O Benfica conquistou a sua quinta Supertaça ao derrotar o Rio Ave nas grandes penalidades (3-2), depois de um nulo nos 120 minutos de jogo. O Estádio Municipal de Aveiro engalanou-se (29.895 espectadores, a maioria afeto ao Benfica) para receber a 36.ª edição do troféu que homenageia Cândido de Oliveira.
Na primeira parte, o Benfica dispôs de várias ocasiões para abrir o marcador, mas o desperdício foi grande. Que o diga, Talisca, por três vezes, Luisão, Maxi Pereira, Salvio e Lima, perante um Rio Ave que se fechou bem no seu seu meio campo e raramente procurou o contragolpe. Pelo que fez na etapa inicial, o Benfica merecia, de longe, ir para o intervalo em vantagem.
No segundo tempo, o Benfica, apesar de não ter tido a mesma dinâmica da primeira parte, continuou à procura do golo, esteve quase sempre por cima do jogo, mas o Rio Ave foi sempre uma equipa solidária. Nos últimos 20 minutos da etapa complementar, o jogo perdeu intensidade e adivinhava-se, como veio a acontecer, que o encontro iria para prolongamento. Ao longo da partida, só uma equipa quis ganhar o jogo, mas a verdade, é que, nos 30 minutos suplementares, os vilacondenses, com os espaços que lhe foram concedidos, ameaçou a baliza de Artur, mas o nulo acabou por persistir até ao apito final do árbitro Duarte Gomes. Na lotaria das grandes penalidades, Artur, que durante o jogo proporcionou alguns calafrios às hostes encarnadas, acabou por ser o herói da final, ao defender três penalties.

Manuel Zappa