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Vindimas 2022: ” Era na adega que realmente gostava mais de estar”

De todas as vindimas, o ano de 2001 foi o que mais a marcou. Há 21 anos o pai incumbiu-a da safra desse ano. O resultado foi o primeiro vinho tinto engarrafado com a marca Quinta da Lagoa Velha.

A primeira vez, seja no que for, fica marcada para sempre no nosso âmago pelas memórias que deixa. Desafiámos três bairradinos a recordarem aquela que foi a sua primeira vindima. Deixamos aqui o testemunho de Carla Neto.

“A vindima é algo que me acompanha desde muito pequena”, começa por contar Carla Neto, hoje rosto dos vinhos da Quinta da Lagoa Velha.

Ainda muito jovem, começou nestas lides nas vinhas com o avô no trator, “onde levava a dorna e a acompanhar a minha mãe e as senhoras a cortar os cachos, que depois colocavam para os poceiros de vime e que levavam à cabeça para despejar para dentro da dorna que, depois de cheia ia para a adega, onde estava o meu pai para receber as uvas”.

São memórias de infância que Carla Neto recorda com saudade e carinho, confessando que era na adega que realmente gostava mais de estar. “Lembro-me bem da primeira vez que mexi o vinho no lagar, atividade reservada aos homens e que carecia de muito cuidado. Mas depois de tanto pedir, um dia o meu pai lá me deixou.”

Toda a vindima era feita recorrendo a pessoas da aldeia, mas vinha também um grupo grande de senhoras de outros locais, que ficavam alojadas numa casa ao lado da de seus pais “e onde eu adorava estar, à noite, a ouvir as suas histórias”, durante o jantar que partilhavam muitas vezes consigo: “eu adorava.

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