No ano de 2011, a Câmara Municipal de Anadia foi, a nível nacional, a autarquia que menos tempo demorou a pagar aos seus fornecedores ( 3 dias).
Comparativamente às câmaras municipais da região da Bairrada, Anadia foi também a que mais rapidamente pagou aos seus fornecedores. O prazo médio de pagamento era de três dias, segundo a publicação da DGAL – Direção-Geral das Autarquias Locais. Seguia-se a Câmara Municipal da Mealhada, com um prazo médio de pagamento a 11 dias, a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, a 28 dias, a Câmara Municipal de Águeda, já a 65 dias, a Câmara Municipal de Cantanhede, a 82 dias e a de Vagos, com um prazo médio de 222 dias.
A listagem relativa ao prazo médio de pagamentos registados por 305 municípios, em dezembro de 2011, mostra que, à exceção de Vagos, os restantes municípios da Bairrada se encontram bem posicionados no ranking.
De acordo com os dados da DGAL, entre 30 de setembro e 31 de dezembro de 2011, apenas as Câmaras Municipais de Anadia e de Oliveira do Bairro conseguiram descer no prazo médio de pagamento: Anadia recuou um dia (de 4 para 3 dias) e Oliveira do Bairro recuou 6 dias (de 34 para 28 dias). A Mealhada manteve-se, neste período, com um prazo médio de pagamento de 11 dias, tendo as restantes autarquias aumentado bastante o prazo médio de pagamento a fornecedores. Vagos, no último trimestre de 2011, aumentou o prazo médio de pagamento em 23 dias, seguindo-se Águeda com 39 dias e Cantanhede a demorar mais 64 dias a pagar.
A nível nacional, a listagem da DGAL indica que as autarquias portuguesas demoram em média 122 dias a pagar aos seus fornecedores (31 de dezembro de 2011). Um número que se tem vindo a agravar na medida em que a 30 de setembro de 2011 demoravam apenas 102 dias.

Justiça. Perante estes números Litério Marques, autarca de Anadia, mostra-se bastante satisfeito, mas acima de tudo tranquilo, “porque efetivamente é reconhecida com justiça e verdade” que a Câmara de Anadia “tem dinheiro para pagar, a pronto, aos seus fornecedores”, até porque “essa é também uma nossa obrigação”.
“Organizamos a nossa contabilidade no sentido de honrar os nossos compromissos a tempo e horas”, diz, dando conta que as obras em curso e o elevado número de empreiteiros a trabalhar ou a quererem trabalhar com a Câmara de Anadia “demonstra que somos bons pagadores e bons gestores”.
No entanto, reconhece que, nos tempos difíceis que o país atravessa, o seu executivo está atento e por isso “não embarcamos em obras desnecessárias”, privilegiando sempre “o equilíbrio financeiro do município” dando ainda nota de que, com a sua saída, não ficarão obras para outros pagarem: “estejam todos descansados porque, quando for embora, deixo as finanças da autarquia com total sustentabilidade”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt