Regressado de Las Vegas, depois de receber o Grammy Latino de Excelência Musical pelo seu contributo de grande importância para a música latina, José Cid conta ao Jornal da Bairrada as emoções vividas ao receber esta “cereja no topo” da carreira. Deixou agradecimentos ao país e, especialmente aos bairradinos, prometendo continuar a trabalhar para divulgar a música portuguesa. Prova disso é um novo álbum, lançado no passado dia 22 – ‘Fados, fandangos, malhões e… uma valsinha” -, e outro já em espera para 2020.

JB: O que se sente ao chegar a um palco e receber um Grammy?
José Cid: Foi muito bom. Uma grande alegria porque senti ali o coroar de uma carreira, que quero muito continuar (aliás, já tenho um álbum novo e outro para o ano que vem [risos]). Mas a verdade é que ao receber um Grammy sinto um bocadinho que está ali o povo português, as pessoas que me apoiaram desde sempre, quase sempre com muito carinho, simpatia nos muitos concertos ao vivo, porque o grande público português percebeu que eu sou um grande concerto ao vivo. O público quer ver-me, gosta de concertos ao vivo. Assim, mesmo que eu não passe tanto na rádio, podem ouvir as minhas canções.

JB: Emoções não faltaram…
José Cid: Senti que estava a representar o povo português pelo carinho que tenho tido ao longo destes anos, porque nunca consegui sair além fronteiras com a minha obra, a não ser no rock sinfónico.

JB: Este momento é mesmo a cereja no topo da carreira?
José Cid: É verdade. É difícil ganhar um prémio mais importante que este. Só se eles descobrissem que eu também canto tão bem em inglês e me nomeassem para os MTV Awards e me dessem o prémio [risos]. Até porque sabemos que há lá gente que não canta grande coisa e tem menos músicas que eu. Como vivemos aqui neste cantinho pequenino, torna-se quase impossível. A verdade é que este prémio é o máximo da música latina. Sinto-me orgulhoso por representar os meus amigos, a Bairrada, o distrito de Aveiro… é gratificante.

Entrevista completa na edição de 28 novembro 2019 do Jornal da Bairrada