A azáfama já é grande por toda a região da Bairrada. Produtores, caves e adegas cooperativas começaram, há algumas semanas, a vindima de 2014, que só deverá ficar concluída pelo mês de outubro dentro. Embora se perspetive um ano de boa qualidade, a quantidade sofrerá novamente um decréscimo, à semelhança do que acontecera em 2013. Todavia, as condições climatéricas que se fizerem sentir nas próximas semanas serão determinantes para os vinhos tintos, sobretudo para a casta emblemática da região – a Baga.

Na região da Bairrada a vindima já começou mas ainda está longe do fim, uma vez que a maturação de algumas castas tintas está atrasada.
Vindima-se em força e por todo o lado, tratores fazem um corropio habitual das vinhas para as adegas.
O S. Pedro não tem sido generoso e, ao contrário do ano passado, a colheita de 2014 fica marcada por ataques de oídio e míldio nas vinhas – que obrigaram a um maior número de tratamentos fitossanitários – por um verão atípico, à mistura com chuvadas pontuais e até granizo, a contrastarem com vários dias de sol forte.
Assim, a colheita deste ano deverá ser menor em termos de quantidade, ainda que, em matéria de qualidade, essa possa suplantar a colheita de 2013.
Embora a diminuição na produção possa rondar os 20 a 25% em termos globais, a qualidade poderá ser elevada, o que é ainda uma incógnita, sobretudo para as castas tintas. Já em matéria de brancos e rosados, a colheita não poderia ser melhor, prevendo-se vinhos de excelente qualidade.
Ainda que a vindima se vá prolongar até meados de outubro, altura em que a casta Baga – a mais emblemática da região – irá para o lagar, os produtores da região são unânimes em considerar que as condições e alterações climatéricas que se fizerem sentir nestas próximas três semanas serão responsáveis e determinantes para a qualidade da colheita.
Ninguém arrisca e todos falam em fazer “prognósticos, só no final do jogo!”.
De acordo com Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, perspetiva-se que este ano a produção possa sofrer uma diminuição de cerca de 20 a 25%.
Ainda assim, com os vinhos brancos e rosados, já em grande parte vindimados, adivinha-se um ano de “excelente qualidade”.
Já em relação aos vinhos tintos, Pedro Soares prefere mais cautela, pois a qualidade da safra dependerá sempre das condições climatéricas que se vierem a fazer sentir, uma vez que a maturação está ligeiramente atrasada.
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