O Ministério Público pediu a condenação do homem que, em Dezembro de 2010, alegadamente, matou uma prostituta em Couvelha.

O Procurador da República, nas alegações, defendeu que “o arguido deve ser condenado pelo crime horrendo e pela ocultação do cadáver”. “No essencial, o arguido acabou por confessar a autoria dos factos, que já tinha contado nos autos.”

“O arguido matou a vítima e tentou esconder o corpo da mesma”, referiu o Procurador, acrescentando que “não deixa de ser relevante, o facto do arguido ter mantido várias versões no decurso do processo”. “Estranho a não coincidência das versões ao longo do processo. Pergunto qual é a verdadeira, já que nenhuma delas serve de motivação para levar à prática dos factos”, afirmou.

Referiu ainda que “o arguido veio dizer que está arrependido, mas não vejo onde se possa consubstanciar os factos do arrependimento. Não vejo onde pode estar esse arrependimento”.

Relativamente à perícia médica que conclui pela imputabilidade diminuída, explicada pelo facto do arguido ter cometido o crime debaixo do efeito de substância psicotrópicas, o Procurador defendeu que “as conclusões da perícia não têm alicerces seguros”.

Já a advogada de defesa sublinhou que o arguido mostrou estar arrependido e não ter qualquer tipo de condenações, assim como o facto de estar sob o efeito de estupefacientes.

Alegou ainda que “o relatório psiquiátrico deve ser levado em conta”.

Pedro Fontes da Costa
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