Com 75 anos de vida, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia (AHBVA) foi, no último sábado, distinguida com o galardão de “Instituição do Ano”, pelo Rotary Club Curia-Bairrada.
Carlos Matos, presidente do Clube Rotário sublinharia trata-se de uma “instituição única”, cujo lema “Vida por Vida” traduz a entrega, o espírito de sacrifício e a dedicação ao socorro de pessoas e bens.
“Uma homenagem justa pelos altíssimos serviços prestados à comunidade”, diria, não deixando de destacar o número de participantes presentes (cerca de uma centena) “nesta merecida homenagem de reconhecimento”.
“O Rotary Club mais não fez do que ser transmissor do espírito do movimento rotário mundial: contribuir para a paz, promover a concórdia, servir a comunidade e honrar quem o merece”, concluiu, demonstrando a razão para a homenagem.
Bastante sensibilizado com o gesto, Mário Teixeira, presidente da direcção da AHBVA, aproveitaria para destacar que também o Rotary é uma instituição de “elevadíssima grandeza”. E, recordando que os bombeiros estão “desinteressadamente ao serviço das populações, na sua vontade indómita de bem servir”, não escondeu o sentimento de honra pela homenagem e pela atribuição do galardão que, no último ano, foi atribuído à Santa Casa de Misericórdia de Anadia pela passagem do seu 1.º centenário.
O presidente da corpora-ção de Anadia não deixaria também de destacar que, tal como os bombeiros, também o Rotary Club visa “a causa do serviço em prol da comunidade”. Por isso, estarem as duas instituições “irmanadas, porque a sua causa é comum”.
Na oportunidade, a vereadora da autarquia anadiense, Rosa Maria Tomás, sublinharia a importância da “arte de dar”, como são os casos dos bombeiros e dos Rotários. “A arte de dar é a mais difícil”, diria, reconhecendo também ser aquela que obtém a maior recompensa: “a alegria nos nossos corações”.
Por isso, realçou que os bombeiros de Anadia significam muito, “não só para os munícipes, mas também para os bairradinos espalhados pelo mundo”.

75 anos de vida. Caberia ao comandante do Quadro de Honra, Dias Coimbra, falar sobre a corporação homenageada. Durante a palestra que proferiu, traçou um historial dos bombeiros (desde a sua criação há mais de 600 anos), mas centralizando a sua intervenção na corporação anadiense, diria que esta tem efectuado um enorme esforço financeiro, quer em obras de manutenção do quartel, quer na aquisição de viaturas. Aos presentes daria conta do progresso desta AHBV, onde a formação também não foi descurada.
“Uma instituição que, com dedicação, perseverança e empenho, tem ultrapassado todas as dificuldades e momentos menos bons, tornando-se uma associação sólida, responsável e sempre direccionada para melhor servir”, concluiria.

Catarina Cerca
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