A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro ordenou o corte ilegal de nove sobreiros no Repolão. Agora, a autarquia oliveirense poderá vir a pagar uma multa que, no valor máximo, atinge os 149 mil euros, e no seu mínimo 49 euros.
O corte dos sobreiros, que causou alguma consternação junto das pessoas mais idosas e também nos que defendem boas práticas ambientais, foi efectuado na Rua D. Dinis, no Repolão. Os sobreiros depois de terem sido cortados, ainda permaneceram algum tempo no local.
De acordo com uma fonte policial, o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Joaquim Santos, terá dado ordem para abater nove sobreiros, sem a respectiva autorização da Direcção Geral das Florestas.
JB sabe que Joaquim Santos confirmou aos serviços de Protecção do Ambiente da GNR que, apesar de ser prática na autarquia abater árvores, só com a autorização das entidades competentes, naquele caso o procedimento não foi seguido.

Explicações. Joaquim Santos justificou que o abate dos sobreiros foi feito na convicção de que o mesmo estaria abrangido por uma autorização que foi concedida para um corte de 21 sobreiros (ainda só foram cortados seis) naquela zona, mais especificamente na Rua dos Louros que agora ficou ligada à Rua D. Dinis.
O autarca refere ainda que “para esta zona e outras, nunca nos foi negada qualquer autorização para abate, considerando sempre o interesse público subjacente a tais actos”. “Os sobreiros existentes nesta zona e os que têm vindo a ser abatidos possuem características muito semelhantes”, acrescenta o vice-presidente da Câmara.
Recorda ainda que “a Câmara Municipal tem vindo a pedir várias autorizações para abater sobreiros, sendo disso exemplo as intervenções, levadas a efeito na EM 600, rotunda da Tilacha e EM 596, onde, devido às requalificações urbanas efectuadas, a Direcção Geral dos Recursos Florestais foi dando sucessivas autorizações aos pedidos de abate de vários exemplares”.

Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.pt