O envelhecimento ativo é um dos propósitos da Universidade Sénior da Curia (USC), que está a completar uma década de existência.
Desde a sua criação, em 2007, pretende proporcionar e dinamizar regularmente atividades sociais, culturais, educacionais e de convívio, a todos os seus alunos seniores, com mais de 50 anos.
Alexandre Osório coordena esta universidade e recordando que este é já o seu 11.º ano letivo, destaca que “quando analisamos os resultados numa lógica de atribuições de respostas sociais que a WRC tem nos seus estatutos, podemos expressar que a Universidade Sénior da Curia é um caso de sucesso.”
Um espaço que visa, 365 dias por ano, “valorizar os cidadãos com mais de 50 anos e o seu papel na sociedade, gerando transformações na maneira como se vai envelhecendo.”
Promover os afetos e combater a exclusão social. Localizada num dos edifícios da WRC, na Curia, aqui a planificação curricular é diversificada e assenta em áreas que vão de “Línguas e Culturas”; aos temas da “Sociedade”; passando pela “Saúde e Motricidade”; “Expressões” até aos “Projetos”.
Mas porque as raízes são importantes para todos os alunos, a USC sempre esteve empenhada na divulgação e preservação da História Local e das suas tradições, seja através de participações com peças de Teatro, ou através das  atuações da Tuna e visitas de estudo e exposições.
Contudo, a USC é ainda conhecida por, ao longo desta década de trabalho, fomentar o voluntariado social e a participação cívica nas Campanhas da Green Cork, com a ERSUC, ou do Voluntariado da Leitura e mais recentemente da campanha “Dress a Girl Around the World”.
Mas, tão ou mais importante que tudo isto, sublinha Alexandre Osório, são os “afetos” e o “combate à solidão e exclusão social.”
Por isso, faz uma análise muito positiva do percurso da Universidade Sénior da Curia, que “mantém o mesmo ADN desde 2007.” “Todos os professores, alunos e amigos que têm a oportunidade de deixar um pouco de si na universidade sénior, é o melhor capital para continuarmos a investir no futuro”, destaca.
Alexandre Osório revela ainda que, com exceção do primeiro ano letivo – que não chegou às 90 inscrições – os anos seguintes apresentaram uma evolução até estabilizar em média nos 125 alunos nos últimos alunos. Neste momento já efetuaram a matrícula 112 alunos, estando as mensalidades a oscilar entre os 15 e 35 euros, em função das escolhas feitas pelo aluno.
Comparativamente ao primeiro ano, a oferta curricular tem variado. “O primeiro ano letivo funcionou com uma proposta de 16 unidades curriculares (UC) que foi sempre evoluindo em função de uma estratégia de organização e caraterísticas dos alunos”, explicou, sublinhando que “nos últimos cinco anos a proposta aumentou e hoje são 26 as UC distribuídas por 30 turmas.”
 
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