O Edifício de Proximidade e as zonas industriais foram alguns dos temas que os vereadores do PSD, pela voz de José Manuel Ribeiro, levaram à última reunião de executivo, realizada a 28 de maio.
No final da reunião, o vereador social-democrata começou por querer saber as razões para que o Edifício de Proximidade, no âmbito da regeneração, permaneça vazio há mais de 20 meses, apelidando-o mesmo de “elefante cinzento”.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso explicou que as obras executadas tiveram retorno do investimento realizado pela autarquia, já que foram comparticipadas, explicando ainda que o edifício, sendo património da Câmara Municipal, está disponível para receber serviços de apoio direto ao cidadão, mas não de uma forma gratuita.
Teresa Cardoso avançou que já houve entidades interessadas em ocupar aquele espaço, mas que a autarquia não está disposta a disponibilizá-lo gratuitamente para albergar serviços públicos, da administração central. De resto, é do conhecimento público, que alguns desses serviços pagam rendas elevadíssimas noutros espaços privados existentes na cidade. No entanto, disse que o “edifício está aberto a outras hipóteses. A nossa intenção é ter serviços públicos com dignidade e toda a qualidade”.

Zonas Industriais. José M. Ribeiro não deixou também de criticar o facto da Zona Industrial de Vilarinho do Bairro, adjudicada por 800 mil euros, em 2011, estar abandonada, o que evidencia, a seu ver, “a falta de um plano de desenvolvimento económico para o concelho”, para já não falar das zonas industriais de Amoreira da Gândara e do Paraimo, ambas subaproveitadas.
Quanto à ZI de Vilarinho do Bairro, a autarca Teresa Cardoso explicou que aquela fora alvo de uma candidatura e respetiva comparticipação (85%), logo a Câmara Municipal teve retorno financeiro do investimento que realizou. Reconhecendo que as empresas não se têm ali implantado, defende que a conjuntura atual não tem permitido grandes investimentos. “Não está esquecida qualquer intervenção da nossa parte para a venda daqueles lotes”, explicando ainda que aquela ZI surgiu numa altura em que existia um conjunto de pequenas empresas a laborar em espaços que não eram os mais adequados e dispersos, mas que neste meio tempo, umas fecharam, outras mal sobrevivem, logo é difícil um efetivo investimento, no local, por parte dos empresários.
Catarina Cerca