Conforme avançámos na semana passada, dezenas e dezenas de peixes apareceram mortos à tona no Rio Cértima. A cor escura da água e o cheiro nauseabundo que se sente junto ao rio anuncia a mortandade de enormes carpas por entre a vegetação no rio.
 
Na semana passada a morte voltou ao Cértima e um grupo de populares, da Murta, que esteve no local, não tem dúvidas que é a poluição daquele curso de água, aliada ao baixo caudal, que esteve na origem da morte de tanto peixe.
 
Esta denuncia chegou ao conhecimento da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, que através dos serviços de ambiente, registou as preocupações de Acácio Cruz, remetendo o assunto para a devida investigação do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.
 
O SEPNA da GNR, alertado para a possibilidade da existência de um crime ambiental, esteve no local e já recolheu amostras de água e de peixes, remetendo conclusões para depois das referidas análises.
Entretanto, Cláudio Lopes, comandante do Destacamento da GNR de Anadia afasta, “para já”, a questão de poluição, referindo que “estamos perante uma situação cíclica que tem acontecido todos os anos e que se prende com a diminuição do lençol de água e, consequente diminuição do oxigénio presente no rio”.
 
Da margem do concelho de Águeda, a população manifestou-se contra a mortandade de peixes, com grupos organizados de Barrô a marcarem o protesto com tarjas negras junto ao rio.
 
O deputado na Assembleia da República Moisés Ferreira, do Bloco de Esquerda, esteve no local e questionou o Governo sobre o assunto.
 
Leia todas as reações na edição de 25 de julho do Jornal da Bairrada.