O quadro ativo dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Bairro ganhou 22 novos operacionais, que formalmente foram empossados no passado sábado, dia 4, com a cerimónia de imposição de capacetes. O momento determina o ingresso daqueles bombeiros ao quadro ativo como Bombeiros de 3.ª, depois de um longo percurso formativo que lhes deu acesso a todas as competências necessárias à missão de proteção e socorro.

O comandante da corporação, Marco Maia, dirigindo-se aos novos elementos, sublinhou “a dedicação, disciplina e sentido de responsabilidade como pilares da gestão operacional”. A par destes aspetos, “a lealdade institucional e o sentido de missão estabelecem as linhas orientadoras para que a atuação do corpo de bombeiros seja profícua e eficiente em prol das comunidades que são servidas”, referiu.

Dirigindo-se ao presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, que também esteve presente, o comandante disse ainda que “hoje os bombeiros pagam para cumprir a missão a que se propuseram, sem que o Estado reconheça a verdadeira importância de todos estes homens e mulheres”. Sublinhou, por isso, a “importância de virem a ser criados mecanismos de apoio social que permitam melhorar a retenção destes bombeiros no quadro ativo, pois além da camaradagem e das palavras de motivação, pouco mais tem para lhes oferecer”.

O comandante do Quadro de Honra António Bastos deixou palavras de motivação para os novos bombeiros. Referiu alguns princípios basilares que orientam a conduta dos bombeiros, dos quais se destaca “a capacidade de tomada de decisão, a disciplina e o respeito por si e pelos outros”.

O presidente da direção, Alberto Cardoso, começou por reconhecer a importância destes novos elementos para o presente e o futuro do corpo de bombeiros. “Ao senhor comandante e aos formadores internos, a direção reconhece o seu empenho, mais intenso nos últimos tempos, na formação dos novos bombeiros”, referiu, continuando que “aos bombeiros mais velhos reconhecemos o acolhimento que prestaram aos mais novos”. E relembrou que em 2019 e 2020 a direção investiu cerca de 58.500 euros em fardamento, para o qual conseguiu um valor de 30.000 euros de fundos próprios, para além do apoio da Câmara e do peditório anual para aquele fim.

O presidente da Câmara considerou que o corpo de Bombeiros “é o ativo mais importante da Associação Humanitária” e reconheceu a importância da entrada destes novos bombeiros para a sustentabilidade do mesmo. Duarte Novo referiu que, “em resultado dos contributos gerados por conversações com o senhor presidente da direção e com o senhor comandante, o executivo levará à discussão pública, a proposta de um conjunto de benefícios sociais a atribuir aos Bombeiros Voluntários” pedindo o contributo de todos para o enriquecimento do documento.

A encerrar as intervenções, o presidente da Assembleia Geral, Manuel Silvestre, destacou o “impacto positivo, a prazo, deste reforço significativo no número de elementos do corpo de bombeiros”.