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Primeira Feira Celta e Medieval do Troviscal atrai 4 mil pessoas

Erguido de forma independente e sem apoios financeiros institucionais, o certame juntou dezenas de mercadores e tasquinhas graças ao esforço conjunto das associações, abrindo portas a um regresso no próximo ano.

A primeira edição da Feira Celta e Medieval do Troviscal, realizada nos dias 25, 26 e 27 de setembro, no Parque da Vila do Troviscal, terminou com um balanço muito positivo, reunindo durante três dias público, artistas, artesãos, mercadores, associações e projetos locais numa celebração da cultura, da música, da tradição e da fantasia.


Organizada pela Casa do Povo do Troviscal e pelo CENA — Coletivo Experimental de Narrativas Artísticas, a iniciativa nasceu com o objetivo de dinamizar o território e criar um novo momento de encontro para a comunidade, procurando simultaneamente atrair visitantes de outros pontos da região.


Ao longo dos três dias, o recinto recebeu cerca de 4 mil visitantes, que puderam assistir a uma programação diversificada, com música, dança, contos, animação itinerante, rituais, demonstrações e atividades para toda a família.


Entre os momentos apresentados estiveram atuações de Lúnara, que aproveitou a Feira para fazer o lançamento oficial do seu novo projeto musical, Corvus D’el Rey, Orfeão Sol do Troviscal, Free Dance — CENA, Raqs el Sayed, Ana Filipe, Ana Rita Melo, PROMOB, Arco Iris, Vita Mercenari, entre muitos outros participantes.


A programação foi complementada por atividades como pinturas faciais, acampamento medieval, arco e flecha, jogos tradicionais e personagens itinerantes, contribuindo para criar uma experiência imersiva para visitantes de diferentes idades.

Uma Feira construída pela comunidade


Um dos principais objetivos da organização foi envolver a comunidade e dar espaço às associações e projetos do concelho. A Feira contou com a participação de 30 artesãos e mercadores, 10 tasquinhas, associações, artistas e diversos parceiros que contribuíram para a concretização do evento.


Para a organização, este envolvimento foi um dos aspetos mais importantes desta primeira edição. “Mais do que organizar uma feira, queríamos criar um espaço de encontro e mostrar que é possível construir projetos culturais através da colaboração entre associações, artistas, empresas e comunidade.

O resultado desta primeira edição mostrou-nos que existe vontade e espaço para este tipo de iniciativa no Troviscal”, afirma Maria da Glória Moreira, presidente da direção da Casa do Povo do Troviscal.


A organização destaca ainda o contributo dos parceiros e de todos os voluntários e participantes que ajudaram a construir o ambiente da Feira, desde a programação artística à decoração e dinamização do recinto.


Apesar de esta ter sido a primeira edição, a adesão do público e o envolvimento dos participantes deixam a organização com vontade de continuar a desenvolver o projeto. “Esta Feira nasceu de forma independente, sem apoios financeiros, e foi construída essencialmente através da colaboração.

Por isso, ver o Parque cheio, sentir a participação das pessoas e perceber o entusiasmo dos visitantes foi particularmente importante para nós. É uma prova de que vale a pena continuar a apostar na cultura e na dinamização do território”, acrescenta Mariana Carneiro, Presidente da direção do CENA – Coletivo Experimental de Narrativas Artísticas.


A organização pretende agora fazer o balanço desta primeira edição e começar a preparar uma eventual segunda edição, procurando consolidar a Feira no calendário cultural do concelho.