A GNR identificou e constituiu arguido, no último domingo, um comerciante, residente em Oiã, por suspeitas de envolvimento num furto de gado bovino. O homem, segundo fonte policial, já estava referenciado há algumas semanas por este tipo de crimes.
De acordo com fonte policial, o indivíduo de 51 anos guardava, no estábulo da sua residência, uma vaca da raça autóctone Marinhoa que tinha, alegadamente, furtado, no dia anterior, nos campos em Salreu, Estarreja. Um outro animal, no momento do furto, fugiu e foi encontrado nas imediações da A29.
Segundo a GNR, além da restituição do animal ao seu legítimo proprietário, a GNR apreendeu 645 brincos (para colocar nos animais), alicates, um atordoador elétrico, cordas, uma carrinha, além de outra documentação que, agora, a GNR vai procurar esclarecer se está relacionada com outros furtos de cabeças de gado.

70 ovelhas. Entretanto, um produtor de animais de Avelãs de Caminho ficou, na semana passada, sem 90 animais, mormente 70 ovelhas e 20 borregos. O prejuízo ascende a mais de 12500 euros.
O número de furtos de animais na região de Aveiro tem aumentado de tal forma, que a GNR tem no terreno várias equipas preparadas para investigar e atuar em caso do furto de animais.
Manuel Cardoso que ficou sem as 90 cabeças de gado, explicou que deu pela falta dos animais ao chegar à exploração. “Quando cheguei ao local, deparei-me com as grades fora do sítio e as redes cortadas, pelo que temi que o pior acontecesse, mas nunca pensei que me levassem tantas cabeças de gado”.
Recorde-se que há cerca de um mês, um outro furto de gado aconteceu em Boialvo, de onde desapareceram 30 cabeças de gado.

Apelo. A Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro (ALDA) pediu, recentemente, ajuda ao governo para reforçar as medidas de segurança e dar mais apoios aos agricultores que são vítimas deste tipo de crimes. É que nos últimos três meses, só na região do Baixo Vouga, já foram furtadas cerca de 130 cabeças de gado, das quais 30 são de gado bovino.