Um antigo armazém, onde na década de 70 funcionou a Cormil – Comércio e Indústria Alimentar SA, é, desde a semana passada, sede de uma das cinco bases operacionais de logística (as outras plataformas estão sediadas em Monção, Tondela, Vila Nova de Poiares e Gouveia), criadas pelo Governo. Destinam-se à receção e distribuição de alimentos, para apoiar produtores agropecuários afetados pelos incêndios de 15 de outubro.
Localizado junto ao complexo da Santa Casa da Misericórdia, o referido espaço, propriedade da empresa Martinpan, já recebeu cerca de 250 toneladas de ração, 100 das quais disponibilizadas pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, e 150 provenientes do fundo de solidariedade criado pela Cáritas. Também já chegaram fardos de palha, que “tanta falta fazia”, como adiantou o presidente da câmara de Vagos, Silvério Regalado.
Os alimentos começaram a ser distribuídos pelos serviços da região centro, coordenados pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). A operação conta, no terreno, com uma secção de forças especiais da Marinha, envolvendo 17 fuzileiros apoiados por quatro viaturas de transporte de carga. A partir de Vagos vão também acudir a situações “mais graves”, nos concelhos de Arouca, Castelo de Paiva e Vale de Cambra.

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