O ano letivo de 2017/18 está a terminar, mas na Escola Profissional de Anadia o próximo já está devidamente planeado.
A JB Adriano Aires, diretor da VITI – Escola Profissional de Anadia, não esconde o seu contentamento pela forma como decorreu o ano letivo, mas também pelo facto da escola se preparar para alargar a oferta formativa, com mais um curso.
Balanço muito positivo. “O ano letivo decorreu muito bem, porque conseguimos abrir cinco turmas, com uma adesão bastante significativa de alunos de fora do concelho e com procura espontânea, o que nos deixa muito satisfeitos”, diz, mas mais gratificante ainda porque “ficámos em segundo lugar entre as escolas com cursos profissionais (e que são mais de 700, públicas e privadas) com mais elevada taxa de aprovação, para além de, internamente, termos concluído que todos os alunos que se candidataram ao ensino superior entraram, mas também pela taxa de empregabilidade, pois os números que possuímos, são excelentes.”
Por outro lado, na vertente solidária e de cidadania, Adriano Aires faz um balanço igualmente positivo, na medida em que a VITI promoveu, com grande sucesso, a caminhada solidária, a favor dos bombeiros.
Aquele responsável destaca ainda o facto da VITI ser “uma escola bem aceite no seio da população e do concelho. Isso conforta-nos. Saber que somos querido, respeitados, reconhecidos e desejados”.
Numa escola onde todos os alunos que concluem os cursos entram no mercado de trabalho, Adriano Aires reconhece que muito se deve também à dinâmica empresarial e comercial do concelho que tem absorvido esses alunos. 
Contudo, e como o reverso da medalha também é uma realidade, reconhece a existência de uma percentagem que desiste, agravando a taxa de abandono escolar: “são alunos que chegam à VITI para completar o 1.º ano de um curso já com 17 anos (mas ainda na escolaridade obrigatória). Quando completam os 18 anos acabam por se empregar, fazendo aumentar a taxa de abandono escolar”.
Cursos. Neste momento, a VITI leciona cinco cursos (técnico de Restaurante/Bar; Cozinha/Pastelaria; Moldes; Gestão; Viticultura e Enologia). Mas, no ano letivo de 2018/19 vai abrir o curso de Técnico de Auxiliar de Saúde. Uma novidade recebida com regozijo e já sem vagas.
Mas é o curso de Viticultura e Enologia que luta por se manter aberto. Ainda que a VITI tenha começado por aqui, na viticultura e enologia, a verdade é que  a escola nunca conseguiu abrir uma turma completa. “Algo estranho quando se sabe tratar-se de um curso raro, com pouca oferta a nível nacional, tanto mais quando se sabe que a escola está implantada num concelho onde este setor tem um papel relevante na economia local”, refere aquele responsável.
Com 26 anos, este curso só se mantém, segundo Adriano Aires, “porque nos permitem fazer turmas agregadas”, juntando alunos de dois cursos.
Contudo, sublinha que, só no ano passado, entraram no curso de Viticultura e Enologia 14 novos alunos “o que é anormal” face a anos anteriores e a este ano: “em que só voltamos a ter cinco novos alunos inscritos para o primeiro ano”.
Uma situação estranha quando as empresas nos  solicitam constantemente  técnicos nesta área. “Os alunos chegam a ter ofertas de emprego em simultâneo”.
A explicação pode residir no facto de o curso estar conotado com o setor primário ou por ser um curso historicamente tido como difícil. “Hoje não o é, por força de uma alteração curricular. Não é difícil”, diz, destacando ainda que todos os alunos deste curso saem com formação para exercer funções em toda a fileira do setor, da vinha ao comércio e vendas, passando pela adega, laboratório, etc..
Neste momento, ainda que o curso de Cozinha/Pastelaria tenha muita procura, está na moda o curso de Restaurante/Bar: “é uma coisa cíclica e de modas”. 
 
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