É a mais recente modalidade da Associação Recreativa e Cultural de Vilarinho do Bairro (ARCVB) e promete agitar a freguesia, o concelho e a região. Falamos da Patinagem Artística, modalidade disponível desde outubro de 2019 e que tem vindo a crescer a um ritmo impressionante.
Excelentes condições
Em apenas quatro meses de existência, são já duas dezenas de atletas (dos 4 aos 15 anos) que aderiram a esta modalidade, que tem as mealhadenses Ana Luísa Oliveira como treinadora e Elisa Bernarda Oliveira como seccionista.
Ana Luísa, de 25 anos, foi praticante num clube da Mealhada e com o curso de treinadora decidiu iniciar um projeto na área da Patinagem Artística no concelho vizinho de Anadia, onde ainda não existia a modalidade.
Com um recinto (piso em madeira) excelente  para a prática da modalidade, a escolha recaiu na ARCVB. “Este pavilhão tem um ringue com uma ótima dimensão e um piso novo, em excelente estado”, destacou a jovem, comparando a outros pavilhões que foi vendo no concelho.
Ao JB frisa ainda a forma como a direção da ARCVB, na pessoa do seu presidente Dinis Moreira, acolheu de braços abertos a modalidade nesta associação que, no passado, começou com futsal e neste momento tinha apenas a funcionar uma secção de karate.
A jovem mostra-se, por isso, muito confiante em relação ao futuro da patinagem artística no concelho de Anadia e avança que têm surgido inúmeros contactos por parte de pais e jovens com vontade de experimentar. Daí avançar que: “esta é uma modalidade que pode ser iniciada a partir dos 3 anos, mas qualquer um, com qualquer idade pode iniciar, sejam rapazes sejam raparigas”.
Os treinos decorrem quatro vezes por semana  (segundas, quintas, sextas e sábados) e as crianças e jovens que já abraçaram esta modalidade dão, na sua maioria, os primeiros passos, estando todos na fase de iniciação ou de testes de nível: “acredito que na próxima época – janeiro/dezembro de 2021 – já tenhamos atletas em competição, em campeonatos regionais e nacionais”, acrescentou.
Preconceitos absurdos
Reconhecendo tratar-se de uma modalidade que  não é barata: “os patins são caros”, há sempre formas de ultrapassar esta questão, quanto mais não seja “nesta fase inicial comprar patins em segunda mão e depois sempre podem trocá-los entre eles”, exemplificou Ana Luísa sobre esta modalidade que é ainda praticada quase exclusivamente por raparigas: “é uma pena. Deveria ser mais equilibrado. Penso que existe ainda muito preconceito, o que é de lamentar”, diz sobre o estigma que persiste em torno desta modalidade comparativamente ao futebol, basquetebol, hóquei ou atletismo. “E repare que os rapazes quando experimentam gostam. Falta-lhes é incentivo, sobretudo dos pais”, acrescenta.
Como em qualquer outra modalidade, a patinagem artística é exigente e são necessárias muitas horas de treino para que se atinjam os patamares pretendidos. Por isso, Ana Luísa reconhece que é preciso treinar muito e de forma disciplinada, sem esquecer o trabalho necessário fora do ringue e de sapatilhas nos pés, porque a boa preparação física e a flexibilidade são indispensáveis ao patinador. Aliás, a treinadora salienta que a modalidade exige força mental, para dominar os nervos, por exemplo, na hora de uma apresentação em competição.
 
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