Começou como autodidata, mas depressa percebeu que a fotografia era o que o realizava. É em Lisboa que hoje o anadiense Pedro Nóbrega dá largas à criatividade, tendo uma produtora estável e reconhecida pelo complexo trabalho fotográfico que realiza.
A área da publicidade fascina-o e recentemente, viu uma foto sua ser selecionada para representar Portugal no Campeonato do Mundo de Fotografia 2020.
Retrato de um fotógrafo anadiense, em entrevista ao JB.

Excertos da entrevista

O Pedro Nóbrega é um filho da Bairrada. Mas cedo se fixou em Lisboa. Fale-nos do seu percurso.
Eu comecei a trabalhar muito cedo, no início, como autodidata no Photoshop. O meu primeiro trabalho foi com o fotógrafo anadiense Miguel Rolo, onde tive o meu primeiro contacto com a fotografia. 
Após alguns meses, comecei a trabalhar na Marques e Associados (MA), na altura, uma ainda pequena empresa onde poucos se multiplicavam em muitas tarefas, mas onde aprendi toda a minha base de artes gráficas.

(…) Realizei o meu primeiro curso de fotografia no Porto, na Alquimia da Cor, em regime pós-laboral… foram meses cansativos, mas que me permitiram ganhar conhecimento para começar a desenvolver os primeiros trabalhos de fotografia.
Em 2007, a minha namorada, hoje Mulher e mãe do meu filho, foi para Lisboa estagiar numa sociedade de Advogados e as saudades e a vontade de evoluir e fazer fotografias para campanhas com mais visibilidade e destaque começaram a fazer-me pensar que era a oportunidade. Passado meio ano, mudei-me para Lisboa.

(…) Em 2012 abro finalmente a minha primeira produtora e monto o meu primeiro estúdio na Lapa, dividido com um fotógrafo e amigo (João Carlos) e o pós-produtor Alexandre Garcia, que já era um pós-produtor experiente no mercado, e que se tornou o meu primeiro parceiro de negócios, com quem dividia praticamente todos os clientes, o trabalho propriamente dito e os lucros…
Deste então, fui sempre ganhando mais contactos e clientes, o portfolio também foi crescendo e começou a despertar mais atenção.

Recentemente, viu uma foto sua ser selecionada para representar Portugal no Campeonato do Mundo de Fotografia 2020. Como reagiu?


Fiquei contente, claro, até porque aquela imagem foi pensada durante algum tempo, foi das primeiras oportunidades que tive para desafiar o Chef e Food Stylist Freddy Guerreiro que é hoje meu sócio noutro projeto, a @CraftKitchenLX, para criar algo novo… a nossa referência era uma imagem do conhecido livro “the modernist cuisine” mas que ambos, apesar de gostarmos muito, sentíamos que era preciso imprimir movimento e dinâmica à imagem para que ela de alguma forma interagisse com o público. É um grande desafio fazer com que algo estático desperte a atenção do público e vimos isso por exemplo no enorme crescimento do vídeo nas redes sociais – tudo o que é em movimento agarra mais o consumidor, conta mais história.

No vasto mundo da fotografia, qual a área ou género em que gosta mais de trabalhar?
Publicidade, o que me fascina na fotografia publicitária é hoje estar a fazer uma foto a uma garrafa da SuperBock, amanhã estou a fazer um retrato para um Banco e além estou pendurado numa grua a fotografar um Tesla, esta diversidade é o que me fascina… todos os trabalhos são diferentes e um desafio.
Só neste mercado se explora tantas técnicas fotográficas, de iluminação, de maquinaria, direção de arte, etc..

Leia a entrevista completa na edição de 9 de janeiro de 2020 do JB