Tecnologia

Tecnologia

Portugal pouco preparado para entrar na “idade do conhecimento”

A falta de qualificação dos recursos humanos em Portugal é a principal barreira à entrada do país na “idade do conhecimento”, uma nova era civilizacional anunciada por Raul Junqueiro.
“Até agora não foi feito o esforço nacional para conduzir Portugal a esta nova plataforma económica e social”, sublinhou hoje este especialista na área das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) na apresentação do seu livro, “A Idade do Conhecimento”, que vai ser publicado segunda-feira.
O conhecimento de que fala o livro, explicou, tem a ver não só com a nova literacia exigida aos cidadãos (saber utilizar um computador e ligar-se à rede) mas também com a especialização cada vez maior que os recursos humanos necessitam de ter.
“Sem conhecimento posso ligar-me ao mundo virtual mas não aproveitar as suas potencialidades. Sem conhecimento tenho informação em abundância mas não posso transformá-la em acção produtiva”, exemplificou.
Segundo Raul Junqueiro, 53 anos, “a maior debilidade do país consiste precisamente na pouca preparação dos recursos humanos e é sobretudo nesta área que os decisores políticos têm de investir”.
Educação, formação permanente e sensibilização (de que esta é uma área que afecta todos e não só especialistas) são os três vectores por que passa esta preparação dos recursos humanos, de acordo com Raul Junqueiro.
Assim, defende a necessidade de garantir um pacote mínimo de serviços básicos a todos os cidadãos que integre um serviço universal de telecomunicações (onde já não pode faltar o acesso à Internet e ao correio electrónico) e um serviço público de televisão.
“A televisão digital terrestre, por exemplo, tem potencialidades técnicas para garantir ambos”, afirmou.
Raul Junqueiro lamentou ainda que a liberalização da telefonia fixa (tanto em Portugal como no resto da Europa) tenha sido um falhanço, já que os prejudicados foram os consumidores.
Na sua opinião, a massificação das redes de banda larga deve ser uma prioridade para os decisores, considerando “dramático” que em Portugal existam menos de 5 mil terminações ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line).
A dinamização electrónica da administração pública e empresas e a aposta na produção de conteúdos (um sector chave para o sucesso da terceira geração de telemóveis) são outros desafios que se colocam ao país para poder entrar na idade do conhecimento.
“Existe um défice digital forte por parte dos decisores não só em Portugal mas também na Europa. É preciso que quem decide saiba que nesta área as medidas têm de ser tomadas hoje e não amanhã”, afirmou.
O livro está dividido em três capítulos (A Génese da Revolução Digital, Os Contornos da Nova Sociedade e Os Desafios e as Oportunidades), que pretendem combinar uma dimensão pedagógica com a opinião e experiência do autor no mundo das telecomunicações.
Raul Junqueiro nasceu em Viseu, em 1948, licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e possui formação complementar em Economia e Telecomunicações.
Desempenhou funções de presidente da APDC (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações) e, actualmente, entre outros cargos, é sócio-gerente de uma empresa de consultoria que actua na área das TIC e integra o Painel da Convergência do Conselho da Europa.
“A Idade do Conhecimento”, 380 páginas, é um livro editado pela Editorial Notícias e vai estar à venda a partir de segunda- feira com o preço de capa de 18 euros (cerca de 3.600 escudos).

Lusa

(10 Mai / 10:44)

Tecnologia

Tecnologia / EUA

Inaugurada a 1/a central híbrida a pilha de combustível e gás

O Departamento de Energia norte- americano anunciou o início das operações da primeira central de geração eléctrica híbrida, movida através de um sistema de pilha de combustível e gás.
A instalação experimental, com uma potência de 190 megawatt e capacidade para fornecer energia a cerca de 200 habitações, está situada num centro de investigação da Universidade da Califórnia- Irvine, no sul do Estado.
A central combina um sistema de pilha de combustível (elemento electroquímico que converte a energia da fonte em electricidade) com uma microturbina de gás de alto rendimento.
A turbina é movida pelos gases pressurizados que resultam do funcionamento da pilha de combustível.
Os primeiros dados apontam para que a combinação consiga uma eficácia eléctrica de 53 por cento, o que é considerado um recorde mundial na operação de qualquer sistema de pilha de combustível ou gás natural, segundo um comunicado do Departamento de Energia.
As únicas emissões lançadas pela central são de óxido de nitrogénio, que pode contribuir para a contaminação ambiental com partículas sólidas, revelando-se 50 vezes menos poluidora do que as actuais centrais eléctricas de gás natural.
“Esta nova tecnologia tem potencial para alterar o panorama da indústria energética do futuro”, disse o secretário para a Energia Spencer Abraham.

(28 Mar / 16:47)
Lusa

Tecnologia

UE / Tecnologia

Quinze dão “luz verde” ao lançamento do Galileo

Os ministros dos Transportes da União Europeia deram hoje “luz verde”, em Bruxelas, ao lançamento do projecto de radionavegação por satélite Galileo, um concorrente directo do GPS norte-americano.
Apesar de um percurso acidentado, que chegou a envolver ameaças da comissária europeia responsável pelos Transportes, Loyola de Palacio, de retirar o projecto caso não fosse aprovado rapidamente, várias discordâncias entre os Quinze quanto à sua sustentabilidade financeira e, por último, várias reservas por parte dos Estados Unidos da América, o projecto vai mesmo para a frente.
O Galileo será composto por 30 satélites que vão cobrir toda a superfície terrestre e deverá custar, até ao seu lançamento, em 2008, 3,4 mil milhões de euros (681 milhões de contos).
É considerado pelo executivo comunitário como fundamental para impulsionar a indústria e os serviços europeus e garantir a independência da Europa face aos EUA.
A radionavegação por satélite é uma tecnologia de ponta que permite ao utilizador de um receptor captar sinais emitidos por diversos satélites para determinar com muita precisão, em cada instante, a hora e a sua posição em longitude, latitude e altitude.
A sua utilização abrange uma vasta gama de actividades, que vão de todos os tipos de transporte (localização e medição da velocidade dos veículos) à medicina (tratamento de pacientes à distância), justiça (controlo de detidos), serviços aduaneiros (inquéritos no terreno), agricultura (ajustamento das doses de adubos ou pesticidas em função do terreno), até à área da defesa.

(26 Mar / 11:38)

Tecnologia

5 anos depois do computador ter batido Kasparov, o futebol é o desafio

Os contornos do mapa da vida, o Genoma humano, muito dificilmente seriam conhecidos sem a ajuda inteligente das máquinas, capazes de descobrir, num premir de tecla, aquilo que os investigadores perseguem há décadas.
O estudo da genética evolui, assim, passo a passo com a tecnologia, e as possibilidades da medicina do futuro confundem-se cada vez mais com as capacidades destas máquinas inteligentes, dotadas de técnicas de aprendizagem.
Em grande parte, será o seu trabalho de análise de dados que vai permitir descobrir o gene causador de determinada doença, revolucionando o diagnóstico e tratamento médicos.
Cinco anos depois do computador Deep Blue (IBM) ter ganho uma partida de xadrez ao então campeão do mundo Gary Kasparov, em 10 de Maio de 1997, a investigação em torno da Inteligência Artificial (IA) tem avançado mais no sentido de resolver problemas específicos.
Quase se pode dizer que o sonho de ter computadores inteligentes capazes de emularem as capacidades da mente humana deu lugar ao pragmatismo da engenharia, na resolução de problemas concretos.
“A IA, como campo científico e aplicação prática, tem acontecido em pequenos avanços nos domínios, por exemplo, da análise inteligente de dados, permitindo identificar padrões em grandes quantidades de dados, ou dos sistemas integrados de visão e de controlo, viabilizando a navegação mais ou menos autónoma de um automóvel na estrada”, explicou Alípio Jorge, vice-presidente da Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial (APPIA).
“A ideia que eu tenho é que a IA surgiu mais para responder à pergunta “como emular a mente humana”, com sonhos e ambições de ter máquinas inteligentes a interagir com pessoas aos mais variados níveis”, continuou, em declarações à Agência Lusa.
“No entanto essas altas expectativas iniciais deram lugar a muito desencanto e frustração quando se percebeu que esse era um objectivo muito ambicioso e mesmo, segundo alguns argumentam, filosoficamente impossível”, disse.
Segundo este professor da Universidade do Porto (UP), depois da frustração, a tendência que rege actualmente os trabalhos em torno da IA é a do pragmatismo, abordando problemas concretos e mostrando-se social e economicamente útil.
Exemplo disso mesmo é a área da robótica, onde a inteligência tem vindo a ser incorporada, sobretudo, nos mecanismos de direccionalidade e controlo.
Aliás, são essas máquinas que preenchem o imaginário da “Inteligência Artificial”, alicerçado em robôs autónomos e inteligentes feitos à semelhança do homem, versões modernas do Pinóquio.
“A inteligência é incorporada nos robôs com o intuito de melhorar a sua performance, e, ao mesmo tempo, diminuir o seu consumo energético”, explicou, por seu lado, Miguel Ayala Botto, do GCAR – Centro de Sistemas Inteligentes, do Instituto Superior Técnico (IST).
“O xadrez foi durante muitos anos o domínio por excelência da aplicação das metodologias de IA. No entanto, após o fim deste desafio, a vitória do Deep Blue sobre Kasparov, novos domínios mais estimulantes e complexos tornaram-se necessários”, considerou, por seu lado, Luís Paulo Reis, da Universidade do Porto.
É neste contexto que surge o futebol robótico.
“O futebol robótico constitui um domínio bastante mais complexo que o do xadrez. Uma das principais diferenças reside no facto do seu ambiente ser dinâmico. No xadrez, todos os objectos estão estacionários e as jogadas são alternadas, não há interacção entre as duas equipas adversárias”, explicou o investigador, um dos coordenadores da equipa nacional de Futebol robótico (FC Portugal).
Além disso, os problemas de investigação colocados pelo futebol robótico cobrem uma vasta área dos domínios da IA e robótica, incluindo coordenação, cooperação e comunicação multi- agente, arquitecturas de agentes inteligentes, aprendizagem, planeamento em tempo real, decisão estratégica e táctica, comportamento reactivo, visão, processamento e análise de imagem, controlo, sistemas de locomoção, sistemas sensoriais, fusão sensorial em tempo real, navegação e controlo inteligente robótico, enumerou.
O futebol robótico é uma área onde têm surtido resultados interessantes a investigação activa de cientistas portugueses de IA, sendo considerado por Alípio Jorge “um desafio maior do que o xadrez, já que vencer o campeão do mundo de futebol não estará tão cedo ao alcance de artefactos”.
Portugal é já bicampeão europeu e campeão mundial em futebol robótico, uma competição cujo grande objectivo é desenvolver, até 2050, uma equipa de humanóides completamente autónomos capazes de vencer em futebol a equipa campeã mundial da modalidade.
Aliás, são vários os projectos portugueses a explorar a robótica inteligente.
“Alguns estão a explorar a forma de construir +equipas+ de robôs inteligentes capazes de desempenhar uma determinada tarefa cooperativa, tal como disputar um jogo de futebol, realizar salvamentos em grandes catástrofes (incêndios ou terramotos) ou efectuar a limpeza de minas ou de lixo tóxico em grandes superfícies”, disse Luís Paulo Reis.
Segundo Paulo Reis, estes são alguns dos exemplos de como as vitórias dos futebolistas-robôs portugueses vão muito para além das quatro linhas.

Lusa

(16 Mai / 10:38)

Tecnologia

Tecnologia

Australiana inventa máquina que lava, seca e passa a roupa

Uma estudante australiana de desenho industrial inventou uma máquina de lavar que deixa a roupa imaculada, seca e passada, indicou hoje a emissora de rádio local ABC.
O revolucionário invento de Jason Knight, 22 anos, designado “Solução Total de Lavagem”, utiliza tecnologia de ultra-sons para lavar a roupa dentro de uma câmara hermeticamente fechada.
Uma vez finalizado o processo de lavagem, uma bomba de calor seca as roupas sem as enrugar.
Knight explicou à emissora de rádio que esta tecnologia de ultra-sons também está a ser investigada em Tóquio por uma empresa que produziu uma máquina de lavar ultra-sónica.
No entanto, o invento australiano é, segundo a sua autora, “o único que combina as três etapas num único sistema”.

Lusa

(24 Mai / 9:39)

Tecnologia

Espaço

NASA quer acabar com as dúvidas sobre a ida do Homem à Lua

A NASA quer acabar definitivamente com as dúvidas daqueles que acreditam que o homem nunca foi à Lua e que o passeio do astronauta Neil Armstrong, a 20 de Julho de 1969, foi pura ficção.
Mais de 33 anos depois de o mundo inteiro ter acompanhado, através da televisão, os primeiros passos do homem na Lua, a agência espacial norte-americana encomendou um estudo para convencer todos de que esse marco da história humana aconteceu realmente, segundo noticia hoje o diário norte-americano Washington Post.
“Um inquérito realizado em 1999 demonstrou que 11 por cento das pessoas nos Estados Unidos duvidavam da viagem do homem à Lua”, sublinhou o diário.
Durante três décadas persistiu a opinião, entre os cépticos e defensores das teorias de conspirações, de que aquilo que se viu nos ecrãs televisivos em 1969 não foi a descida de uma cápsula tripulada na Lua mas uma cena simulada num estúdio cinematográfico.
O programa Apolo da NASA incluiu seis missões durante as quais as cápsulas tripuladas desceram na Lua e os astronautas realizaram caminhadas e recolheram amostras do solo lunar.
Os incrédulos sustentam que as seis missões não passaram de um logro cinematográfico.
A NASA, segundo o Post, prevê pagar mais de 15.000 dólares (aproximadamente a mesma quantia em euros) a James Oberg, um antigo engenheiro aeroespacial que vive em Houston (Texas), para que escreva uma refutação sustentada das dúvidas apresentadas pelos que desconfiam deste acontecimento.
Stephen Garber, o historiador chefe da NASA, afirmou que a monografia de 30.000 palavras em dez capítulos de Oberg não convencerá as pessoas que acreditam em mitos mas tem esperança de que chegue, pelo menos, àqueles que têm uma mente aberta.

Lusa

(4 Nov / 16:41)

Tecnologia

Espaço

NASA quer acabar com as dúvidas sobre a ida do Homem à Lua

A NASA quer acabar definitivamente com as dúvidas daqueles que acreditam que o homem nunca foi à Lua e que o passeio do astronauta Neil Armstrong, a 20 de Julho de 1969, foi pura ficção.
Mais de 33 anos depois de o mundo inteiro ter acompanhado, através da televisão, os primeiros passos do homem na Lua, a agência espacial norte-americana encomendou um estudo para convencer todos de que esse marco da história humana aconteceu realmente, segundo noticia hoje o diário norte-americano Washington Post.
“Um inquérito realizado em 1999 demonstrou que 11 por cento das pessoas nos Estados Unidos duvidavam da viagem do homem à Lua”, sublinhou o diário.
Durante três décadas persistiu a opinião, entre os cépticos e defensores das teorias de conspirações, de que aquilo que se viu nos ecrãs televisivos em 1969 não foi a descida de uma cápsula tripulada na Lua mas uma cena simulada num estúdio cinematográfico.
O programa Apolo da NASA incluiu seis missões durante as quais as cápsulas tripuladas desceram na Lua e os astronautas realizaram caminhadas e recolheram amostras do solo lunar.
Os incrédulos sustentam que as seis missões não passaram de um logro cinematográfico.
A NASA, segundo o Post, prevê pagar mais de 15.000 dólares (aproximadamente a mesma quantia em euros) a James Oberg, um antigo engenheiro aeroespacial que vive em Houston (Texas), para que escreva uma refutação sustentada das dúvidas apresentadas pelos que desconfiam deste acontecimento.
Stephen Garber, o historiador chefe da NASA, afirmou que a monografia de 30.000 palavras em dez capítulos de Oberg não convencerá as pessoas que acreditam em mitos mas tem esperança de que chegue, pelo menos, àqueles que têm uma mente aberta.

Lusa

(4 Nov / 16:41)

Leave a reply

Primeira Página

O JB no Facebook

Newsletter do Jornal da Bairrada

As notícias que contam, na sua caixa de email. Subscreva!

A sua subscrição foi recebida com sucesso!