A celebrar 25 anos, a Ala dos Namorados tem concerto marcado para o Cineteatro de Anadia, no próximo dia 14, no âmbito do ciclo de Concertos de  Primavera. Menos de dois anos depois, Nuno Guerreiro regressa a Anadia e confessa estar ansioso por voltar aos palcos bairradinos e, juntamente, com Manuel Paulo vai brindar a noite com a estreia, ao vivo, do último single “Culpada”. O concerto, intimista e cheio de surpresas, promete ser memorável.
Que concerto é este que a Ala dos Namorados vai trazer a Anadia?
 Vai ser um concerto mais intimista mas com muita qualidade. Vamos viajar pelos nossos 25 anos, vamos fazer um alinhamento que passará por todos os discos já editados e haverá, certamente, muitas surpresas.
 
Por ser intimista vai permitir uma maior aproximação com o público e a partilha da vossa história?
Além da versatilidade, a Ala dos Namorados tem uma coisa que foi construindo ao longo destes anos que é adaptar-se a cada situação. Quando são grandes concertos temos o alinhamento e a banda total e quando são salas mais pequenas adaptamo-nos e fazemos arranjos que permitem essa maior aproximação com o público para que possa participar no concerto, também.   É uma vantagem grande esta versatilidade aliada à nossa sonoridade.
 
O novo single “Culpada”, vai ser tocado, pela primeira vez, num espetáculo ao vivo?
  Em espetáculo ao vivo sim, vai ser uma estreia. O tema será estreado na televisão, hoje, dia 5, na TVI. Este single é uma bonita homenagem à mulher.
 
O tema foi pensado para o Dia da Mulher?
Não. Foi uma casualidade pelo facto desta letra se adaptar perfeitamente à beleza da mulher e à espetacularidade que a mulher tem, na sociedade, nos dias de hoje; a luta que travaram para entrarem numa sociedade que, em muitos aspetos, pertencia aos homens. 
 
Celebramos os 25 anos de Ala dos Namorados. É um percurso bonito?
Claro que sim. A Ala dos Namorados conseguiu este feito. Não é para todos aguentar 25 anos. Nós temos conseguido, apesar de uma pausa de quatro anos  e meio. Foi uma pausa, o que é necessário para nós, para termos outras experiências, profissionais ou até pessoais. 
O retomar foi bom, com muita dignidade e com muita vontade de fazer música, e mais maduros, claro. 
 
Essa ligação ao Manuel Paulo está amadurecida também?
Claro que sim. Apesar de eu continuar a ser – como eles costumavam dizer “um puto” [risos], pois quando comecei profissionalmente tinha 19 anos.
 
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