A Comissão Política do PSD de Águeda denunciou, na última sexta-feira, que as relações entre a Câmara Municipal de Águeda (PS) e as Juntas de Freguesia, governadas pelo PSD, são vítimas de distanciamento e alheamento. Contudo, o presidente da Câmara, Gil Nadais, contrapõe e diz que “as relações têm sido dificultadas pela pressão constante das estruturas do PSD”.

Paula Cardoso, presidente da concelhia do PSD de Águeda, considera “este comportamento altamente prejudicial, num momento em que se encontra em curso uma reforma administrativa, e em que se espera de todos os aguedenses (especialmente dos que os representam e assumiram responsabilidades políticas), um clima de paz, união e diálogo de modo a obter para o nosso município uma composição final, que sirva o concelho de forma equilibrada”.

“Seria esta concertação, que num estado de direito democrático se deveria de esperar por parte da Câmara Municipal, tanto mais que é a este órgão que compete elaborar a Proposta de Reforma Administrativa, de acordo com os parâmetros estabelecidos”, afirma Paula Cardoso.

Utilidade. A líder do PSD de Águeda, que é deputada na Assembleia da República, sublinha que, “ao contrário das freguesias, a cidade tem sido prendada com inúmeras obras, sendo que algumas são de utilidade, oportunidade, bem como de prioridade e racionalidade verdadeiramente questionável”.

Contra. O presidente da Câmara garante que “as relações entre a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia têm sido dificultadas pela pressão constante das estruturas do PSD, procurando que os presidentes das Juntas de Freguesia votem contra e estejam em permanente oposição a tudo o que a Câmara Municipal faz ou propõe”.

“Alguns – uma minoria – obedecem cegamente às estruturas partidárias e estão permanentemente contra, procurando o conflito; outros, procuram servir o melhor possível as suas populações”, refere.

O autarca sublinha ainda que “para repor a verdade, somos obrigados a desmentir categoricamente o PSD, pois a Câmara Municipal de Águeda não cortou relações com qualquer Junta de Freguesia”.

Sobre as obras, Nadais esclarece que “o PSD deixou um legado negativo aos aguedenses”, acrescentando que, “quando o PS iniciou o mandato, os prazos de pagamento eram superiores a 700 dias. Atualmente, pela informação disponibilizada pela Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL), é de 26 dias”.

Pedro Fontes da Costa
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