Uma infestação de moscas levou a Autoridade de Saúde Local a determinar a suspensão do serviço de refeições, por não estarem reunidas as condições necessárias de higiene e segurança alimentar. Perante a impossibilidade de garantir o serviço, o Agrupamento de Escolas de Vagos cancelou todas as atividades letivas durante a tarde de ontem, 24 de setembro, em sete estabelecimentos de ensino do concelho.
A suspensão das atividades letivas abrangeu a Escola Secundária de Vagos, a Escola Básica Dr. João Rocha – Pai, as escolas básicas de Lombomeão, Soza e Salgueiro e os jardins de infância de Soza e Salgueiro. Nestes estabelecimentos, as refeições são confecionadas na Escola Secundária de Vagos, onde foi detetada a infestação.
Segundo Hugo Martinho, diretor do Agrupamento de Escolas de Vagos, a presença de moscas já tinha causado constrangimentos no serviço de refeições no dia anterior, mas agravou-se durante a manhã de quinta-feira. Perante o aumento do número de insetos, o responsável solicitou a presença da Autoridade de Saúde Local e da Câmara Municipal de Vagos para avaliar as condições do estabelecimento. A avaliação concluiu que “não estavam garantidas as condições necessárias de higiene e segurança alimentar” devido ao “número elevadíssimo de moscas”.
Sem condições para assegurar a confeção e o serviço das refeições em condições de segurança, o Agrupamento de Escolas de Vagos decidiu suspender as atividades letivas durante a tarde nos estabelecimentos servidos pela cozinha da Escola Secundária. As aulas da manhã decorreram normalmente. As refeições previamente adquiridas para esse dia não serão cobradas, sendo o respetivo valor reposto no cartão digital dos alunos.
Desinfestação e limpeza
Na sequência da infestação, foram mobilizados o Serviço Municipal de Proteção Civil, o Veterinário Municipal e uma empresa especializada em desinfestação. As equipas realizaram inspeções aos estabelecimentos afetados e a edifícios situados nas imediações, enquanto avançavam as operações de limpeza e desinfestação. De acordo com a Câmara Municipal, a avaliação no terreno aponta, até ao momento, para uma ocorrência “localizada e concentrada nos locais identificados”. A origem da infestação permanece, contudo, por determinar e continua a ser apurada pelas entidades envolvidas.
Também Hugo Martinho admite desconhecer a origem do problema. Embora reconheça que nesta época do ano é habitual haver mais moscas, o diretor do Agrupamento de Escolas de Vagos salienta que nunca tinha sido observada uma concentração semelhante na escola.
Segundo a informação municipal, a infestação não se circunscreveu às escolas, tendo sido também detetada na Unidade de Saúde Familiar Senhora de Vagos. Foram ainda realizadas averiguações a edifícios situados nas proximidades, sem que tenham sido identificados outros casos semelhantes noutras zonas do concelho.
Escolas reabriram, refeições ainda sob avaliação
Os estabelecimentos escolares afetados reabriram esta sexta-feira, 25 de setembro, conforme previsto. A retoma do serviço de refeições fica, contudo, condicionada a uma nova avaliação das cantinas, cabendo à Autoridade de Saúde confirmar se estão reunidas as condições necessárias de higiene e segurança alimentar para a confeção das refeições.
Caso a cozinha da Escola Secundária de Vagos não possa retomar de imediato o funcionamento, a câmara municipal prevê uma solução alternativa. De acordo com a vereadora da Educação, Isabel Capela, as refeições poderão ser asseguradas pelas funcionárias municipais na cantina do Colégio de Calvão. “A saúde e a segurança dos nossos alunos são a nossa prioridade”, afirmou a autarca, garantindo que o município continuará no terreno “até à resolução da situação e ao apuramento da sua origem”.
