Nassur Bacem, de 27 anos, jogador do Lusitano Ginásio Clube Moncarapachense, caiu inanimado, acabando por falecer, durante o jogo da 3.ª eliminatória da Taça do Algarve frente ao Imortal, que decorreu ontem, em Olhão.
O atleta caiu inanimado no relvado, tendo entrado em paragem cardiorrespiratória. De imediato foram acionados todos os meios de socorro, INEM e a pronta intervenção do médico e do fisioterapeuta do clube assim como o fisioterapeuta do Imortal e do responsável pelo Suporte Básico de Vida do Estádio Municipal de Olhão. Apesar de todos os esforços, não foi possível reverter a situação, acabando por falecer após ser transportado para o hospital.
Nassur Bacem iniciou o seu percurso desportivo no distrito de Aveiro, concretamente no Recreio Desportivo de Águeda, onde deu os primeiros passos no futebol e construiu parte significativa da sua formação. Ali jogou ainda em idade sub-11 e foi em Águeda que o jogador angolano começou a destacar-se, seguindo posteriormente para outras academias e estruturas competitivas, incluindo a Academia do Sporting.
Passou ainda pelo Gafanha, Académica e Braga e, já em contexto sénior, Nassur Bacem voltou a representar clubes do distrito de Aveiro, tendo alinhado pelo Vista Alegre e passado também por emblemas como o Leixões e o Oliveira do Hospital, mantendo sempre uma ligação ao futebol do centro do país antes de prosseguir carreira noutras regiões.
Ao longo da carreira, o atleta passou ainda pelo CS Marítimo, onde integrou as equipas secundárias entre as épocas 2019/20 e 2022/23, e pela Associação Desportiva da Camacha, que representou no Campeonato de Portugal na época 2024/25.
Nassur Bacem representava atualmente o Moncarapachense, clube pelo qual disputava o encontro frente ao Imortal. O jogador caiu inanimado aos 27 minutos de jogo, vítima de uma paragem cardiorrespiratória.
A notícia da morte de Nassur Bacem gerou várias reações de pesar no meio futebolístico, incluindo de antigos clubes. A AD Camacha recordou o jogador como alguém que deixou marca dentro e fora de campo, sublinhando a sua entrega ao jogo.
Já o Moncarapachense, atual clube, manifestou, numa nota de pesar, que “Nassur parte demasiado cedo, deixando um vazio imenso no nosso clube e em todos os que com ele privaram, dentro e fora de campo. Era um atleta, um colega e uma pessoa que fará sempre parte da nossa família.”
