A Saúde no concelho de Anadia volta à ordem do dia. O autarca Litério Marques esteve, na última segunda-feira, no debate televisivo “Prós e Contras”, sobre “O resultado das reformas da Saúde”.
Com a situação de Valença em pano de fundo, Litério Marques, que há três anos protagonizou um aceso debate com o então ministro da Saúde, Correia de Campos, voltou a colocar algumas questões incómodas ao Secretário de Estado, relacionadas com o funcionamento da Consulta Aberta, criação das Unidades de Saúde Familiares (USF) e transporte de doentes.
Carlos Pizarro, secretário de Estado da Saúde, garantiu que, na Consulta Aberta, actividades de cuidado de saúde primários, tais como suturas, são para ser feitas pelos profissionais de saúde ali colocados.
Já a questão relacionada com o transporte de regresso de doentes de Coimbra para Anadia, na opinião de Litério Marques continua sem resposta. Vale a “caridade” e a “boleia”, pois muitos utentes de parcos recursos e sem apoio familiar não têm quem os traga de volta a casa. Por esclarecer ficou também a questão relacionada com o funcionamento das USF.
Contudo, parece certo que Anadia vai ter duas Unidades de Saúde Familiares (USF), uma em Sangalhos e outra em Anadia. Esta indicação foi deixada pelo autarca durante uma das suas intervenções. Litério Marques confirmou que Ana Oliveira, coordenadora do ACES do Baixo Vouga I, num encontro que teve com o autarca, em Anadia, lhe deixou essa certeza.

Solidariedade. Litério Marques admitiu ainda rever-se no problema que Valença atravessa com o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) local.
“Só quem passou pelo que Anadia passou percebe o que estas pessoas estão agora a sentir e os problemas que vão sofrer no futuro”, disse, sublinhando que, na reforma em curso, o Poder Central não está a ter em conta as diferenças entre concelhos e regiões. Por isso, apelou à tutela para que “decida de acordo com essas diferenças que existem”.
Quanto a Anadia, o autarca revelou que, apesar de nunca ter deixado de dialogar com a Ministra Ana Jorge, não foi possível assinar o protocolo proposto pela tutela, porque o documento enfermava de uma série de problemas. Três anos depois, a verdade é que não se conforma com o encerramento do serviço de Urgências de Anadia que “tinha tudo: equipamento novo, algum por estrear”.

Catarina Cerca
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