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Universidade faz demonstração de automóvel que anda sozinho e detecta os peões


Um automóvel que “anda sozinho” e detecta um peão, parando a uma distância de segurança vai ser mostrado na Universidade de Aveiro(UA), dia 23, no âmbito da Semana Aberta da Ciência e Tecnologia.

Trata-se do ATLASCAR, o único automóvel em Portugal com actuação e percepção que permitem condução autónoma, concebido pela equipa do projecto «ATLAS», que está a ser desenvolvido há pouco mais de um ano no departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Aveiro.

“O que distingue o nosso veículo de outros projectos como o da Google, além do orçamento, é ser um automóvel normal adaptado, com um conjunto de tecnologias que permitem que conduza sozinho em dadas circunstâncias, ou com intervenientes”, explicou à Lusa Vítor Santos, da Universidade de Aveiro.

O objectivo do projecto, de acordo com aquele académico, é “desenvolver ferramentas de apoio à condução e à segurança activa e passiva”, e o protótipo, que denomina como um “híbrido de condução, é uma súmula de tecnologias para condução assistida e condução autónoma”.

Uma das vertentes em estudo é a da condução em condições de visibilidade reduzida, nomeadamente à noite e com nevoeiro cerrado, em que se pretende ajudar as pessoas em situações perigosas e prevenir colisões e acidentes.

“Com nevoeiro a visibilidade das câmaras também desaparece, os sistemas a laser não funcionam bem, mas o recurso a sistemas térmicos com radiação especial que estamos a ensaiar permitem detectar os obstáculos”, adianta o investigador.

O ATLASCAR já foi a Lisboa, mas com condutor e “só para recolher dados de condução em ambiente urbano” e não é ensaiado na via pública “sem condutor” por razões legais, pelo que a demonstração vai ocorrer num parque da própria Universidade.

Segundo Vítor Santos, várias marcas contactadas têm tido “boa receptividade à colaboração” com o projecto, feito de raiz na Universidade de Aveiro, e que aposta na robustez do sistema através da integração sensorial.

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Coimbra e Aveiro lideram poder de compra per capita na região centro


Os municípios de Coimbra e Aveiro lideram os indicadores de poder de compra per capita na Região Centro do país, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), revelados, relativos a 2009.

Segundo estes dados, Coimbra ocupa a sexta posição a nível nacional, com um indicador per capita de 144,88 e Aveiro o oitavo lugar com 134,76, integrando um grupo de 37 municípios que se situam acima da média do país (valor 100).

O município de Lisboa lidera a nível nacional (com um indicador de poder de compra per capita de 232,54) e, no extremo oposto, Sernancelhe (Viseu) é o concelho com pior poder de compra per capita (47,36).

Ouvido pela Lusa, José Reis, director da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais (CES) da mesma instituição considerou que os dados relativos a Coimbra e Aveiro “não surpreendem”.

Explicou que os dados relativos ao poder de compra per capita estão relacionados com profissões e rendimentos e que em Coimbra e Aveiro o nível de educação e de qualificação e o peso das chamadas economias terciárias é “relativamente elevado”.

De acordo com José Reis, os resultados de Coimbra e Aveiro representam um “indicador muito coerente, relacionado com rendimentos mais elevados, associados a profissões mais qualificadas”.

“Coimbra é uma cidade que na sua população tem médicos, professores, universitários e também que começa a ser muito procurada por informáticos”, acrescentou o investigador do CES.

“São cidades onde tem muito significado a chamada classe média, onde o peso dos salários baixos não é dos mais expressivos. Cidades que vão ser mais atacadas pelas políticas actuais de austeridade”, considerou.

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Arménio Rego agraciado com o Prémio Agostinho Roseta


O trabalho de investigação “Mais virtuosidade, mais líderes autênticos: Organizações mais saudáveis, um mundo melhor” desenvolvido pelo Prof. Arménio Rego, investigador e docente no Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro (DEGEI) acaba de ser distinguido com o Prémio “Agostinho Roseta”.

Globalmente, o estudo pretende mostrar como as virtudes e as forças de carácter dos líderes, assim como virtuosidade organizacional, promovem o bem-estar individual, o bom funcionamento das equipas, o desempenho organizacional e, directa ou indirectamente, a melhoria social.

A investigação premiada envolveu contributos teóricos e empíricos. “Do ponto de vista, teórico, chama-se a atenção para a necessidade de promover boas teorias da gestão – que encarem a gestão do ponto vista ético e das consequências para as pessoas, as comunidades e a sociedade como um todo. Do empírico, o trabalho abarcou estudos que ajudam a compreender o impacto da liderança autêntica e da virtuosidade organizacional em aspectos como a felicidade nos locais de trabalho, os comportamentos de cidadania organizacional, a criatividade, o empenhamento no trabalho e nas organizações, e o capital psicológico”, explica o Prof. Arménio Rego.

O investigador espera que os líderes organizacionais levem os resultados “a peito” e “sejam capazes de encarar as organizações como engenhos do progresso económico e social”. Os resultados serão reunidos em dois livros, em co-autoria com Miguel Pina e Cunha e com Stewart Clegg. O primeiro será ainda publicado este ano, pela editora Actual, intitulando-se “Liderança: a virtude está no meio”. O segundo, no prelo, “Virtues in leaders: Contemporary challenge for global managers”, terá a chancela da Oxford University Press.

O Prémio Agostinho Roseta, atribuído pelo Ministério da Economia e Emprego, destina-se a homenagear as pessoas singulares ou colectivas que, em cada ano, mais se tenham distinguido na implementação e difusão de boas práticas em domínios relevantes para a melhoria e dignificação do trabalho, a melhoria das condições em que o trabalho é prestado, o incremento do diálogo social ou na realização de estudos e trabalhos de investigação sobre estas matérias.

Neste âmbito, o docente Arménio Rego foi já distinguido em 2007, com a investigação “A gestão de organizações positivas: O romance duradouro entre a excelência organizacional e o trabalho com significado”, na categoria de estudos e trabalhos de investigação.

O prémio foi entregue em cerimónia realizada na passada quinta-feira, dia 27 de Outubro em Lisboa.

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Preenchidas todas as vagas dos cursos de especialização tecnológica da UA


Todas as vagas dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET) da Universidade de Aveiro (UA) foram preenchidas pelas candidaturas realizadas, anunciou hoje aquela universidade.

Os CET são cursos de formação pós-secundária, não superior, que visa conferir uma qualificação de nível pós-secundário não superior, com créditos para o prosseguimento de estudos de nível superior.

Para as 357 vagas dos cursos leccionados pela Universidade de Aveiro, através da Escola Superior Aveiro Norte (ESAN), Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) e Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA-UA) apresentaram-se 555 candidatos.

O número de colocações foi ainda superior às vagas disponíveis devido a empates entre candidatos, refere a instituição.

O maior número de candidatos foi registado no curso de especialização em Banca e Seguros, do ISCA, com 135 candidaturas (98 das quais em primeira opção) para 30 vagas.

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda registou, para o curso de Gestão da Qualidade, 118 candidatos para 27 vagas, enquanto o curso de Energias Renováveis teve 114 candidatos a 22 vagas e o de Instalação e Manutenção de Redes e Sistemas Informáticos 101 interessados para 22 vagas.

O curso de especialização tecnológica mais concorrido na Escola Superior Aveiro Norte foi o de Automação, Robótica e Controlo Industrial, em São João da Madeira, com 72 candidatos (45 dos quais em primeira opção) para 22 vagas.

Desde o seu arranque em 2002/2003, os CET foram frequentados por cerca de dois mil alunos, sendo a Universidade de Aveiro responsável pela formação de 10 por cento do total nacional nesse nível de ensino, “com resultados efectivos na absorção por parte do mercado de trabalho”, de acordo com um inquérito feito aos antigos alunos.

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Maria Teresa Christo tomou posse como vereadora na Câmara de Aveiro


vereadora do CDS Maria Teresa Christo tomou, ontem, posse como eleita no executivo municipal de Aveiro, mas sem pelouros, durante a reunião privada da Câmara.

A vereadora do CDS-PP, que ocupava o oitavo lugar na lista da coligação “Juntos por Aveiro”, substitui Miguel Fernandes, também do CDS-PP, que renunciou ao mandato três meses após o presidente da câmara, Élio Maia, lhe ter retirado os pelouros.

Miguel Fernandes e a vereadora Ana Vitória Neves (independente eleita na lista do PSD) ficaram sem pelouros em Julho passado, na sequência do chumbo do contrato de entrega da gestão do estádio do Euro 2004 ao Beira-Mar.

O executivo aprovou ainda por unanimidade uma proposta do presidente da câmara para que o requerimento apresentado por Ana Vitória Neves e Miguel Fernandes, sobre o regime de permanência, não fosse admitido à discussão e votação, já que “versa sobre matéria que extravasa a competência do executivo municipal”.

Com este requerimento, Ana Vitória Neves e Miguel Fernandes pretendiam ver discutidas alegadas ilegalidades relacionadas com a cessação do regime de permanência a tempo inteiro, já que defendem que Élio Maia “não resolveu a questão com a votação do tema em reunião de Câmara como deveria ter feito”.

No entanto, na proposta apresentada hoje ao executivo municipal, o autarca sustenta que o seu despacho emitido em 11 de Julho, no qual retirava os pelouros aos referidos vereadores, “cessava ainda o exercício dos respectivos cargos em regime de permanência e tempo inteiro”.

Élio Maia defende ainda que o despacho é legal, uma vez que se enquadra estritamente nas competências que a Lei atribui, a título exclusivo, ao presidente da câmara.

A vereadora Ana Vitória Neves não participou da votação por ser parte interessada. A Lusa tentou falar com a vereadora Ana Vitória Neves e com o ex-vereador Miguel Fernandes, mas até ao momento não foi possível.

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Universidade de Aveiro reúne em portefólio oferta de competências e serviços para empresas


A Universidade de Aveiro apresentou o seu “Portfólio de Competências e Serviços”, um catálogo integrado dirigido às empresas, autarquias, e entidades públicas e privadas que procuram os seus serviços.

“A disponibilização de um portfólio estruturado que indique o que temos e quem é, na Universidade, o interlocutor adequado, constitui um instrumento valiosíssimo”, justifica o reitor, Manuel Assunção, para quem as universidades “não podem apenas diplomar estudantes e gerar conhecimento”, mas “devem actuar também como parceiras activas da sociedade”.

“A Universidade de Aveiro assumiu a cooperação com a sociedade, em particular o contributo para o desenvolvimento regional, como um dos elementos estruturantes, parte integrante da sua génese”, disse.

Em versão impressa e on-line, o portfólio organiza a informação, até agora dispersa, sobre “a capacidade instalada para a prestação de serviços às empresas, autarquias e entidades, e promove a articulação interna entre os agentes envolvidos nessa cooperação”, conforme explicou Pascoal Neto, vice-reitor da Universidade.

De acordo com o vice-reitor, 1100 docentes e investigadores estão envolvidos em actividades de consultadoria e apoio técnico e científico, prestação de serviços, investigação, desenvolvimento tecnológico e inovação em consórcio, além de formação orientada para as necessidades das empresas.

Entre as várias unidades que colaboram com o exterior está o Laboratório Central de Análises (LCA), que presta serviços de análises e ensaios, rentabilizando os recursos instrumentais e competências científicas que a Universidade dispõe.

O Instituto de Ambiente e Desenvolvimento (IDAD), tem vindo a desenvolver estudos estratégicos e de planeamento, impacte e monitorização ambiental, bem como auditorias.

O Laboratório Industrial da Qualidade, atua na área dos ensaios de equipamento, inspecção de instalações e análises de projectos, bem como na metrologia e calibrações.

A Unidade de Transferência de Tecnologia (UATEC) tem por missão apoiar a protecção e gestão dos direitos de propriedade intelectual e a sua valorização comercial.

Com entrada em funcionamento prevista para 2013 está o parque de ciência e inovação que acolherá empresas e vai disponibilizar laboratórios de investigação e desenvolvimento de uso comum e serviços de apoio à inovação e internacionalização das empresas.

A ligação ao tecido empresarial é ainda assegurada através de unidades de formação profissional não conducente a grau (UNAVE) e de formação ao longo da vida (UINFOC), bem como do Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais, para a inserção dos diplomados.

De acordo com Pascoal Neto, foi reactivado o Gabinete Universidade-Empresa (GUE), que funcionará como “balcão único” para as empresas e outras entidades junto da Universidade de Aveiro, de forma a agilizar o processo de cooperação.

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Cerca de 80 estivadores da ETP com subsídio de férias em atraso


Cerca de 80 trabalhadores da Associação de Trabalho Portuário (ETP) de Aveiro estão sem receber o subsídio de férias, informou o Sindicato dos Trabalhadores do Porto de Aveiro (STPA).

Em declarações à Lusa, Eduardo Marques, do STPA disse que estão a decorrer conversações com as duas empresas de estiva que são associadas da ETP de Aveiro – a Socarpor e a Aveipor – no sentido de resolver o problema.

Os trabalhadores portuários pertencentes ao contingente de mão-de-obra gerido pela ETP de Aveiro queixam-se ainda de discriminação face aos seus colegas de profissão integrados no quadro privativo da empresas de estiva que operam no mesmo porto, já que estes últimos já receberam os respectivos subsídios de férias.

Contactado pela Lusa, o presidente da direcção da ETP de Aveiro, José Manuel Lourenço, escusou-se a falar sobre este assunto.

O deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares questionou hoje o ministro da Economia sobre este caso, lembrando que esta já não é a primeira vez que há um atraso no pagamento do subsídio de férias aos trabalhadores da ETP de Aveiro.

Na pergunta dirigida ao ministério de Álvaro Santos Pereira, o parlamentar eleito por Aveiro quer saber quais as medidas que o Governo levará a cabo para assacar da responsabilidade da administração da empresa neste atraso.

O bloquista defendeu ainda uma rápida acção das entidades públicas para que a resolução deste problema seja célere.

Em 2009, o atraso no pagamento do subsídio de férias aos trabalhadores da ETP de Aveiro resultou numa greve dos estivadores de quase três semanas, que levou ao desvio de vários navios para outros portos.

Na ocasião, a Administração do Porto de Aveiro chamou a atenção para os “problemas estruturais” da ETP de Aveiro, cujas “receitas não cobriam os custos fixos da própria empresa”.

A ETP de Aveiro foi formada em 1993 pelas empresas operadoras Aveirpor, Socarpor, Vougamar e o sindicato, com vista a fornecer mão-de-obra portuária.

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Miguel Fernandes renuncia ao cargo de vereador na Câmara PSD/CDS em Aveiro


O vereador Miguel Fernandes, eleito pelo CDS-PP na Câmara de Aveiro (PSD/CDS-PP) nas eleições de 2009, renunciou ao mandato na autarquia, três meses após o presidente da câmara lhe ter retirado os pelouros.

Em comunicado, o vereador justificou esta decisão como a “única solução possível para impedir a tentativa perversa e anti-democrática da instrumentalização política” da sua pessoa “para fins partidários e ilegítimos”.

A renúncia de Miguel Fernandes já foi formalizada por escrito ao executivo municipal liderado por Élio Maia (PSD/CDS-PP).

O vereador deverá ser substituído por Maria Teresa Rebocho Christo, educadora de infância, que ocupava o oitavo lugar na lista da coligação PSD/CDS-PP “Juntos por Aveiro”.

Miguel Fernandes e a vereadora Ana Vitória Neves (independente eleita na lista do PSD) ficaram sem pelouros em Julho passado, na sequência do chumbo do contrato de entrega da gestão do estádio do Euro 2004 ao Beira-Mar.

Os vereadores que também perderam a confiança política dos dois partidos afirmaram, na ocasião, que pretendiam exercer o mandato até ao fim, mantendo-se no executivo municipal com o estatuto de independentes.

Nos últimos tempos, ambos alertaram para alegadas ilegalidades relacionadas com a retirada de pelouros e a cessação do regime de permanência a tempo inteiro, mas as várias tentativas de discutir o problema nas reuniões do camarárias foram sendo sucessivamente adiadas.

Segundo Miguel Fernandes, a última tentativa foi feita na reunião de Câmara extraordinária, que decorreu na sexta-feira passada, mas este ponto voltou a ser adiado com o voto conjunto dos actuais membros da Câmara.

Para o vereador, esta conduta “expressa uma cumplicidade na perpetuação de um vício cometido pelo actual presidente da Câmara” e é reveladora da “total falta de respeito democrático” pelos seus direitos e interesses.

Contactada pela agência Lusa, a vereadora Ana Vitória Neves reafirmou a vontade de levar o mandato até ao fim, apesar da decisão agora tomada pelo seu colega.

A Lusa tentou obter mais esclarecimentos junto do presidente da Câmara de Aveiro mas até ao momento não obteve resposta.

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PS Aveiro acusa Câmara de gastar dinheiro em propaganda quando atravessa


A concelhia de Aveiro do PS acusou ontem a Câmara liderada pelo PSD/CDS-PP de estar a gastar dinheiros públicos em propaganda numa altura em que o município devia dar um exemplo de contenção na despesa.

Em causa está um contrato assinado em Setembro com a empresa Canalvisão para o fornecimento de “serviços de comunicação/informação e espaço televisivo”.

Os socialistas remetem para o portal do Governo, que disponibiliza online contratos públicos (www.base.gov.pt), o acordo, no valor de 72 mil euros, com um prazo de execução de três anos, podendo ser denunciado antes desse período por qualquer uma das partes.

“É uma despesa que a nós não nos parece essencial nem fundamental para o município”, disse à Lusa o presidente da concelhia do PS, Eduardo Feio, lembrando que há “um conjunto de outras prioridades, como o tratamento dos espaços verdes e dos passeios”.

Os socialistas demonstram ainda a sua perplexidade por esta adjudicação, por despacho, atendendo à situação financeira do município, e à existência, neste, de recursos humanos e capacidade técnica para desenvolver trabalhos equivalentes de divulgação das actividades municipais.

“Convém não esquecer que ainda há bem pouco dissemos que o município estava em rotura financeira e a Câmara terá de fazer um orçamento para 2012 neste quadro. Portanto, este é um mau sinal que este executivo está a dar”, adiantou Eduardo Feio.

A concelhia de Aveiro do PS considera ainda que o recente reinício da publicação do Boletim Municipal a par da assinatura deste contrato é “uma opção da maioria pela propaganda e aumento da despesa municipal” que não pode deixar de censurar.

Os eleitos do PS na autarquia vão agendar um ponto na próxima reunião do executivo camarário com vista à análise deste contrato.

Contactada pela Lusa, a Câmara de Aveiro diz que não comenta o assunto.

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Agrovouga deste ano cancelada devido à crise


A Aveiro-Expo cancelou a edição deste ano da feira agropecuária Agrovouga, que teria lugar em Outubro no Parque de Exposições de Aveiro, devido à crise, anunciou ontem a empresa.

“Os elevados custos do certame, que esta empresa municipal suporta totalmente, justificam a decisão, ponderada e reflectida, agora tomada”, informa a Aveiro-Expo em comunicado.

A decisão, que já foi comunicada a todos os parceiros envolvidos na organização do certame, está também relacionada com a recente legislação, que “impõe a empresas como a Aveiro-Expo a redução imediata dos seus custos na ordem dos 15 por cento”.

A empresa sublinha, no entanto, que não abdica de uma das principais feiras do sector agrícola português, afirmando estar já a desenvolver esforços para que a Agrovouga seja retomada em 2012.

A Aveiro-Expo anunciou ainda que a Agrovouga, que teria no mês de Outubro a sua 36.ª edição, vai dar lugar à FRILAC – Feira Nacional do leite e do bovino leiteiro, que decorrerá de 27 a 30 de Outubro.

A feira inclui o XXXII concurso nacional da raça holstein frísia, a mostra agroindustrial e o concurso “melhor queijo 2011”.

Além destas iniciativas, a Agrovouga, com uma tradição de quase quatro décadas, incluía uma feira nacional do cavalo de desporto, os concursos das raças marinhoa e arouquesa e uma exposição de bovinos das raças autóctones.

A Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro (ALDA), que nos últimos anos tem aproveitado a abertura da Agrovouga para manifestar-se e chamar a atenção do Governo para os principais problemas do setor, já lamentou esta decisão.

“Essa notícia é muito má tendo em conta que a Agrovouga era um momento de grande importância para a agricultura da região e para a economia também”, disse à Lusa o presidente da ALDA, Albino Silva.

Por seu turno, a Concelhia de Aveiro do PS manifestou a sua “surpresa” e “preocupação” pela decisão, tanto mais que acontece num momento em que “todos os representantes da nação e todos os partidos políticos são unânimes na necessidade de promover o desenvolvimento da agricultura como uma forma de diminuir as importações e reduzir a nossa dependência agroalimentar”.

Para os socialistas, a Agrovouga, “como feira nacional, tem sido um factor de afirmação de Aveiro e da sua região, contribuindo ao longo das últimas décadas para desenvolvimento da fileira agrícola”.

A Concelhia do PS apela à maioria do executivo PSD/CDS-PP na Câmara Municipal no sentido de ser alterada a decisão.

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