No dia em que completaria 77 anos de vida (caso fosse vivo), o soldado de infantaria Acácio Martins da Cruz foi homenageado, a título póstumo, por um grupo de ex-camaradas de armas e amigos, da Companhia de Caçadores 605, Companhia a que pertencia.
A homenagem teve lugar no passado dia 12 (terça-feira), na Moita.
O soldado Acácio Martins da Cruz, natural da Junqueira, foi o primeiro soldado da Freguesia da Moita, a morrer em combate na Guerra do Ultramar. Faleceu em combate a 31 de julho de 1965. Tinha apenas 23 anos de idade. Participava numa operação de combate em Muatide – Cabo Delgado, quando foi vítima do rebentamento de um petardo de grande potência e de controlo à distância. Com ele  morreram mais dois soldados, um de Cantanhede e outro de Ossela-Oliveira de Azeméis. Um terceiro soldado que ficou gravemente ferido seria evacuado para Portugal, para ser tratado no Hospital Militar.
O programa da homenagem incluiu a celebração de uma missa de sufrágio pela sua alma, na Igreja de S. Tiago da Moita, onde foi batizado, e o descerramento de uma lápide, a perpetuar a sua memória. A lápide simboliza a sepultura que não tem na sua terra e que também provavelmente desapareceu de onde foi sepultado há 54 anos.
Sabe-se que o soldado Acácio foi sepultado no cemitério de Mueada – Cabo Delgado (um cemitério improvisado, muito perto do principal Quartel ali existente) que depois da saída dos portugueses foi completamente abandonado. Muitas sepulturas terão desaparecido (não foram encontradas). Das 56 só foram encontradas 16.