As obras de requalificação da ER 335 e o processo de ampliação da Zona Industrial (ZI) da Palhaça foram tema de intervenções na segunda parte da última Assembleia Municipal, pelo presidente da Junta de Freguesia, Luís Ruivo, e pelo deputado do PSD António Bernardo (também da Palhaça).
Luís Ruivo começou por reconhecer o “avanço significativo e positivo” da intervenção na estrada 335, sublinhando que os trabalhos de repavimentação já concluídos devolveram “alguma dignidade” a vários arruamentos. Contudo, apontou os constrangimentos provocados pela existência de várias frentes de obra em simultâneo, que condicionaram a circulação e geraram “algum descontentamento” entre a população.
O autarca alertou ainda para situações de excesso de velocidade, nomeadamente entre as ruas da Tojeira e do Areeiro e junto à unidade de saúde e ao Polo Escolar, defendendo que a atual fase de marcação e sinalização “é uma oportunidade para introduzir medidas de acalmia de trânsito”. Apontou também a degradação de vias secundárias, devido aos desvios de trânsito, nomeadamente nas ruas das Capelinhas, Areeiro de Cima e Fonte Bebe e Vai-te.
Sobre a ZI, Luís Ruivo reconheceu que o processo está a avançar, mas quis saber se existe já uma previsão para o lançamento do concurso.
António Bernardo levantou igualmente questões sobre as aquisições de terrenos na ZI, nomeadamente sobre as diferenças nos valores pagos por m2 e os montantes atribuídos a benfeitorias.
O deputado do PSD voltou ainda à obra da 335, pedindo esclarecimentos sobre a data legal de início da empreitada e o cumprimento do prazo dos 12 meses. Mais crítica foi a intervenção relativa aos resíduos de construção e demolição depositados em três locais da freguesia. António Bernardo questionou o licenciamento dos mesmos e o cumprimento do plano de prevenção e gestão de resíduos da obra.
O deputado corroborou ainda os fortes constrangimentos à circulação, pela existência de várias frentes de obra. “Andar na Palhaça é verdadeiramente penoso”, afirmou. Criticou também o desvio criado junto à ZI, considerando que aquele caminho “não pode constituir uma via alternativa” sem uma intervenção prévia.
O presidente da câmara, Duarte Novo, garantiu que a obra da 335 “está em prazo neste momento”, existindo trabalhos complementares que permitem a dilatação do prazo. Quanto às datas de consignação e ao plano de segurança, remeteu para a consulta do processo da obra.
Sobre os resíduos, esclareceu que apenas um dos três locais, no caminho para Vagos, está licenciado. Os restantes estão a ser fiscalizados e em vias de reposição da legalidade.
Em relação às várias frentes de obra, o presidente justificou a opção com a necessidade de minimizar os impactos na circulação. Admitiu os incómodos, mas lembrou que surgiram problemas (na Praça de São Pedro, por exemplo), que estavam ocultos, obrigando a intervenções adicionais.
Quanto à ZI, Duarte Novo assegurou que o lançamento do concurso para a ampliação continua dependente da aprovação final do financiamento a fundo perdido, mas manifestou-se expectante de que o procedimento possa avançar ainda este ano.

