A Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Município de Cantanhede aprovou o Plano Operacional Municipal (POM) para 2013, no decurso de uma reunião realizada em 14 de fevereiro, nos Paços do Concelho. Participaram na discussão do documento os representantes das entidades que integram a referida comissão, entre os quais Hugo Oliveira, Comandante Operacional Municipal, Emanuel Casas de Melo, adjunto do presidente da Câmara, Jorge Jesus, comandante dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede (BVC), Tenente Cláudio Lopes, da Guarda Nacional Republicana (GNR), Inês Lopes, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), António Oliveira da Organização Florestal Atlantis (OFA), Adérito Ferreira Machado, presidente da Junta de Freguesia de Cordinhã, em representação da Assembleia Municipal, Sara Dias, técnica responsável do Gabinete Técnico Florestal do Município de Cantanhede.

De acordo com a legislação em vigor, as ações de vigilância, deteção, fiscalização, primeira intervenção e combate no considerado período crítico são concretizadas nos termos do Plano Operacional Municipal, cuja revisão anual particulariza a execução dessas ações e os procedimentos operacionais que cada entidade da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios deve adotar, individualmente e em conjunto, durante a época de incêndios florestais.

Na presentação do plano foi evidenciado o elevado grau de envolvimento dos agentes municipais no processo de atualização da informação relevante no âmbito da defesa da floresta contra incêndios, incluindo a cartografia de apoio à decisão dos comandantes de operações de socorro e sua utilização em situação de combate, nomeadamente a rede viária florestal, a situação das faixas de gestão de combustível já executadas e a distribuição dos pontos de água e de maquinaria de apoio.
No documento são diferenciadas quatro tipologias de operações, a começar pela vigilância, que envolve os Bombeiros Voluntários de Cantanhede, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, a Guarda Nacional Republicana, através da sua equipa da proteção da natureza e do ambiente, das brigadas de proteção florestal e dos sapadores florestais da Junta de Freguesia da Tocha. Estes participam ainda nas ações de primeira intervenção, juntamente com os voluntários da Freguesia da Cordinhã e os Bombeiros Voluntários, sendo da total responsabilidade destes últimos o combate aos incêndios, seguindo-se depois o rescaldo e a vigilância pós-incêndio.

Durante a reunião, foi sublinhada a importância de uma boa coordenação articulação entre entidades envolvidas neste processo destinado a acautelar a defesa da floresta contra incêndios e a segurança de pessoas e bens, o que justifica a preocupação que temos tido todos os anos de procedermos à atualização dos documentos de planeamento que regulam a atuação das entidades com funções específicas no quadro da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

Durante a reunião, foi unânime a opinião de que o POM é determinante para o êxito das operações, uma vez que dá orientações precisas sobre o modo de atuar em diferentes situações, facilitando a articulação dos meios e das entidades envolvidas na defesa da floresta contra incêndios, no sentido de prevenir eventuais incêndios florestais e, no caso de alguma ocorrência deste tipo, dar resposta rápida e adequada que minimize as perturbações socioeconómicas e ambientais que daí podem resultar. Todos os intervenientes consideraram ainda que é crucial aplicar estrategicamente sistemas de gestão de combustíveis, executando ações de limpeza de vegetação e silvicultura preventiva, por forma a aumentar o nível de segurança de pessoas e bens e tornar os espaços florestais mais resilientes à ação do fogo.

Por último, depois de ter sido destacada a participação ativa de todas as entidades da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios e o profícuo trabalho de parceria que tem sido realizado nesse âmbito, foi enaltecido o elevado sentido de missão que os Bombeiros Voluntários de Cantanhede têm demonstrado no combate aos incêndios florestais e o modo exemplar como atua em todas as ações no seu campo de intervenção.