da rede escolar no 1.º CEB, a Câmara gasta, anualmente, 25 mil euros.

Pedidos de apoio aumentam. Aproveitando a ocasião, Teresa Belém Cardoso, vice-presidente da autarquia anadiense referiu que a Câmara vai-se apercebendo das necessidades, cada vez maiores, de muitas famílias. “São já muitas as pessoas que nos pedem isenção ou a facilitação do pagamento em prestações dos valores da água e do saneamento”, assim como também ao nível da habitação, reconhece serem cada vez mais o número de famílias em dificuldades: “recorrem ao Fundo Social e a outros apoios”, sendo certo que “o número de pedidos de ajuda não para de aumentar”.
Embora tenha sublinhado que a autarquia tem alguma dificuldade em fazer a gestão dos processos, admite que se existisse uma maior e efetiva parceria, nomeadamente com a Segurança Social, seria mais fácil dar resposta às solicitações. “São processos que não são tão céleres quanto gostaríamos, mas vamos apoiando conforme as nossas possibilidades”, acrescentou.
Reconhecendo ainda as limitações com que a Segurança Social também se debate dos dias de hoje, Teresa de Belém Cardoso destacou a importância das próprias instituições concelhias saberem as medidas que existem, para que todos, de forma articulada, possam responder com mais eficácia às famílias com mais necessidades.

Catarina Cerca
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