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Águeda // Sociedade  

Ministro da Agricultura vê no novo Mercado de Águeda um aliado da produção local

A visita a Águeda incluiu ainda a Pateira de Fermentelos, em Óis da Ribeira, terminando numa exploração agropecuária, em Travassô, onde o governante abordou os desafios dos produtores.

Em fase final de construção, o novo Mercado Municipal de Águeda deverá abrir ao público nos próximos meses, depois de uma intervenção superior a oito milhões de euros. Numa visita ao espaço realizada a 25 de agosto, o ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, defendeu o potencial do equipamento na aproximação entre produtores e consumidores e na valorização da produção local.

Com 6778 metros quadrados de área de construção, o mercado terá mais de 70 espaços destinados ao comércio, restauração e serviços. Entre as valências previstas estão bancas de frescos e leguminosas, talho e charcutaria, padaria e pastelaria, peixaria – com uma área exclusiva para peixe de rio –, floristas, dois espaços para venda de leitão e quatro para bacalhau e derivados.

Para José Manuel Fernandes, o investimento demonstra a importância das autarquias no desenvolvimento rural. “É a prova de que as autarquias são essenciais para o desenvolvimento rural, para a agricultura, para a produção”, afirmou o ministro, considerando que o mercado poderá permitir “encurtarmos cadeias”, “valorizarmos a nossa produção” e “contribuirmos para a segurança alimentar”.

A conclusão da empreitada surge após um processo atribulado. Jorge Almeida, presidente da câmara de Águeda, recordou os problemas graves no projeto inicial que levaram à rescisão litigiosa do contrato com o projetista, à contratação de um novo profissional e ao lançamento de novos procedimentos. A obra esteve cerca de dois anos parada. “Tivemos um grande problema com o projetista e com o projeto”, reconheceu o autarca, realçando que foi necessário cumprir os procedimentos legais para retomar a intervenção.

Jorge Almeida garantiu que o financiamento está assegurado e afastou a ideia de falar em prejuízo, embora admita custos adicionais associados às revisões de preços decorrentes do prolongamento da obra. O autarca destacou ainda a colaboração do atual empreiteiro. Agora, com a empreitada próxima do fim, a prioridade passa por garantir a utilização efetiva do equipamento. “Neste momento, estou muito mais preocupado com o pô-lo a funcionar devidamente, fazer com que ele seja a tal referência”, reiterou.

O primeiro piso, ainda interditado durante a visita, terá áreas de restauração e esplanadas, além de uma cobertura em vidro colorido inspirada nas instalações de guarda-chuvas que marcam a imagem da cidade. A Autoridade Tributária deverá transferir-se das atuais instalações da Avenida Dr. Eugénio Ribeiro para o mercado, enquanto a AdRA também ficará instalada no edifício.

O atraso da obra serviu ainda ao ministro para defender alterações nos procedimentos de contratação pública. José Manuel Fernandes afirmou que o Governo está a trabalhar na simplificação e redução dos prazos, mantendo a concorrência e a transparência.

Visita à Pateira e a uma exploração agropecuária

A visita a Águeda incluiu ainda a Pateira, em Óis da Ribeira, terminando numa exploração agropecuária, em Travassô, onde o governante abordou os desafios dos produtores.

O ministro anunciou um novo apoio de 20 milhões de euros para fertilizantes, com o objetivo de que seja pago em setembro, e revelou que o Governo procura assegurar mais 20 milhões. Referiu ainda uma possível reprogramação do PEPAC, que poderá acrescentar 160 milhões de euros anuais para os agricultores, dependente da aprovação da Comissão Europeia.