A nova sede da Junta de Freguesia de Amoreira da Gândara é a obra do mandato de Joaquim Cosme e aquela que quer deixar concluída até ao final do mesmo.
Orçada em cerca de 230 mil euros, avança muito lentamente, dentro das possibilidades da autarquia, que continua sediada em instalações provisórias, cedidas pela Casa do Povo local.
A obra começou no mandato anterior e está a ser edificada num terreno doado à Junta por uma moradora.
“Já foram gastos cerca de 130 mil euros. Tivemos ajuda da Câmara Municipal e um apoio de 26 mil euros da Secretaria de Estado das Autarquias Locais. O resto eram economias da Junta de Freguesia que ali foram investidas”, adianta Joaquim Cosme, ciente de que tem ainda um longo caminho a percorrer até à conclusão da mesma.
A construção ocupa 630 metros e integra no rés-do-chão, um espaço amplo que poderá vir a ser ocupado por duas lojas ou por um único salão. No primeiro andar situa-se o salão para a Assembleia de Freguesia, com capacidade para 120 pessoas, secretaria, gabinetes, sanitários e o arquivo.
“Temos ainda muita obra pela frente: faltam os alumínios, azulejos, rede de electricidade, águas, madeiras, massas finas por dentro e pinturas”, revela o autarca, dando conta de que, apesar da obra avançar lentamente, a autarquia não tem, neste momento, qualquer débito. “Todas as contas estão regularizadas e nos tempos que correm isso já é muito bom”, admite.

Melhoramentos. Contudo, existem outras obras que a autarquia não tem descurado e que apesar do magro orçamento quer levar por diante. Os 3.937 euros de subsídio provenientes da Câmara Municipal sempre são uma ajuda para fazer face às necessidades mais imediatas, tais como pintura de lancis nas rotundas, limpeza de valetas e fontanários, manutenção dos cemitérios, parques e jardins. Contudo, Joaquim Cosme tem a esperança de que a Câmara faça, antes do final do ano, uma outra transferência de verbas para ajudar a Junta. Pequenas obras e arranjos que são feitos por pessoal contratado através de pessoal colocado através do Centro de Emprego: “estamos muito satisfeitos. Temos tido sorte e as pessoas que cá têm trabalhado têm sido uma mais valia”, acrescenta.
Uma outra obra de vulto, em curso na freguesia, prende-se com a ampliação da Escola do Chãozinho que está a ser transformada num mini-pólo escolar. Com 63 crianças em idade escolar, esta era uma obra também necessária por forma a dotar aquele equipamento escolar de todas as condições necessárias (salas de aulas, cantina) para o trabalho de crianças e docentes.
O autarca não deixa de sublinhar a oferta de uma vasta área de terreno, doadas à Junta por Lídia Oliveira e pelo seu irmão, Manuel António Ferreira Oliveira. Dois filhos da terra que ofereceram dois terrenos, permitindo o alargamento do estabelecimento de ensino.

Beneficiações várias. Em matéria de rede viária, Joaquim Cosme destaca o alargamento do caminho do Vale Rua da Relvada. Uma beneficiação só possível graças à cedência gratuita de terreno por parte de uma moradora. “A senhora cedeu o terreno para alargar o caminho e a Junta compromete-se a fazer o muro de vedação, num caminho muito estreito, de acesso a terrenos agrícolas e a um aviário. Já a estrada da Madureirinha – a que está em pior estado na freguesia – irá continuar assim: “vão começar as obras de saneamento, por isso, não tinha lógica fazer agora uma intervenção”.
Joaquim Cosme avança ainda que, até final do mandato, pretende pintar o cemitério novo, assim como vai continuar a zelar o Parque de Merendas. A manutenção, limpeza e recuperação de fontanários e lavadouros também não são esquecidos.
Em matéria de Cultura, a Junta vai continuar a ajudar na organização das Marchas dos Santos Populares.

Catarina Cerca