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O atual presidente da Câmara da Mealhada, o socialista Rui Marqueiro, mostrou-se disponível para se candidatar a um novo mandato, nas autárquicas do próximo ano. O autarca, entrevistado no programa Supermanhã, da RCP FM, colocou um ponto final nas incertezas sobre o assunto, confessando: “Se me sentir bem e tiver saúde e entender que a minha presença é necessária, continuarei”.
Depois dos anteriores mandatos como presidente de Câmara e da Assembleia Municipal, reconhecendo que estas atividades mudaram o seu percurso de vida, o autarca socialista diz sentir-se em “dívida” e “naquela fase que acho que devo dar alguma coisa ao município”, ou seja “trabalhar, praticamente não sendo remunerado”, em virtude da sua situação contributiva. “A despesa que o município tem mensalmente comigo ronda apenas os 800 euros”, sustentou.
“O município teve uma influência tão decisiva na minha vida – e que também me deu algumas coisas boas, muito boas – que acho ter esta dívida para com os munícipes”, completou Rui Marqueiro.
O autarca negou a existência de qualquer tabu em relação à possível recandidatura, afirmando mesmo: “Já disse o suficiente para perceberem o que, provavelmente, irá acontecer”.  E concluiu que “se as pessoas estiverem atentas e virem o que o município vai fazer neste último ano percebem o que se vai acontecer a seguir”.
O JB pediu uma reação à presidente da concelhia da Mealhada do PS, Arminda Martins, indicando que este assunto “ainda não foi despoletado internamente, no partido”, admitindo, enquanto militante e apoiante de Marqueiro, que “é necessária essa continuidade para concluir os projetos que estão em curso” e “dificilmente haverá outro candidato com o currículo e com a experiência de Rui Marqueiro”.
A líder dos militantes socialistas da Mealhada mostrou-se cautelosa, concluindo que “enquanto presidente da concelhia, tenho que aceitar o que os militantes decidirem, até porque podem surgir outros candidatos”.
João Paulo Teles