Faleceu, vítima de doença, o médico aguedense Joaquim Jorge da Silva Pinto. Tinha 76 anos.
Na sequência deste trágico desaparecimento, a Câmara Municipal de Águeda decretou dois dias de luto municipal, (18 e 19 de outubro), com a colocação a meia haste da Bandeira do Município, em todos os edifícios municipais.
Gil Nadais, presidente da Câmara Municipal de Águeda, em comunicado enviado à comunicação social, fiz que foi com “a mais profunda consternação que recebi, a notícia do falecimento do nosso ilustre conterrâneo e cidadão de referência, Joaquim Jorge da Silva Pinto”.
Um aguedense de quem guarda “uma mensagem de dedicação à melhoria da qualidade de vida dos aguedenses, desde a Venda Nova, de onde era natural, até às aldeias mais recônditas do nosso concelho.”
Médico de profissão, Joaquim Jorge Pinto desempenhou um papel importantíssimo na melhoria das condições do Hospital Conde Sucena, bem como na conquista de novas valências.
“Silva Pinto sempre almejou mais para a sua terra e as suas gentes, nunca recuando quando o seu contributo era solicitado, e é aí que o vemos à frente de muitas coletividades de âmbito local e regional, promovendo e garantindo a assistência, a cultura, o desporto, a saúde”, acrescenta o autarca, dando nota ainda de que junto da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda, da qual foi dirigente, teve um papel fundamental na melhoria das condições e na dotação de meios de combate a incêndios.
“Não posso deixar de o recordar à frente do jornal Soberania do Povo, onde a sua verticalidade de caráter foi sempre o garante de pluralidade e igualdade.”
As cerimónias fúnebres realizaram-se quinta-feira, dia 19, às 17h, no salão nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros de Águeda para o cemitério do Adro.

Nota Biográfica

Nasceu em Águeda a 16 de junho de 1941, onde frequentou a instrução primária com as distinções máximas.
Frequentou o Liceu Nacional de Aveiro e licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1968. Em Coimbra, foi dirigente académico em 1964 e 1969.
Após ter sido integrado no Internato Complementar de Obstetrícia na maternidade dos Hospitais Universitários de Coimbra (Clínica Dr. Daniel de Matos), em 1972, acumula no mesmo ano uma consulta de Pediatria na Caixa de Previdência de Águeda. Em 1973, aceita o cargo de responsável pelos serviços de Obstetrícia o Hospital de Águeda.
Foi Presidente da Junta de Freguesia de Águeda entre 1980 e 1983.
Foi Presidente da Assembleia Municipal de Águeda de 1983 a 1985, na sequência das eleições realizadas em 12/12/1982.
Foi Vereador nos mandatos de 1986 a 1989, na sequência das eleições de 15/12/85 e de 1994 a 1998, na sequência das eleições de 12/12/1993.
Foi um dos impulsionadores da geminação de Águeda com a cidade de Rio Grande do Sul, no Brasil, em 1993.
Nas eleições autárquicas de 2005 foi o cidadão mais votado para a Assembleia Municipal de Águeda, tendo cumprido o seu mandato enquanto membro da Assembleia Municipal de Águeda entre 2005 e 2009.
Colaborou na realização da obra Candidatos da Oposição à Assembleia Nacional do Estado Novo (1945-1973): Um Dicionário (2009), de Mário Matos e Lemos, coordenada e prefaciada por Luís Reis Torgal.
Em 2016, foi convidado para a Comissão de Honra do centenário do Orfeão de Águeda.
Em 2016, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda batizou uma nova ambulância de socorro com o seu nome.