É já no dia 20 do corrente que a antiga Escola Primária da Figueira/Candieira recebe a 4.ª edição do Festival de Sopas.
Com organização do Agrupamento de Escuteiros 836 de Avelãs de Cima, a edição deste ano visa angariar fundos para a realização de um percurso pedestre, por caminhos da freguesia, projecto este já com alguns anos.
Catarina Silva, Chefe do Agrupamento 836 de Avelãs de Cima, revela que a “Rota Flor-de-Lis” é um percurso pedestre circular, com aproximadamente 33 quilómetros, localizado na freguesia. Um percurso que terá início e término na Igreja Matriz de São Pedro, em Avelãs de Cima, e percorre as 15 povoações da freguesia com a passagem obrigatória nas suas 16 capelas e Igreja Matriz. Tendo uma duração previsível de dois dias, o pedestrianista pode pernoitar na Mata de Cima, onde será restaurado um pequeno abrigo.
Segundo Catarina Silva, “esta rota segue pelos antigos caminhos da Igreja, ou seja, pelos trilhos que, antigamente, eram usados em dias de comemorações religiosas, nomeadamente em baptizados, casamentos e funerais”.
Por isso, o Agrupamento, ao longo do último ano, tem trabalhado no sentido de ver esta rota homologada pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, sendo para tal necessário colocar sinalização em todo o percurso e em ambos os sentidos. “Para a aquisição desta sinalização, são necessárias fundos para assim concretizar o projecto”, revela Catarina Silva.
O evento começa por volta das 12h e aguarda-se muita animação. Além das sopas, haverá fêveras e outros petiscos para as pessoas se deliciarem. Por isso, o Agrupamento apela à adesão da comunidade para que venha conviver e almoçar com os seus escuteiros.

Muitos participantes. Até ao momento, já existe um número significativo de pessoas que pretende concorrer com a sua sopa, revela a Chefe Catarina. No entanto, o Agrupamento continua a aceitar inscrições até à véspera desta 4.ª edição. Certo é que estarão presentes amigos, familiares e conhecidos que, ao longo destes quatro anos, têm mostrado grande interesse no evento, mantendo-se disponíveis para apoiar o Agrupamento neste desafio.
“Contamos também com aqueles que nunca participaram mas aceitaram este desafio e participar com a sua sopa”, adianta.
Para já, há cerca de duas dezenas de sopas prontas a concorrer, todas diferentes umas das outras, desde as mais tradicionais como caldo verde, passando pela canja, sopa de legumes, sopa de grão, sopa de peixe, sopa de favas, sopa de feijão verde, entre outras. Mas Catarina Silva admite que todos os anos há surpresas, já que nas edições anteriores apareceram também uma sopa de urtigas, uma sopa típica da Venezuela e uma sopa típica dos países nórdicos. “Esperamos todavia poder contar com mais inscrições e que nos surpreendam com as sopas mais originais”, revela a chefe do agrupamento.
De sublinhar que os autores das três sopas vencedoras receberão prémios executados por elementos do próprio Agrupamento.
Neste desafio, os principais «aliados» são os pais e familiares dos escuteiros, que nunca se cansam de apoiar este projecto que é o escutismo nas suas diferentes actividades.

Catarina Cerca