Internet

Novos serviços de banda larga dirigidos ao segmento empresarial

Apostada em disponibilizar às empresas ferramentas de modernização, a Broadnet Portugal anunciou hoje uma gama de serviços Internet em banda larga que diz ser fruto de dois anos de maturação.
Apesar de estar licenciada pela Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações, antigo ICP) desde Dezembro de 1999 para a utilização de frequências para o acesso fixo a banda larga via rádio (FWA), a empresa esperou ter condições de lançar uma oferta integrada e sustentada aos clientes.
“A nossa mais valia é o facto de possuirmos uma rede global, com uma estrutura bastante flexível e de nos termos especializado numa só área, a Internet para as empresas, que é um mercado relativamente pequeno”, explicou Afonso Cascão, presidente da Broadnet Portugal.
A empresa iniciou as operações experimentais em Junho de 2000 (a tecnologia FWA requer a instalação de estações centrais que permitem a recepção do sinal num raio de três quilómetros), a que se seguiu uma fase de testes em Setembro do mesmo ano.
Com oito estações centrais instaladas, cinco em Lisboa e as restantes três no Porto, a empresa assistiu, a partir do final de 2000, ao início da “confusão no mercado das novas tecnologias”, o que ditou o abrandamento do desenvolvimento destes serviços, que ganharam novo fôlego com a aquisição de uma empresa especialista em alojamento ou “hosting” (a Eastécnica V) e de um fornecedor de Internet (ITNET).
“Desta forma constituímos uma oferta de serviços bastante integrada para arrancar fortemente no mercado”, explicou.
“Há muito espaço para crescer, por isso aguardámos até poder lançar os nossos serviços e esperar um crescimento sustentado”, disse, indicando que as previsões apontam para uma facturação a crescer cerca de 20 por cento ao ano, com uma situação previsível de equilíbrio entre as despesas e os lucros no próximo ano.
“Tivemos de olhar um pouco para onde ia o mercado, se a tecnologia vingaria, como é que os operadores iam reagir ao mercado, se o dinheiro ia desaparecer do sector”, continuou Afonso Cascão.
Tendo como enfoque estratégico as empresas que necessitam de comunicações em banda larga e globais, a empresa vai disponibilizar acesso à Internet em banda larga através da tecnologia de acesso fixo via rádio (Fixed Wireless Access, FWA) que substitui o cabo e a fibra óptica.
Uma tecnologia semelhante à que será utilizada pelo grupo português SGC, de João Pereira Coutinho, que detém a única licença atribuída em Portugal para a televisão digital terrestre.
No entanto, “a licença do grupo SGC é de 29 GHz, adequada ao suporte de imagens, voz e dados, enquanto que a nossa é de 26 GHz, mais aplicada à transmissão de dados em banda larga”, explicou Cascão.
Segundo um comunicado da Broadnet Portugal, esta forma de acesso à Internet em banda larga proporciona alta velocidade a preços mais competitivos e uma maior rapidez de instalação.
A empresa dispõe ainda de serviços de linhas dedicadas, destinados às empresas com necessidades elevadas de comunicações, alojamento (espaço nos seus servidores para alojamento da página dos clientes), centro de dados (utilização das infra-estruturas da Broadnet para colocação dos sistemas de informação em locais com condições adequadas), redes privadas e contas de acesso à Internet em Dial-UP sobre RDIS ou linha analógica.
A principal actividade da Broadnet Portugal, com um capital de 13,3 milhões de euros, é o fornecimento de soluções de banda larga para Pequenas e médias empresas (PME), tendo como principais concorrentes neste segmento de mercado a ONI, a Portugal Telecom (PT) e a Novis, disse Afonso Cascão.
Para uma PME, uma solução a 2 megabits da Broadnet Portugal deverá rondar os 1.500 euros (300 contos) mensais, disse.
“Por enquanto, cerca de 80 a 90 por cento dos nossos requisitos estão na área da Grande Lisboa e do Grande Porto, por isso o investimento irá sendo feito à medida que vá surgindo mercado”, continuou, acrescentando que “o tempo de investir e depois ver no que dá já acabou”.
A Broadnet Portugal, denominação que data de Abril deste ano, é fruto de uma aliança entre a Eastécnica (a mais antiga empresa portuguesa de telecomunicações) a Broadnet (grupo de comunicação europeu) e a Fundação Oriente, que em 1999 entrou no capital da Eastécnica IV para concorrer a uma das licenças de banda larga colocadas a concurso pelo ICP.

Lusa

(22 Mai / 16:03)