A Polícia Judiciária está a investigar a origem de uma carta intimidadora que foi enviada a uma juíza de Águeda, exigindo-lhe 30 mil euros. Caso o pedido não seja aceite, o autor da carta ameaça explodir a casa onde a magistrada reside com o marido e os dois filhos menores.

A juíza, de 37 anos, tinha à entrada de sua casa, em Viseu, uma carta, escrita à mão, onde se lia: “Chegou a hora da vingança.” Ao que tudo indica, alguém não terá gostado de uma decisão da magistrada e exige-lhe 30 mil euros como “compensação”.

Se não lhe for entregue o dinheiro, o indivíduo, ainda desconhecido, diz que usa uma bomba para explodir a casa onde vive a mulher, o marido e os dois filhos menores.

A juíza exerce no Juízo de Média e Pequena Instância Cível do Tribunal de Águeda, que pertence à Comarca do Baixo Vouga, e julga casos que não excedem os 30 mil euros.

Entretanto, o Conselho Superior da Magistratura (CSM) vai apreciar uma participação enviada pela juíza do Tribunal de Águeda

Fonte autorizada do CSM disse à agência Lusa que a magistrada, que exerce funções no Juízo de Média e Pequena Instância Cível do Tribunal de Águeda, enviou “cópia da participação que fez à GNR para conhecimento do Conselho” das ameaças feitas por desconhecidos de que foi alvo.

Agora, adiantou a fonte, que essa participação vai ser apreciada pela vogal distrital de Coimbra do CSM.

Sobre o eventual pedido de protecção policial para a magistrada, a mesma fonte, explicou que “normalmente essa iniciativa é tomada pelo próprio juiz que se sente ameaçado, mas nada impede o conselho de a tomar”.

Porém, acrescentou, a “avaliação final do risco compete à PSP”, cujo corpo de segurança pessoal é responsável pela segurança privada de várias individualidades, nomeadamente magistrados.

Segundo a imprensa, a juíza, de 37 anos e com dois filhos melhores, recebeu uma carta ameaçadora, na qual se lê “chegou a hora da vingança”, e a exigir 30 mil euros para a sua casa não ser destruída à bomba.