Estádio Municipal de Anadia
Árbitro: Hugo Pacheco (Porto), auxiliado por João Nogueira e José Martins
ANADIA: Alexandre Verdade; João Nogueira ©, Dos Santos, Pedro Santos e Rui Raínho; Kingsley, Samuel Garrido (Leandro Vieira, 45), André Aranha e Carlos Castro (Diogo Ribeiro, 90+1); Mino (Kaká, 78) e Marcelo Santiago
Treinador: Nuno Pedro
LOURES: Filipe Leão; Adilson, Fábio Marinheiro, Ronan Rodrigues (Juninho, 64) e Carlos Alves; Bruny Almeida (Rodrigo Thompson, 75), Mauro e Leo Tomé ©; Manuel Liz, Serginho e Miguel Oliveira (Kikito, 57)
Treinador: Luís Silva
Ao intervalo: 1-0
Marcador: Pedro Santos (38)
Disciplina: cartão amarelo a Ronan Rodrigues (60), Carlos Castro (81), Kaká (83), Leandro Vieira (84) e Carlos Alves (84). Expulsão do delegado do Loures (85).
 
O Anadia entrou com estilo na nova época, fazendo render ao máximo o golo solitário de Pedro Santos na sequência de um canto marcado por Rui Raínho, ainda na primeira parte.
O impacto de um confronto de estreia na nova época, ainda para mais entre duas equipas que nunca se haviam defrontado antes, redundou num início de contenda em baixa rotação, com o equilíbrio a ditar leis e ambos os conjuntos incapazes de fazer perigar o último reduto contrário. Ainda assim, o Anadia entrou mais solto e afoito, contando para isso com o poder de choque de Mino, incansável nas suas ações de ataque e libertando muitas vezes as entradas de elementos do meio campo. O golo acabou por surgir já na reta final da primeira parte, e fez jus à antevisão de Nuno Pedro a esta partida, crente de que os pormenores podiam fazer a diferença nas contas finais. O canto marcado por Rui Raínho teve um desvio precioso de Marcelo Santiago ao primeiro poste, surgindo Pedro Santos a dar o toque fatal para o desamparado Filipe Leão. A vantagem anadiense ao intervalo castigava acima de tudo o estado abúlico do Loures, que de candidato mostrou muito pouco e que teve no capitão Leo Tomé a sua melhor unidade em permanência.
A segunda parte trouxe um conjunto sulista com outro foco, e nem podia ser de outra forma. Luís Silva arriscou na frente, reposicionou as peças e, agora sim, o Loures passou a carburar como nunca o havia feito na etapa inicial. O Anadia sentiu a imposição de força dos visitantes, foi obrigado a recuar as suas linhas, mas mostrou argumentos na hora de maior aperto, até porque também há arte quando se sabe defender bem. A atitude de risco dos visitantes fez “destapar a manta” lá atrás, e foi aqui que o Anadia mostrou o seu maior defeito: faltou capacidade de temporização e sangue-frio em alguns contra-ataques, a maior parte deles em vantagem numérica. Lá atrás, foi o guarda-redes Alexandre Verdade quem brilhou aos 80 minutos, voando para desviar para fora um remate de cabeça de Rodrigo Thompson, suplente que em 15 minutos desperdiçou três bons ensejos de, pelo menos, evitar o desaire da sua equipa. No meio deste rol de ineficácia, foi o Anadia quem acabou por sorrir, segurando os três pontos sem apelar ao desespero, revelando sobretudo atributos de equipa compenetrada, rigorosa e, por conseguinte, a ter em conta no futuro.
Arbitragem regular.