Falando no decorrer do almoço-convívio, comemorativo das “bodas de prata” do Lions de Vagos, que reuniu no polo de restauração da EPADR – Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, na Gafanha da Boa Hora, representantes de cerca de uma dezena de clubes, a governadora do Distrito 115 C/N alertou para o facto, de “existirem hoje” membros do movimento a passar por alegadas dificuldades.
Anabela Caldevilla, que destacou o desempenho e “paixão” do clube vaguense ao longo dos seus 25 anos de existência, advertiu os presentes para a necessidade das iniciativas, passarem a ser direcionadas para “coisas mais atuais”.
“Hoje a crise é de valores, mas, também, financeira”, reconheceu, deixando claro que, sem descurar as ações de rastreio, os clubes devem passar a sinalizar e ajudar mais as famílias.
Na sua intervenção, a coordenadora distrital lamentou, por outro lado, a falta de adesão dos mais jovens, tendo reconhecido que os clubes leo “dão mais ânimo” ao movimento. “Até porque, trazem ideias diferentes”, acrescentou.
No decorrer da cerimónia, usaram, também, da palavra o presidente da câmara, Silvério Regalado, e o padrinho físico do clube aniversariante, CL Jaime Borges, que destacaram a “envolvência da comunidade vaguense”, no arranque do processo da fundação.
Foram, ainda, entregues emblemas de 25 anos aos sócios fundadores do clube. Para além de João Pedro Mateus, atual presidente, foram distinguidos António Paulo Gravato, Arlindo Félix Almeida, Arsénio Nogueira, Clara Nunes, Elisabete Almeida, Iolanda Paiva, João Paiva, José Manuel Martins, e Manuel Manangão.
Na oportunidade, foram, igualmente, entregues os prémios escolares “João Grave”. Instituídos pelo Lions em 2004, destinam-se a premiar os alunos do 12.º ano, que no ano letivo passado mais se destacaram no estudo da língua portuguesa.
Este ano os galardões foram entregues a Leonardo Moço, do Agrupamento de Escolas de Vagos, e Leonor Roseta, do Colégio de Calvão. Quanto aos jogos de matemática, que se realizaram pela primeira vez, os vencedores foram Tomás Pereira, Sofia Dionísio e Gonçalo Cordeiro.

Marco e balanço

Ponto alto da efeméride foi a inauguração do “marco lionístico”, na presença do presidente da câmara de Vagos, Silvério Regalado. Localizado no centro da vila, frente ao quartel-sede dos bombeiros, foi construído com o apoio da autarquia, e fica como “marca na geografia da nossa terra”, conforme acentuou o presidente do clube, Pedro Mateus.
Na oportunidade, aquele dirigente fez o balanço da intervenção do clube, nos últimos 25 anos, junto da comunidade local, nos mais diversos domínios, cultural (conferências, exposições e concertos), saúde humana (peditórios para a Liga, rastreios e recolha de sangue e medula óssea), e ambiente.
Pelo seu simbolismo, destacaria, a propósito, a concentração nacional, que reuniu em Vagos milhares de crianças das escolas. A ação, em parceria com os bombeiros voluntários locais, no âmbito do tema “Eu sou vigilante da floresta”, realizou-se quando Maria Eugénia Mateus, falecida há precisamente um ano, detinha a presidência do clube.
Integrada nos 25 anos do Lions de Vagos, decorreu, ainda, no Centro de Medicina Física e Reabilitação, da Santa Casa da Misericórdia local, uma recolha de sangue e medula óssea. Com boa adesão popular, a iniciativa visava “ajudar” uma criança de 27 meses, natural de Mira, que continua em tratamento no Pediátrico de Coimbra.
Eduardo Jaques/Colaborador