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Salvador Carvalho

Estudante de Relações Internacionais na FEUC

Não tenhamos medo de fazer diferente

As nossas comunidades e localidades precisam de saber olhar para a frente. É natural que tenhamos carinho pelas tradições, pelas iniciativas de sempre e por tudo aquilo que fez parte da nossa história, mas não podemos cair no erro de achar que, só porque algo sempre se fez assim, tem necessariamente de continuar a fazer-se da mesma maneira.

O passado merece respeito, mas não pode ser um travão à mudança. As pessoas mudam, os interesses evoluem e as localidades também têm de acompanhar esse caminho. Precisamos de novas ideias, de criatividade e, acima de tudo, de coragem para experimentar coisas diferentes.

Não se trata de deitar fora o que foi construído por quem veio antes de nós, trata-se sim de aproveitar esse trabalho como ponto de partida para fazer mais e melhor. Se queremos trazer novas pessoas, envolver os mais jovens e dar vida às nossas comunidades, temos de lhes oferecer motivos para participar. Repetir as mesmas fórmulas dificilmente nos levará a resultados diferentes.

Inovar não significa esquecer as nossas raízes, significa perceber que uma comunidade só continua viva quando tem capacidade de se renovar. A tradição deve unir-nos, não limitar-nos.